Seja bem-vindo. 29 de fevereiro de 2024 20:04
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Homem é condenado por esfaquear vítima que se recusou a pagar bebida

A vítima se recusou a pagar uma bebida ao homem, que a esfaqueou e fugiu. Ele foi condenado a 11 anos de prisão

Um homem foi condenado pelo Tribunal do Júri de Santa Maria, no Distrito Federal, a 11 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio contra um cliente de uma distribuidora de bebidas que se recusou a pagar bebidas alcoólicas a ele.

O crime ocorreu na madrugada de 5 de dezembro de 2021. Paulo Henrique Martins Moura não aceitou não como resposta e passou a seguir a vítima quando ela deixou o bar. No trajeto, abordou o homem, desferiu diversos golpes de faca e fugiu.

O júri aceitou a qualificadora pedida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e considerou que o crime foi cometido por motivo fútil.

Paulo Henrique não terá o direito de recorrer em liberdade, já que “diante do perigo gerado pelo estado de liberdade do réu, em vista de sua intensa periculosidade, com reiteração em delitos graves, o réu não faz jus a apelar em liberdade”, disse o Juiz.

Homem que invadiu ônibus e fez refém é condenado a 7 anos de prisão

O acusado ainda terá o direito de recorrer em liberdade. O homem cometeu o crime em 9 de setembro de 2023

Preso por assaltar um ônibus da viação Marechal e manter uma passageira refém em Samambaia no ano passado, Gilliard Costa Silva foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado. O réu também deverá indenizar cada uma das vítimas no valor de R$ 3 mil. A decisão foi da 2ª Vara Criminal de Samambaia.

O crime foi cometido em 9 de setembro de 2023. Naquela noite, Gilliard embarcou no coletivo, sentou-se próximo ao motorista e, em seguida, anunciou o assalto.

Segundo a acusação, ele feriu com uma faca a mão de um passageiro que tentou desarmá-lo e roubou outros três. Uma testemunha contou que o homem chegou a jogar dinheiro pela janela do ônibus.

A vítima mantida refém foi libertada após negociação com policiais militares do Bope, que chegaram mais de uma hora depois. O perímetro ficou completamente isolado, e atiradores de elite chegaram a se posicionar em prédios da região, mas não precisaram atuar.

A defesa pediu que a confissão espontânea fosse reconhecida e que a pena fosse fixada no mínimo legal. A magistrada responsável pelo julgamento negou a ele o direito de recorrer em liberdade sob a justificativa de que “a gravidade do crime ainda impõe a segregação como forma de acautelar o meio social e a credibilidade da Justiça”.

Homem é condenado a 35 anos de prisão por asfixiar namorada no DF

Eduardo Regis da Cruz matou Luciana Gomes da Costa na frente dos filhos dela. Feminicídio ocorreu em agosto de 2022, no Sol Nascente

O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou Eduardo Regis da Cruz a 35 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Luciana Gomes da Costa (foto em destaque), 35 anos. O homem matou a namorada asfixiada no Sol Nascente em agosto de 2022.

O júri aceitou as qualificadoras propostas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de feminicídio cometido por motivo fútil, mediante asfixia e na presença de descendente da vítima.

No dia 10 de agosto de 2022, por volta das 7h, na Quadra 700 do Sol Nascente, Eduardo agrediu a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo havia três meses e morava na mesma residência

Duas crianças de dois anos de idade, filhas de Luciana, moravam com o casal.

O réu chegou do trabalho e passou a discutir com Luciana por causa de um chocolate e uma quantia em dinheiro. Ao entrarem no quarto, Eduardo estrangulou a vítima na presença das crianças.

Vizinhos tentaram socorrer Luciana após o réu simular que a casa havia sido invadida, mas a encontraram desfalecida, com um cobertor por cima da cabeça e com sinais de estrangulamento.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e encontrou a vítima sem sinais vitais. Eduardo foi preso em flagrante pelo feminicídio.

 

Homem que matou mulher com 43 facadas no DF é condenado a 23 anos

O crime foi cometido em outubro de 2021, em Santa Maria. Evanildo das Neves da Hora foi condenado por matar Cilma da Cruz Galvão

Evanildo das Neves da Hora (foto em destaque) foi condenado a 23 anos de prisão por matar Cilma da Cruz Galvão à facadas dentro da casa do casal em Santa Maria, no Distrito Federal. O crime ocorreu em outubro de 2021. Evanildo não aceitava o término do relacionamento e cobrava que ela pagasse uma dívida de condomínio pelo tempo que moraram juntos.

O julgamento de Evanildo ocorreu nessa quinta-feira (23/11). Ele cumprirá 23 anos em regime inicial fechado pelo crime de feminicídio.

O júri, formado por sete pessoas, aceitou as qualificadoras propostas na denúncia pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT): motivo torpe, pois a vítima queria se separar do réu, o qual só aceitava a separação se recebesse o pagamento da dívida; meio cruel, pois Evanildo desferiu 43 facadas na namorada; e recurso que dificultou a defesa da vítima; além de o crime ter sido praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

Relembre o crime

O corpo de Cilma foi encontrado pelo filho dela, no apartamento onde ela morava com o suspeito, na Quadra 203, no Setor Total Ville, em Santa Maria. Quando o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) chegou ao local, a mulher apresentava rigidez cadavérica e perfurações pelo corpo.

De acordo com as investigações, Evanildo das Neves da Hora, conhecido pelos vizinhos como Baiano, já havia cumprido pena por tentativa de homicídio, cometido na Bahia.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Cilma mantinha relacionamento amoroso com o suspeito por cerca de seis meses.

Cilma atuava como diretora de Políticas para Mulheres e Combate ao Racismo no Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindserviço-DF).

 

 

Médico Wesley Murakami é condenado à prisão por deformar pacientes

Justiça goiana condenou médico por lesão corporal contra nove mulheres. Acusado, que está solto, poderá recorrer em liberdade

O médico Wesley Noryuki Murakami foi condenado a pena de 9 anos, 10 meses e 10 dias de prisão, por crimes de lesão corporal contra nove mulheres. A determinação, da 8ª Vara Criminal dos Crimes Punidos com Reclusão e Detenção do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), saiu nessa terça-feira (14/11). Cabe recurso da decisão.

Para o magistrado Luciano Borges, as provas anexadas ao processo confirmavam as narrativas das vítimas. “Todo o acervo probatório corrobora que [elas] tiveram a integridade física ofendida, [sofrendo] deformidades permanentes em razão da conduta ilícita praticada pelo acusado”, afirmou o juiz.

“Durante anos, Wesleu Noryuki Murakami da Silva realizou os procedimentos narrados na denúncia e pelas vítimas, a todo momento ciente dos resultados negativos, das dores experimentadas pelas ofendidas, dos transtornos, constrangimentos e [das] deformidades que as atingiu. Mesmo assim, continuou praticando as condutas lesivas, sem se importar com as consequências, assumindo o risco plenamente conhecido por ele, agindo, portanto, com dolo [intenção] eventual”, completou o magistrado.

Como Wesley respondeu ao processo em liberdade, ele também terá direito de recorrer da decisão em liberdade.