Seja bem-vindo. 22 de maio de 2024 02:36
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Golpistas se passam por ladrões e exigem dinheiro para devolver cargas

Segundo a polícia, eles aproveitam o momento de fragilidade para exigir dinheiro, causando um segundo prejuízo às vítimas

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou nesta terça-feira (16) operação que culminou na prisão temporária de três membros de uma quadrilha especializada em extorquir dinheiro de vítimas de furto ou roubo de cargas e veículos.

De acordo com as investigações, os criminosos obtinham informações acerca de roubos de veículo ou cargas ocorridos nas últimas horas e passavam, então, a manter contato com as vítimas afirmando estar em posse dos bens roubados e exigindo dinheiro para devolvê-los.

O grupo criminoso, que concentra seus integrantes em Goiás, mas tem atuação em âmbito nacional, se vale do fato de que várias das vítimas não possuem seguro dos bens subtraídos. Eles aproveitam o momento de fragilidade para exigir dinheiro, causando um segundo prejuízo às vítimas.

Por meio de ligações telefônicas, os integrantes da organização se passavam até mesmo por agentes de segurança pública na tentativa de obter informações das vítimas. Em São Paulo, uma das duas vítimas identificadas, chegou a pagar R$ 15 mil aos criminosos.

Nesta fase da operação, são apurados os crimes de associação criminosa, corrupção de menores e estelionato.

Mulher é presa após dar golpe de R$ 700 mil em idosas da mesma família

Investigada também se apropriou de mais da metade do valor de R$ 1 milhão correspondente a um apartamento vendido em Brasília (DF)

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), com apoio da Polícia Militar, deflagrou, em Goiânia (GO), a Operação Falsus, que levou à prisão em flagrante de uma mulher de 25 anos suspeita de explorar financeiramente ao menos três parentes idosas. O caso ocorreu nessa segunda-feira (8/1).

As investigações começaram na última quinta-feira (4/1), quando outra sobrinha das supostas vítimas informou à Polícia Civil que três tias – com idades de 91, 96 e 98 anos – haviam sido lesadas pela suspeita, que cometia estelionato e exploração financeira contra elas. O prejuízo teria superado R$ 700 mil.

A suspeita havia trabalhado na casa de uma das idosas por mais de dois anos e conseguido a confiança dela, a ponto de ser autorizada, por meio de procuração pública, a fazer movimentações nas contas correntes da vítima, que era servidora pública federal aposentada, não era casada e não tinha filhos.

Por ser equilibrada com os gastos, segundo a PCGO, a idosa acumulava grande patrimônio. E, ciente da situação, a investigada passou a fazer diversos desvios da conta bancária da vítima, além de se apropriar de mais da metade do valor de R$ 1 milhão correspondente à venda de um apartamento em Brasília (DF).

A vítima morreu, e a família dela só percebeu os desvios devido à partilha de bens, quando foi surpreendida pela informação. Depois disso, a investigada acabou contratada para cuidar de outra idosa, irmã da vítima que havia morrido.

Na última sexta-feira (5/1), primeiro dia de trabalho da investigada e já com o cartão bancário da segunda idosa, ela fez um saque de R$ 2 mil. Porém, estava sob monitoramento da PCGO.

Três dias depois, a suspeita foi presa enquanto se preparava para fazer outro saque. Com ela, os policiais apreenderam um automóvel avaliado em R$ 100 mil, comprado com os valores desviados. Em depoimento, ela se contradisse em relação aos fatos apurados

 

Saiba quem são os presos por aplicar o golpe das tendas em Brasília

Eles alugavam as estruturas, mas jamais montavam os equipamentos após inventar diversas desculpas para os clientes

Presos em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta sexta-feira (5/1) por integrar associação criminosa especializada em aplicar golpes durante a montagem de grandes eventos, os membros da quadrilha da “tenda do golpe” colocavam para alugar as estruturas, mas jamais montavam os equipamentos após inventar diversas desculpas aos clientes.

De acordo com as investigações da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), os presos Jefferson Antônio Pereira, Douglas Antônio Pereira Bernardes e Carine da Silva Pereira (foto em destaque), junto a outros comparsas, usavam cinco empresas para anunciar o falso serviço de aluguel de tendas para a prestação de eventos. As apurações identificaram que, na verdade, os golpistas usam empresas de fachada para cometer o crime.

Segundo apurado, o grupo utilizava as empresas JR Tendas, Bernardes Eventos, Bernardes Construções, Big Tendas & Toldos e Mulka Locações e Eventos para anunciar o falso serviço de aluguel. Os policiais descobriram que as lojas não estão sediadas nos endereços cadastrados, tratando-se de empresas de fachada.

Carine era casada com Jeferson, que é irmão de Douglas. O casal foi preso na região da Taboquinha, em Padre Bernardo (GO). O terceiro detido foi encontrado em Planaltina (DF).

Os estelionatários utilizavam o seguinte modus operandi: anunciavam os falsos serviços de locação de tendas e equipamentos para eventos por meio das empresas de fachada e, após serem contatados pelos interessados, os integrantes do grupo criminoso simulavam a contratação e exigiam o pagamento antecipado de 50% do valor pactuado, prometendo a instalação do equipamento na data do evento.

‘Golpe do amor’: homem é preso após seduzir e enganar mais de 20 mulheres no DF

Suspeito teria lucrado mais de R$ 500 mil com esquema. Polícia Civil diz que vítimas eram mães solteiras, entre 30 e 45 anos, que tinham acabado de se mudar para capital.

Um homem de 42 anos foi preso, na manhã desta sexta-feira (15), suspeito de estelionato contra, pelo menos, 26 mulheres, no Distrito Federal. De acordo com as investigações, após criar intimidade com as vítimas, ele pedia dinheiro, prometendo que devolveria os valores. O suspeito teria lucrado mais de R$ 500 mil com o esquema.

A Polícia Civil aponta que os alvos do suspeito eram mães solteiras, entre 30 e 45 anos, com estabilidade financeira e que tinham chegado recentemente na capital (veja detalhes abaixo). O caso é investigado pela 26º Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte.

O homem se identificava como Wagner Oliveira. No entanto, de acordo com o delegado responsável pelo caso, esse não é o nome verdadeiro do suspeito — que não foi informado devido as investigações ainda estarem em andamento.

Dependendo do perfil da rede social, o homem afirmava ter uma profissão. Em uma delas, ele dizia ser cantor. Em outra, o suspeito afirmava ser empresário do agronegócio. Wagner dizia ainda ter duas filhas. Já em outro perfil, ele usava o apelido “Gui”.

Ele é investigado por estelionato em continuidade delitiva, apropriação indébita, coação no curso do processo e furto. Se condenado, ele pode pegar até 18 anos de prisão.

De acordo com a Polícia Civil, o homem tinha vários perfis em redes sociais e aplicativos de namoro. Após identificar os “alvos”, ele começava a conversar com as mulheres e pedia o número do WhatsApp das vítimas. No outro aplicativo, o homem continuava a criar intimidade com elas.

Em seguida, de acordo com as investigações, o suspeito prometia amor, fidelidade e constituição de uma família. Depois que conseguia envolver as vítimas emocionalmente, ele pedia dinheiro emprestado, financiamento e que elas comprassem bens para ele.

Em todas as vezes, o homem prometia que os valores gastos pelas vítimas seriam devolvidos nos próximos dias. Ele afirmava que iria receber por um suposto acerto trabalhista, venda de imóvel ou lucro de loja ou empresa que ele estava abrindo.

As vítimas contaram em depoimento que, depois que conseguia o que queria, ele se tornava agressivo e passava a ameaçar e ofender as mulheres. O homem as intimidava para que elas não registrassem boletim de ocorrência na polícia. Em seguida, de acordo com a investigação, ele criava novos perfis em redes sociais para fazer novas vítimas.

A Polícia Civil identificou, pelo menos, 26 vítimas. No entanto, os investigadores suspeitam que outras mulheres possam ter sido alvo do homem no DF e também em outros estados, principalmente em Goiás.

Golpista forja assinatura de faxineira e pega empréstimo de R$ 17 mil

Perícia grafotécnica constatou que a assinatura da mulher foi falsificada nos contratos. Bancos Bradesco e C6 foram condenados pela Justiça

Por duas vezes e dentro de um mesmo período, uma faxineira de 52 anos, moradora do Distrito Federal, foi vítima de um golpe ao ter a assinatura fraudada em bancos onde ela nem sequer tinha conta.

Advogados da vítima contaram que tudo começou em 2021. Certo dia, a diarista foi “puxar um extrato” e verificou que havia sido depositada uma “grande quantia” de dinheiro em sua conta no Itaú a partir de dois bancos: Bradesco e C6. Do primeiro, ela recebeu mais de R$ 7 mil, enquanto do segundo, o montante foi superior a R$ 10 mil.

Desconfiada, a vítima entrou em contado com as duas instituições bancárias para devolver o dinheiro. Contudo, foi avisada que o pedido não seria atendido, uma vez que as transferências, supostamente solicitadas em seu nome, foram frutos de empréstimos consignados e caíram em uma conta pertencente a ela, e não de terceiros.

Com isso, os bancos passaram a cobrar parcelas altas e mensais da mulher, que sobrevive com salário mínimo.

Segundo o acordo fraudulento, a vítima, que não solicitou os serviços do Bradesco e do C6, teria de devolver aos dois bancos, somados, e no prazo de 7 anos, mais de R$ 34 mil.

Com a recusa das instituição em cancelar os empréstimos e diante da negativa em fazer o estorno dos valores debitados de sua conta, a faxineira procurou um advogado, que levou o caso à Justiça contra os dois bancos.

 

Golpistas invadem sistema do INSS e fraudam R$ 288 mil em auxílio

Segundo a PF, o auxílio-reclusão foi solicitado sem os documentos necessários e com data retroativa, gerando pagamento dos últimos 5 anos

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta terça-feira (10/10), seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal relacionados a uma investigação que apura a reativação fraudulenta de benefício previdenciário de auxílio-reclusão. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do DF.

A ação é um desdobramento de uma prisão em flagrante, realizada em 16 de maio de 2023 pela Força Tarefa Previdenciária. Na ocasião, duas pessoas foram presas tentando sacar cerca de R$ 82 mil.

 

Os levantamentos efetuados a partir do cruzamento de informações indicaram que o auxílio-reclusão foi solicitado sem os documentos necessários e com data retroativa, gerando pagamento dos últimos cinco anos.

Há indícios de uso indevido de matrículas e senhas de servidores do INSS, possivelmente por meio de ações de hackers, para reativações de benefícios sem o devido processo administrativo.

 

Com o aprofundamento das investigações, apurou-se que o grupo realizou a reativação de outros dois benefícios, que geraram pagamentos de aproximadamente R$ 126 mil e R$ 79 mil, totalizado um possível prejuízo de mais de R$ 288 mil. Os elementos indicam que os envolvidos planejavam fazer outras fraudes.

Em atuação há 22 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, que atuam em conjunto no combate eficaz de crimes estruturados contra o sistema previdenciário.

Golpe no golpista: “Playboy da batida” foi vítima de estelionato no DF

Golpe no golpista: “Playboy da batida” foi vítima de estelionato no DF

O empresário Glauber Henrique Lucas de Oliveira faturou alto simulando batidas para receber o seguro, mas registrou BO quando levou golpe

Preso temporariamente no âmbito da Operação Coiote, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que desbaratou um esquema criminoso responsável por simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo para receber altos valores de indenização pagos por seguradoras, o empresário Glauber Henrique Lucas de Oliveira faturou alto com os golpes, mas não admite ser “passado para trás”

O suspeito de integrar a organização criminosa, que desde 2015 faturou R$ 2 milhões simulando 12 acidentes ao destruir 25 veículos de luxo de montadoras como Porsche, Audi, BMW, Mercedes e Volvo, registrou pelo menos duas ocorrências na PCDF em que figura como vítima. Em uma delas, Glauber relata que, em abril deste ano, fizeram três compras utilizando seu cartão de crédito, totalizando R$ 261. Os valores não haviam sido reconhecidos pelo “playboy da batida”.

Em outro caso, ocorrido em abril do ano passado, o empresário que liderava o esquema para embolsar os valores dos seguros registrou outra ocorrência de estelionato, mas novamente “provou do próprio veneno”. Glauber levou prejuízo ao ter dados clonados em um programa de milhas usado para abater valores de passagens aéreas. No golpe, terceiros usaram os pontos do empresário para compra de passagens. Mesmo após o registro de ocorrência, o playboy da batida não recebeu os pontos de volta.

Organização criminosa
Nas primeiras horas dessa segunda-feira (18/9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desencadeou megaoperação para desmantelar organização criminosa especializada em simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo para receber altos valores de indenização pagos por seguradoras.

Estruturado, o grupo criminoso era formado por um empresário, uma advogada, um ex-policial militar do DF, a mulher do PM e outros dois integrantes. O bando, de acordo com as investigações, faturou pelo menos R$ 2 milhões forjando acidentes violentos, com perda total dos veículos, para embolsar o dinheiro do seguro.

Outro “cabeça” da organização criminosa é o ex-policial militar Rosemberg de Freitas Silva. Ele foi expulso da PMDF por causa da emissão de 150 cheques sem fundos. Os veículos em nome do ex-militar chamam a atenção pelos altos valores. A coluna apurou que Rosemberg é dono de duas Porsches Cayenne, uma moto BMW R1250 e outra Honda PCX, além de três carros de menor valor, como um Honda Fit e um Hyundai HB20.

“Esta é quinta operação da PCDF contra fraudes no recebimento de indenização de seguro de veículos. A cada ação, há diminuição de simulações de acidente em Brasília, o que reduz o risco das seguradoras e, consequentemente, o preço do seguro do brasiliense”, disse o delegado-chefe da 18ª DP, Fernando Cocito.

A organização criminosa tinha um modus operandi definido no momento de comprar um determinado carro, circular com ele por alguns meses e depois planejar a colisão. As batidas sempre ocorriam em locais ermos e escuros, para dificultar a presença de testemunhas. Os integrantes do esquema adquiriam veículos importados de certo tempo de uso e de difícil comercialização, alguns ainda avariados.

Os investigadores descobriram que os veículos eram consertados e, logo depois, os criminosos contratavam seguros, sempre com valor de indenização correspondente a 100% da tabela Fipe, muito superior ao valor de aquisição e conserto dos carros. Para driblar o mercado segurador e dificultar a descoberta de vínculos criminosos, o bando se revezava na condição de proprietário, contratante do seguro, condutor, terceiro envolvido no acidente e recebedor da indenização, às vezes via procuração.

Da mesma forma, para dificultar a apuração policial, os membros da organização criminosa registravam as ocorrências dos acidentes por meio da Delegacia Eletrônica, afastando questionamentos da polícia judiciária sobre as circunstâncias dos supostos acidentes. Em seguida, o bando dava entrada no processo para o recebimento da indenização do seguro, sempre com base na tabela Fipe.

Em 8 meses, golpista da OLX causou prejuízo de R$ 750 mil a clientes

Em 8 meses, golpista da OLX causou prejuízo de R$ 750 mil a clientes

Conhecida como Golpista da OLX, Viviane Pereira dos Santos responde por autoria de crimes em 44 ocorrências de janeiro a agosto de 2023

Conhecida como Golpista da OLX, a vendedora de carros Viviane Pereira dos Santos, 37 anos, faz jus ao apelido. Apenas de janeiro a agosto deste ano, ela teria causado prejuízos de R$ 750 mil às vítimas. A suspeita de estelionato foi presa preventivamente nessa segunda-feira (4/9).

Segundo a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), só em 2023, 44 ocorrências foram registradas denunciando Viviane como estelionatária.

De pequenos valores, como R$ 1 mil, até R$ 70 mil, a golpista vai somando quantias que chegam perto de R$ 1 milhão, em 60 ocorrências nas quais ela aparece como autora dos crimes, desde 2021. A apuração ainda revelou que os atos ilícitos eram um meio de vida para Viviane.

Golpe no dia da operação
Em 30 de junho, Viviane foi alvo da Operação Gasoline contra a loja de carros Fort Veículo, na Cidade do Automóvel, que praticava crimes de estelionato. Ainda assim, ela não se inibiu e continuou a agir de forma fraudulenta. No mesmo dia, poucas horas após a operação ser deflagrada, a vendedora de automóveis aplicou um golpe com prejuízo de R$ 37 mil.

A nova vítima teria ido à concessionária para comprar um carro e ficou acertado pagar a quantia em três parcelas de R$ 10 mil e em uma de R$ 7 mil. Todas por Pix em depósitos diários.

Após o quarto dia de pagamento, a vítima foi à concessionária buscar o carro que tinha comprado. Quando o cliente chegou ao estabelecimento, segundo o boletim registrado, Viviane teria dificultado a venda, “dizendo que o automóvel estava em uma oficina para realizar um conserto de lanternagem”.

A vítima ligou para oficina apontada por Viviane e tomou conhecimento de que o veículo comprado não estava no local. Segundo investigações da Polícia Civil, no mesmo dia em que foi alvo de busca e apreensão, a golpista usou o dinheiro da vítima para comprar um iPhone na Feira dos Importados.

Com os bens bloqueados, Viviane orientava a vítima a depositar em contas de funcionários.

Modus Operandi
O método usado pela golpista também é conhecido pela polícia. Ela aborda as vítimas em sites, como OLX, e identifica quem quer vender ou comprar veículos. Em seguida, a vendedora se apresenta como uma ponte entre o anunciante e um possível comprador.

Viviane então aproveitava da estrutura do comércio para enganar as vítimas. “Trata-se de uma loja física de grande porte, com vários carros no local, inclusive de luxo, o que passava muita credibilidade aos clientes, induzindo-os a caírem no golpe”, destaca a investigação.

Para disfarçar, Viviane tinha o hábito de mudar o nome da loja. A empresa teve o CNPJ de Vivi Mulitmarcas, com o nome fantasia W Serra Multimarcas. A loja fechou, e ela abriu em seguida Alvo Multimarcas, que também fechou. Depois, ela trocou por Gasoline e, em seguida, Fort Veículos.

“As empresas, apesar de possuírem diferentes nomes fantasias, possuem o mesmo CNPJ. Diante dessa conduta, observa–se que as lojas físicas com o nome fantasia são fechadas, após breve período de existência, e os nomes são trocados justamente porque as empresas ficam com uma má reputação diante de tantos golpes que comete”, acrescenta a investigação.

Ao longo da carreira de golpista, a investigada já assinou 12 termos circunstanciados em que é autora de crimes de ameaça, injúria, lesão corporal, entre outros.

Por fim, o relatório ainda conclui que Viviane tem conhecimento da profundidade das investigações. “Fechou sua loja física e deve estar se desfazendo de bens ou valores que possam ser alienados para diminuir o prejuízo das vítimas, bem como destruindo provas, tudo que demonstra o perigo à ordem pública e financeira”, finaliza o documento.

Casal de idosos é vítima de sequestro após sofrer ‘golpe da batida’, no Gama DF

Casal de idosos é vítima de sequestro após sofrer ‘golpe da batida’, no Gama DF

Após acidente, suspeitos obrigaram idosos a dirigirem até o Gama para fazer saques com cartão de crédito. Criminosos foram presos quando se preparavam para fugir da casa das vítimas.

Um casal de idosos foi vítima de sequestro após ser sofrer o “golpe da batida”, na manhã de sábado (15), na BR-060, no Distrito Federal. Os suspeitos são um homem de 28 anos e uma mulher de 25 anos, de acordo com a Polícia Militar.

O golpe ocorre quando os criminosos batem de propósito em outro veículo para cometer o assalto quando a vítima descer do carro. Segundo a PM, os investigados usaram um carro roubado em Samambaia para aplicar o golpe.

Depois do acidente, os suspeitos renderam o casal e os obrigaram a dirigir até o Gama, para que eles fizessem saques com o cartão de crédito das vítimas. Como não conseguiram, eles foram até a casa dos idosos, no Riacho Fundo, onde o filho das vítimas estava. No local, o filho foi agredido.

Segundo a Polícia Militar, os criminosos encheram um outro carro, que estava na casa, com eletrodomésticos, mas foram presos quando se preparavam para fugir. Os dois foram levados para a delegacia, onde o flagrante foi registrado. Todos os pertences foram devolvidos.

Golpista da OLX: vendedora de carros responde a 26 processos no DF

Golpista da OLX: vendedora de carros responde a 26 processos no DF

Tivemos acesso a documentos que tramitam no TJDFT, conversou com vítimas e vizinhos da investigada Viviane Pereira dos Santos

A vendedora de carros Viviane Pereira dos Santos, 37 anos, que foi alvo de operação da Polícia Civil na sexta-feira (30/6) por crimes de estelionato, é velha conhecida na esfera criminal. Conhecida como a Golpista da OLX, ela tem em suas costas 26 processos, que envolvem desde brigas com cabeleireiros a investigações criminais.

A vendedora de carros Viviane Pereira dos Santos, 37 anos, que foi alvo de operação da Polícia Civil na sexta-feira (30/6) por crimes de estelionato, é velha conhecida na esfera criminal. Conhecida como a Golpista da OLX, ela tem em suas costas 26 processos, que envolvem desde brigas com cabeleireiros a investigações criminais, como ameaça.

O nosso veículo teve acesso a documentos que tramitam no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e conversou com vítimas e vizinhos da loja de Viviane Pereira, na Cidade do Automóvel.

“Trabalho com a polícia ou com o PCC”
Um dos processos mais polêmicos de Viviane diz respeito a ameaças. No documento, ela acusa uma pessoa de ter causado prejuízos a ela por ter indicado um funcionário que aplicou golpes na loja dela. A vendedora alega que os dois são cúmplices.

Para tentar reaver os danos financeiros, Viviane envia mensagem fazendo referência à maior organização criminosa do país: o Primeiro Comando da Capital. “Trabalho com a polícia ou com o PCC”, é o trecho de uma das mensagens que Viviane enviou à vítima e foi anexado ao processo de ameaça e crimes pela internet ao qual responde.

“Irei aí novamente com três colegas e só saio com os telefones. Você vai pagar carro por carro, e não vou na mesma educação, não”, inicia uma das conversas. A vítima se defende dizendo que não fez nada. “Você não quer tirar minha paz”, responde.

“Venha aqui, já que é homem, porque se eu for aí vai ser pior”, continua as ameaças. Em outro momento, a dona da loja informa que vai usar mais os 525 mil seguidores para denunciar a conta do homem.

O Metrópoles localizou o perfil de Viviane, que é verificado em uma rede social, mas está privado atualmente. Até a última atualização desta reportagem, ao menos 488 mil pessoas seguiam ela na plataforma.

Golpe pela OLX
Em uma das 35 denúncias a que responde, Viviane teria usado o site de vendas OLX para procurar pessoas que anunciaram venda de carros.

“Ela dizia que estava com uma venda certa. A loja parecia séria, fez contrato e tudo, e eu estava com pressa para vender”, informou a vítima, que é um advogado. Quando assinaram o contrato, o nome da loja era Gasoline (mesma nomenclatura da operação deflagrada pela 8ª Delegacia de Polícia contra a concessionária Fort Veiculo – nome atual da empresa).

Segundo o boletim e o relato da vítima, Viviane teria cobrado ainda R$ 1,7 mil para fazer o polimento e teria dito que o negócio estava fechado, e o veículo seria vendido por R$ 59 mil.

Depois de deixar o carro sob cuidados de Viviane, passaram-se ainda 29 dias e o automóvel seguia na concessionária. Depois de um mês, o advogado foi retirar o veículo e percebeu que nem o polimento havia sido feito, e o carro registrava mais 1.315 km rodados – quilometragem superior à distância entre Brasília e Rio de Janeiro, que é de cerca de 1,2 mil km.

A vendedora de carros Viviane Pereira dos Santos, 37 anos, que foi alvo de operação da Polícia Civil na sexta-feira (30/6) por crimes de estelionato, é velha conhecida na esfera criminal. Conhecida como a Golpista da OLX, ela tem em suas costas 26 processos, que envolvem desde brigas com cabeleireiros a investigações criminais, como ameaça.

O Metrópoles teve acesso a documentos que tramitam no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e conversou com vítimas e vizinhos da loja de Viviane Pereira, na Cidade do Automóvel.

“Trabalho com a polícia ou com o PCC”
Um dos processos mais polêmicos de Viviane diz respeito a ameaças. No documento, ela acusa uma pessoa de ter causado prejuízos a ela por ter indicado um funcionário que aplicou golpes na loja dela. A vendedora alega que os dois são cúmplices.

Para tentar reaver os danos financeiros, Viviane envia mensagem fazendo referência à maior organização criminosa do país: o Primeiro Comando da Capital. “Trabalho com a polícia ou com o PCC”, é o trecho de uma das mensagens que Viviane enviou à vítima e foi anexado ao processo de ameaça e crimes pela internet ao qual responde.

“Irei aí novamente com três colegas e só saio com os telefones. Você vai pagar carro por carro, e não vou na mesma educação, não”, inicia uma das conversas. A vítima se defende dizendo que não fez nada. “Você não quer tirar minha paz”.

“Venha aqui, já que é homem, porque se eu for aí vai ser pior”, continua as ameaças. Em outro momento, a dona da loja informa que vai usar mais os 525 mil seguidores para denunciar a conta do homem.

O Metrópoles localizou o perfil de Viviane, que é verificado em uma rede social, mas está privado atualmente. Até a última atualização desta reportagem, ao menos 488 mil pessoas seguiam ela na plataforma.

Golpe pela OLX
Em uma das 35 denúncias a que responde, Viviane teria usado o site de vendas OLX para procurar pessoas que anunciaram venda de carros.

“Ela dizia que estava com uma venda certa. A loja parecia séria, fez contrato e tudo, e eu estava com pressa para vender”, informou a vítima, que é um advogado. Quando assinaram o contrato, o nome da loja era Gasoline (mesma nomenclatura da operação deflagrada pela 8ª Delegacia de Polícia contra a concessionária Fort Veiculo – nome atual da empresa).

Segundo o boletim e o relato da vítima, Viviane teria cobrado ainda R$ 1,7 mil para fazer o polimento e teria dito que o negócio estava fechado, e o veículo seria vendido por R$ 59 mil.

Depois de deixar o carro sob cuidados de Viviane, passaram-se ainda 29 dias e o automóvel seguia na concessionária. Depois de um mês, o advogado foi retirar o veículo e percebeu que nem o polimento havia sido feito, e o carro registrava mais 1.315 km rodados – quilometragem superior à distância entre Brasília e Rio de Janeiro, que é de cerca de 1,2 mil km.

Questionada, Viviane disse que seria impossível essa quilometragem, que o test drive é de apenas 200 metros, e que jamais tocou em carro de cliente “Só pode ser um perturbado para aumentar uma quilometragem dessas”, afirmou.

Raiva e gasolina
Em janeiro deste ano, um homem tentou reaver um Hyundai Creta que pertencia ao sogro. O veículo foi vendido, mas ele não teria recebido o valor referente ao automóvel. O cliente disse que levaria o carro de Viviane no lugar. Ela teria “partido para cima” dele, ferindo o pescoço do homem com as unhas. Segundo boletim de ocorrência, ficou uma lesão aparente.

Com raiva, o homem então saiu da loja e jogou gasolina no chão da concessionária.

Endemoniada, analfabeta, pobre e louca”
Uma cabeleireira também entrou na Justiça contra Viviane. Ela teria feito sete procedimentos capilares com a dona da loja. Para pagar, deu um cheque de terceiro no valor de R$ 2,9 mil. Quando a vítima depositou, o cheque voltou.

A profissional, então, ligou para Viviane cobrando o valor, e teria sido xingada de “endemoniada, analfabeta, pobre e louca”‘. Em sua defesa, Viviane disse que a cabeleireira a teria chamado de “golpista”. Neste processo, ela respondeu por injúria.

Entenda
Na sexta-feira (30/6), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 8ª DP, deflagrou a operação Gasoline contra a loja de carros Fort Veículo, na Cidade do Automóvel, suspeita de praticar crimes de estelionato. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas, expedidos pela 8ª Vara Criminal de Brasília.

Das 35 ocorrências registradas contra a loja e a autora, em somente seis das denúncias que compõem o inquérito o lucro ilícito seria de, no mínimo, R$ 237 mil. A mulher já possui passagens por outros crimes de estelionato, apropriação indébita, vias de fato, injúria, lesão corporal e ameaça.

Questionada sobre a operação de sexta-feira, Viviane pediu para que procurasse os advogados dela. A defesa de Viviane alegou que ainda não teve acesso ao processo para se pronunciar e que este segue em segredo de Justiça