Seja bem-vindo. 29 de fevereiro de 2024 18:30
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Empresário usou filho de 3 anos como laranja e movimentou R$ 1,5 mi

Montante milionário creditado em nome do caçula do empresário Ronaldo de Oliveira ocorreu por meio de 20 transferências eletrônicas

A engenharia criminosa integrada por laranjas, empresas de fachada e uma intensa lavagem de dinheiro, sempre liderada pelo empresário Ronaldo de Oliveira, incluiu até o filho dele, de apenas 3 anos à época dos crimes. A informação consta na investigação no âmbito da Operação Old West, deflagrada pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) na manhã desta quarta-feira (20/12).

Levantamentos feitos pela investigação mostraram que a criança tinha uma conta-corrente em nome dela e supostamente movimentou, entre agosto e outubro de 2019, pouco mais de R$ 1,5 milhão.

As operações na conta em nome do menino incluíam recebimentos e envios de valores, em rápido trânsito, por meio de depósitos em dinheiro, transferências eletrônicas e pagamentos. Por se tratar de pessoa com menos de 18 anos, o nome da criança não será divulgado.

O montante milionário creditado em nome do caçula do empresário ocorreu por meio de 20 transferências eletrônicas da conta da empresa Oliveira Transporte e Turismo. Outra parte do dinheiro teve como origem depósitos feitos por Paulo Victor Viegas de Oliveira, também filho de Ronaldo.

Saques

A polícia também identificou sete saques em espécie feitos por Soraya Gomes da Cunha, companheira de Ronaldo, que somaram R$ 739 mil. O filho dele, atualmente com 8 anos, nasceu em 30 de junho de 2015, e a conta dele foi aberta em 26 de junho de 2018 — logo após a deflagração da Operação Trickster.

As apurações revelaram que, após ser investigado e preso no âmbito da Operação Trickster — que identificou um esquema criminoso no qual R$ 1 bilhão em dinheiro público teriam sido desviados por meio de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica do extinto Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) —, o empresário desenvolveu um sistema sofisticado para lavar mais de R$ 31 milhões.

Para isso, o empresário apontado como “dono de Brazlândia” usou um supermercado que funcionava sob diferentes CNPJs e contas-poupança em nome de testas de ferro para lavar centenas de milhares de reais. O estabelecimento era de fachada, segundo a polícia, e tinha um dos filhos de Ronaldo de Oliveira como suposto proprietário.

O empresário teria usado o empreendimento para ocultar a propriedade e dissimular valores faturados por meio do estelionato contra a administração pública e da corrupção de agentes públicos. Além de Ronaldo de Oliveira, a organização criminosa é integrada pela companheira, pelos filhos, por uma nora e uma cunhada dele, segundo as investigações da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia).

 

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