Valparaíso tem o primeiro caso confirmado de Varíola dos Macacos, no estado de Goiás se confirma total de 60 casos   

Valparaíso tem o primeiro caso confirmado de Varíola dos Macacos, já  Goiás confirma total de 60 casos

A SES-GO, divulgou nessa nesta sexta-feira (12), um boletim que mostra que Goiás chegou a 60 casos confirmados de varíola dos macacos, todos são homens

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), divulgou nessa nesta sexta-feira (12), um boletim que mostra que Goiás chegou a 60 casos confirmados de varíola dos macacos. Destes, 46 são em moradores Goiânia. Há, ainda, sete casos em Aparecida de Goiânia, e municípios com um caso cada: Águas Lindas de Goiás, Inhumas, Itaberaí e Luziânia e Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental.

Segundo a pasta, há, ainda, outros 252 casos suspeitos no estado. De acordo com a SES, todos os casos confirmados referem-se a pacientes do sexo masculino, com idades entre 23 e 43 anos.

Sintomas
Segundo a SES-GO os principais sintomas da doença são: febre, ínguas na região do pescoço, axila e virilha, dor de cabeça e a presença de lesões pelo corpo, o que mais caracteriza a doença. As lesões podem ser únicas ou múltiplas parecida em muitos casos com uma espinha, uma bolha de catapora ou herpes.

Luziânia é primeira cidade do Entorno confinado o primeiro caso de varíola do macaco, já Valparaiso com dois casos suspeitos 

Luziânia é primeira cidade do Entorno confinado o primeiro caso de varíola do macaco, já Valparaiso com dois casos suspeitos

Casos de varíola dos macacos em Goiás passam de 18 para 32 em 72 horas
Somente na capital, segundo a pasta, já são 26 casos da doença

Em 72 horas os números confirmados de varíola dos macacos (Monkeypox) quase que dobraram, em Goiás. Até a última sexta-feira (14) haviam 14 registros da doença, já nesta segunda-feira (1º), os casos subiram para 32 em todo Estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

Somente na capital, segundo a pasta, já são 26 casos da doença. Logo Aparecida de Goiânia com dois casos, Inhumas com um caso, Itaberaí, um caso. As cidades de Goiás e Luziânia contabilizaram seus primeiros casos cada uma.

Ainda de acordo com a SES-GO, em todo estado há 54 casos suspeitos. Sendo 41 em Goiânia, 5 em Aparecida, 2 em Valparaíso de Goiás. As cidades de Abadia de Goiás, Chapadão do Céu, Itauçu e Faina apresenta um caso suspeita cada uma. Conforme a pasta, outros 17 casos os quais os exames já ficaram prontos, foram descartados.

Covid-19: saiba onde realizar o exame no DFAmpla testagem é realizada na UBS 1 da 612 Sul e na Rodoviária do Plano Piloto

Covid-19: saiba onde realizar o exame no DFAmpla testagem é realizada na UBS 1 da 612 Sul e na Rodoviária do Plano Piloto

 

Mais de 399,5 mil testes estão disponíveis

A população do Distrito Federal conta com dois pontos de ampla testagem para o teste de covid-19. Os locais são a Unidade Básica de Saúde 1 da Asa Sul (612 Sul) e a Rodoviária do Plano Piloto. Esses espaços atendem a qualquer pessoa que deseja fazer o exame RT-PCR na rede pública. No momento, a Secretaria de Saúde tem em estoque 399.582 testes rápidos para detecção de antígeno da doença.

Cerca de 200 pessoas passam diariamente pela UBS 1 da Asa Sul. A gerente da unidade, Ana Tereza Bezerra, ressalta que os exames são realizados apenas em pessoas com sintomas ou que tiveram contato com alguém com covid-19. “É recomendado que o teste seja feito entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas”, destaca.

Na unidade da 612 Sul, o atendimento para testagem é das 8h às 17h e das 18h às 22h. Na Rodoviária do Plano Piloto, os exames estão disponíveis das 8h às 17h e, em média, 240 pessoas são testadas diariamente.

A orientação da Secretaria de Saúde é que todas as 175 UBSs façam a testagem. Nessas unidades, o exame é direcionado à população que mora na área de abrangência do local.

Vacinação

A pessoa que testar positivo, mesmo estando assintomática, precisa esperar 30 dias a partir do resultado para tomar a vacina. Quem teve sintomas precisa contar 30 dias a partir do primeiro deles, antes de se imunizar.

Infectologista do Centro de Doenças Infecciosas do DF (Cedin), Joana D’Arc Silva reforça que a redução de hospitalização e mortalidade só foi possível após a intensificação da vacina.

Segundo a especialista, a vacina é a responsável por quebrar a cadeia de transmissão da doença. “Por meio das vacinas, conseguimos controlar, eliminar e erradicar doenças infecciosas que assolaram a humanidade. Não corra o risco de adoecer. Essa decisão está em suas mãos”, ressalta.

Gasto com saúde tem que aumentar para 4,7% do PIB para bancar SUS  

Gasto com saúde tem que aumentar para 4,7% do PIB para bancar SUS

O porcentual de gastos do governo brasileiro com a saúde da população é um dos mais baixos do mundo, segundo os analistas

Para cobrir as necessidades totais de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o gasto público em saúde deve alcançar valores equivalentes a pelo menos 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. A análise é do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), no documento Agenda Mais SUS, divulgado nesta segunda-feira, 4, com o objetivo de fornecer subsídios para as políticas de candidatos à Presidência da República.

Nos últimos dez anos, o gasto total com saúde no Brasil vem aumentando, alcançando 9,51% do PIB em 2018. Entretanto, somente 3,96% deste total foram gastos do governo – e ele vem se mantendo estável ao longo dos anos. O restante equivale a gastos privados das famílias brasileiras. Isso significa dizer, segundo a análise do IEPS, que o SUS ficará subfinanciado se os gastos públicos em saúde não aumentarem expressivamente nos próximos anos, com uma inevitável “deterioração dos resultados em saúde e aumento das desigualdades no País”.

Atualmente, o porcentual de gastos do governo brasileiro com a saúde da população é um dos mais baixos do mundo, segundo os analistas. De acordo com os números da última pesquisa Conta-Satélite de Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em abril deste ano, esse porcentual só é maior que o do México, cuja administração investe apenas 2,7% de seu PIB em saúde. Isso denota um sistema de saúde “cronicamente subfinanciado”.

“É preciso gastar mais e melhor em saúde pública, tanto pela natureza progressiva e pelo alto retorno social que decorre de políticas como a Estratégia de Saúde da Família, como pelo crescimento de demandas associadas ao envelhecimento populacional e às variações nos custos médico-hospitalares”, sustenta a análise do IEPS, ONG formada por nomes como Paulo Hartung, Armínio Fraga e Márcia Castro.

O Brasil é signatário de um pacto firmado junto à Organização Panamericana de Saúde (OPAS), segundo o qual todos os países da região devem alcançar um investimento público em saúde equivalente a 6% do PIB até 2027. Segundo o acordo, o aumento deve ser de aproximadamente 1% a cada quatro anos – o ciclo eleitoral. O próximo governo, portanto, deve elevar o gasto público em saúde dos atuais 3,96% para praticamente 5% até 2026.

De acordo com a Agenda Mais SUS, o aumento do gasto público em saúde pode ser realizado por meio de quatro estratégias: “eliminação ou redução expressiva da renúncia fiscal em saúde, realocação de recursos que estão em outras áreas, fomento ao aumento de gastos em saúde por outras entidades do pacto federativo e de outros setores e ampliar a tributação de setores econômicos que inflijam um importante custo sobre a saúde da população, como as bebidas açucaradas, os alimentos ultraprocessados, o álcool e o tabaco”.

Covid-19: Ibaneis anuncia 4ª dose para maiores de 35 anos

Covid-19: Ibaneis anuncia 4ª dose para maiores de 35 anos
Anúncio da 4ª dose para maiores de 35 vem após aumento de casos. Taxa de transmissão continua regredindo pelo 17º dia consecutivo

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) anunciou, na noite desta quinta-feira (30/6), que iniciará, a partir da próxima sexta-feira (1º/7), a aplicação da 4ª dose do imunizante contra covid-19 para maiores de 35 anos. Os locais de vacinação serão divulgados no site da Secretaria de Saúde. “Não deixem de atualizar o ciclo vacinal. Se cuidem, vamos juntos!”, completou o chefe do Executivo local.

A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 3.112 novos casos de covid-19 nesta quinta (30/6). O número representa 577 infectados a mais do que os divulgados pela pasta na quarta-feira, onde 2.535 pessoas foram confirmadas com o vírus. Desta forma, o total de infectados na capital federal chegou a 805.736 infectados. As informações foram divulgadas ontem, após atualização do Boletim Epidemiológico.

Além disso, a SES-DF notificou mais cinco mortes por covid-19, sendo uma nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, 11.759 pessoas perderam a vida para o vírus.

A taxa de transmissão continua caindo desde 13 de junho, chegando a 1,07. O número demonstra que um grupo de 100 pessoas podem infectar outras 107. Quando o índice está acima de 1, isso demonstra que a pandemia está fora de controle.

Média Móvel
A média móvel de infecções está em 3.617,20, o que representa uma diminuição de 35,43% em relação a 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos aumentou e está em 4,00 — isso representa um aumento de 128,57% na comparação com o cálculo de 14 dias atrás.

Ibaneis destaca que vacinação é o caminho para liberdade da pandemia

Ibaneis destaca que vacinação é o caminho para liberdade da pandemia

Em visita à Feira dos Goianos, o governador destacou o alto índice de casos, mas avaliou que, com a vacinação, o número de internações e de mortes está estável

Questionado sobre a situação da covid-19 no Distrito Federal e sobre o avanço da vacina com a quarta dose, o governador Ibaneis Rocha (MDB) avaliou que a liberdade da pandemia só vai ocorrer com a vacinação. “Nós precisamos continuar nessa campanha chamando as pessoas”, destacou.

Durante visita à Feira dos Goianos, em Taguatinga, na manhã desta terça-feira (21/6), Ibaneis comentou sobre a ampliação da segunda dose de reforço para pessoas acima de 40 anos. “A gente espera que as pessoas procurem os postos de saúde para se vacinar e a gente sabe que essa é a única saída que existe”, ressaltou o governador.

Quem for ao posto de saúde poderá escolher qual imunizante tomar. O DF tem estoque de todos fabricantes, segundo Ibaneis.

O governador destacou também que a Secretaria de Saúde está empreendendo um grande trabalho conjunto para que toda a população do DF esteja vacinada no menor tempo possível.

Ibaneis pontuou que a população está contente com o retorno das atividades da cidade após um longo período de pandemia, mas ressaltou a necessidade de cuidados. “Todos estão gostando agora desse retorno, tem que lembrar que esse retorno tem que ser seguro e ele só é seguro com a vacinação”, disse.

O governador destacou também que a Secretaria de Saúde está empreendendo um grande trabalho conjunto para que toda a população do DF esteja vacinada no menor tempo possível.

Aumento de casos
Segundo o governador, o índice de transmissão e casos de covid-19 ainda está alto, mas o número de internações e o número de mortes tem se mantido estável. “A gente tem expectativa e tem a certeza agora que a vacinação é o caminho correto”, concluiu.

Foi iniciado o Mutirão do Programa de Cirurgia de Catarata e Pterígio em Novo Gama

(10/06) foi iniciado o Mutirão do Programa de Cirurgia de Catarata e Pterígio em Novo Gama.
Mais de 700 pessoas são esperadas nessa sexta-feira no Ginásio da Bíblia para as avaliações e em até 30 dias as cirurgias serão realizadas, o nosso objetivo é zerar a fila de espera para cirurgias de catarata e pterígio em nosso município.  Mangão  agradece” queremos  agradecer ao Deputado Federal Júlio César pela emenda para esse evento tão importante e ao médico oftalmologista Paulo César. Reforçamos nosso compromisso com a população em trabalhar em prol de melhorias, principalmente na área da saúde” .

Em seguida, o prefeito foi até a Primeira Ação Comunitária do Programa Criança Feliz. Onde foi abordado o tema: Uso de tecnologias por bebês e crianças pequenas.

Covid: por que algumas vacinas protegem por mais tempo do que outras

Covid: por que algumas vacinas protegem por mais tempo do que outras

No Brasil, o Ministério da Saúde já preconiza três doses para toda a população de 12 a 49 anos

Muitos países estão avaliando se devem oferecer mais doses de reforço da vacina que protege contra a covid-19 para se anteciparem ao risco de novas ondas de infecções.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que, no momento, as doses sejam priorizadas para as pessoas mais vulneráveis.

No Brasil, o Ministério da Saúde já preconiza três doses para toda a população de 12 a 49 anos. Para aqueles com mais de 50 anos ou que apresentam algum problema de imunidade, uma quarta dose é indicada.
Mas por que esse imunizante parece precisar de doses repetidas, quando a proteção de outras vacinas chega a durar a vida toda?

Velocidades distintas

A frequência com que você deve ser vacinado depende em parte da rapidez com que o vírus ou a bactéria que está sendo combatido se modifica e sofre mutações.
Por exemplo: todos nós precisamos tomar as doses da vacina contra o sarampo na infância, o que deve nos proteger contra esse patógeno pela vida toda.
O vírus do sarampo não muda muito. Assim, uma vez que o corpo tenha visto como ele é, pode continuar a reconhecê-lo por décadas. Afinal, ele continuará a ser mais ou menos o mesmo.
Os vírus da gripe, por outro lado, evoluem com muita rapidez.
Uma vacina aplicada neste ano treinará seu sistema imunológico para reconhecer três ou quatro cepas que estão em circulação no momento.
Porém, no próximo inverno, o agente infeccioso sofrerá tantas mutações e se tornará tão diferente que seu corpo não consegue mais reconhecê-lo bem.
Por isso, a vacina contra a gripe é oferecida todos os anos a quem mais precisa, como idosos, crianças e gestantes.

Tanto os estudos laboratoriais quanto as taxas de infecção sugerem que o vírus que causa a covid-19 sofreu mutações suficientes para escapar de parte da proteção fornecida pela primeira rodada de vacinas, que começaram a ser aplicadas a partir de 2021.
No entanto, os imunizantes disponíveis permanecem cerca de 90% efetivos contra a hospitalização após a aplicação de uma terceira dose. Essa taxa cai para cerca de 75% após três meses, segundo a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.
Já o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul diz que “a vacinação de reforço aumenta os níveis de anticorpos”.

A capacidade de ‘lembrar’ das ameaças

Há evidências de que a capacidade do nosso corpo de bloquear o coronavírus diminui relativamente rápido após a vacinação ou a infecção.
Mas a capacidade de evitar doenças mais graves dura mais. O problema é determinar exatamente quanto tempo essa proteção seguirá válida, tema que ainda está sendo estudado pelos especialistas.
Mesmo que um patógeno não tenha mudado muito, a memória do sistema imune pode desaparecer à medida que os anticorpos e outras formas de proteção começam a se desgastar.
E as células de defesa parecem se lembrar de algumas infecções melhor do que outras, por razões ainda não totalmente compreendidas.
Parte disso provavelmente tem a ver com os diferentes tipos de imunidade que a gente desenvolve, segundo o microbiologista Simon Clarke, da Universidade de Reading, no Reino Unido.
Os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico para alguns vírus após uma infecção ou vacinação desaparecem de forma relativamente rápida. Mas esse processo geralmente deixa para trás as células T, que oferecem uma proteção mais lenta e duradoura. Essas unidades de defesa não impedirão que você pegue a infecção, mas podem evitar que você fique muito doente e precise ser internado ou corra risco de morte.
O lugar do corpo onde ocorrem essas respostas imunes também desempenha um papel revelante, diz Clarke.
O vírus que causam a covid-19 afetam o nariz e o trato respiratório. Embora existam respostas imunes que ocorrem nessa parte do organismo, a maioria dos anticorpos produzidos após a vacinação são encontrados no sangue.
Portanto, você ainda pode contrair a infecção, mas os anticorpos e outras estratégias imunes vão impedir que ela ‘se aprofunde’ em seu corpo, protegendo justamente contra as complicações mais graves da doença.

O vírus é novo

Outra coisa a ter em mente é a frequência com que você está exposto a uma infecção.
Você pode nunca ter contato com o tétano, o que significa que a vacina é a única chance que seu corpo tem de aprender como é a bactéria causadora da enfermidade e a melhor maneira de combatê-la.
Depois de alguns anos, essa memória imune tende a desaparecer.
Por outro lado, um patógeno respiratório comum chamado vírus sincicial respiratório (VSR), que pode deixar as crianças muito doentes, geralmente é extremamente leve ou assintomático em adultos.
Você provavelmente já foi exposto a ele tantas vezes que seu sistema imunológico se torna muito eficiente em combatê-lo.
Antes do final de 2019, ninguém havia tido contato com o coronavírus causador da covid e, portanto, não havia imunidade contra ele.
Passados mais de dois anos do surgimento desse agente infeccioso, os dados mostram que as pessoas tiveram muito contato ele. De acordo com pesquisas feitas no Brasil, na Suécia e na Reino Unido, a combinação de vacinas e da infecção fornece uma proteção forte.
No entanto, alguns cientistas levantaram preocupações de que isso levará mais pessoas a desenvolver a chamada covid longa, com sintomas que se prolongam por meses (ou até anos).

Ainda precisaremos de reforços?

Representantes da OMS disseram em janeiro que “é improvável que doses repetidas de reforço da composição original da vacina sejam apropriadas ou sustentáveis”.
Muitos países de renda mais alta ofereceram uma terceira dose da vacina a todos.
Porém, quando se trata de uma quarta dose, a maioria das estratégias de reforço foi direcionada até o momento a grupos mais vulneráveis às complicações da covid.

Com presidência tucana, oposição instaura CPI da Saúde na Alego

Com presidência tucana, oposição instaura CPI da Saúde na Alego

Relator apresentou requerimentos a seis unidades de saúde estaduais para apresentação de relatórios sobre os atendimentos

Os deputados estaduais instauraram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa de Goiás, na quarta-feira (8), com 14 assinaturas favoráveis. A Comissão será presidida pelo deputado Hélio de Sousa (PSDB), com Paulo Trabalho (PL) como vice-presidente e Humberto Teófilo (Patriota) na relatoria. A intenção dos deputados, todos de oposição, é apurar possíveis problemas em atendimentos em unidades de saúde de Goiás.
Durante em encontro realizado na sala de comissões da Assembleia Legislativa na quarta, Teófilo, que é autor do requerimento da CPI, apresentou solicitações de relatórios sobre atendimentos a seis unidades de saúde estaduais. O intuito é conferir o serviço realizado nos últimos seis meses.
Os requerimentos solicitam quantidade de mortes ocorridas nas unidades, especificando a quantidade de pacientes que faleceram esperando atendimento ou transferência; quantidade de profissionais e suas funções e escala de trabalho. O prazo para apresentação dos documentos é de 10 dias.

Além disso, convocou gestores da Saúde estadual para prestar esclarecimentos sobre as possíveis falhas em atendimentos. As primeiras convocações estão previstas para a próxima terça-feira (14).

Questionamento

O líder do governo na casa, Bruno Peixoto (União Brasil), chegou a contestar a formação da CPI da Saúde e requisitou a demonstração de assinaturas necessárias para a abertura da Comissão. O parlamentar ainda questionou o processo de indicação de nomes para a CPI e disse que os líderes de bancada não haviam sido consultados.
Humberto Teófilo, no entanto, apontou que houve a colheita das 14 assinaturas necessárias, conforme manda o Regimento Interno da Assembleia, além de ter cumprido requisitos regimentais e legais, que dispensam necessidade de aprovação do plenário.

“A CPI é legal. Eu solicito que todos os atos sejam mantidos e convalidados. A investigação visa apurar denúncias de favorecimento, má gestão, omissão de socorro, desobediência e atos de improbidade administrativa”, justificou o relator.

Assinaturas

Assinaram favoráveis à abertura da CPI da Saúde os deputados Humberto Teófilo (Patriota), Helio de Sousa (PSDB), Cláudio Meirelles (PL), Antônio Gomide (PT), Lêda Borges (PSDB), Major Araújo (PL), Alysson Lima (PSB), Delegada Adriana Accorsi (PT), Gustavo Sebba (PSDB), Delegado Eduardo Prado (PL), Zé Carapô (Pros), Paulo Cezar Martins (PL), Sérgio Bravo (PSB) e Paulo Trabalho (PL).

Falsas teorias sobre a varíola dos macacos circulam na internet

Falsas teorias sobre a varíola dos macacos circulam na internet

Publicações sugerem que a varíola do macaco estaria relacionada à vacina anticovid produzida pela Oxford/AstraZeneca. A afirmação é uma falácia, segundo especialistas.

Paris, França – A varíola do macaco seria uma doença “causada por vacinas” e as autoridades espanholas estariam cientes do problema antes que ela surgisse: rumores rondam a internet, como na pandemia de covid-19.

A varíola do macaco e a vacina AstraZeneca –

Publicações compartilhadas nas redes sociais desde maio sugerem que a varíola do macaco estaria relacionada à vacina anticovid produzida pela Oxford/AstraZeneca, já que entre seus componentes há um adenovírus de chimpanzé. A afirmação é uma falácia, segundo especialistas.
Esse adenovírus foi modificado geneticamente para que não possa se reproduzir no corpo humano e, além disso, pertence a uma família diferente da do vírus causador da varíola dos macacos.

Especialistas entrevistados pela AFP insistem que não há relação entre os dois patógenos.
A doença recebeu este nome (“monkeypox”) porque foi detectada pela primeira vez em macacos, em 1958.

“No entanto, os macacos não são os hospedeiros. O mais provável é que na África, continente de origem do vírus, suas fontes sejam os roedores”, disse à AFP o professor Flávio Guimarães Da Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.
O adenovírus é utilizado na vacina como vetor para transportar instruções genéticas até as células do vacinado, que passa a produzir sua própria resposta imunitária contra a covid.
Como as demais vacinas de “vetor viral”, o adenovírus é incapaz de contaminar o organismo do vacinado.

– A varíola na Espanha –

Um mensagem no Telegram questionava por que o governo espanhol “comprou” dois milhões de doses da vacina contra a varíola em 2019. Segundo a publicação, essas vacinas comprovam que as autoridades sabiam que os casos viriam a aparecer.

Os especialistas explicam que a doença foi erradicada mas seu vírus não e que é normal que um país como a Espanha tenha reservas estratégicas do imunizante.
O médico Jaime Jesús Pérez, porta-voz da Associação Espanhola de Vacinologia (AEV), afirmou à AFP: “A varíola é uma doença erradicada, mas seu vírus ainda existe, tanto nos Estados Unidos como na Rússia, em laboratórios de segurança máxima”.
A doença é considerada erradicada desde 1979 graças à vacinação. Desde 1984 não se imuniza a população geral.

– O diagnóstico –

Outras publicações em redes sociais ironizaram o supostamente “rápido” desenvolvimento de testes PCR para detectar o vírus da varíola do macaco e advertiram para resultados “falsos positivos, como ocorreu com a covid”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que a forma mais adequada para diagnosticar a doença, além da clínica, é um teste PCR. Este é o protocolo há anos, muito antes da pandemia de covid-19.
O teste PCR “é baseado no desenvolvimento de moléculas que apenas reconhecem o sequenciamento genético desse micro-organismo”, disse à AFP Factual Álvaro Fajardo, doutor em Ciências Biológicas e pesquisador do Laboratório de Virologia Molecular (LVM) do centro de pesquisas nucleares do Uruguai.