Pacientes com Covid-19 são atendidos junto com pacientes não contaminados em Valparaíso

Não bastassem as preocupações da população com os problemas vindos com a pandemia, em Valparaíso de Goiás os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda são obrigados a enfrentar longas filas de atendimento, falta de médicos e pacientes contaminados sem o devido isolamento.
As denúncias foram feitas por moradores através das redes sociais hoje, dia 27. De acordo com as pessoas que estiveram no Hospital do bairro Céu Azul, houve várias pessoas já contaminadas com covid-19 atendidas juntamente com pacientes não contaminados, o que aumenta em muito o risco de proliferação do vírus.

 

Encorajadas pelas primeiras denúncias, outras pessoas reclamaram ainda sobre a falta de testes para verificar a presença do Novo Coronavírus. Além disso, usuários também falaram sobre demora no atendimento e falta de médicos.

“Ontem cheguei no Cais passando mal as 15:30, saí de lá as 20:00 horas e não fui atendida. Fui no postinho da 11 do Valparaiso 2 e não tem médico. Um verdadeiro descaso com a população daqui”, desabafou a moradora Alessandra Lucy Araújo. “Valparaíso está abandonado infelizmente estamos jogados as traças”, complementou outra moradora, Ivanilde Aguiar.

 

Matéria: Destaque Entorno

Polícia tenta identificar vítimas de esquema que vendia cirurgias no Hran

Polícia tenta identificar vítimas de esquema que vendia cirurgias no Hran

Duas mulheres foram presas por suspeita de cobrar propina para conseguir operações no hospital da Asa Norte. Técnica de enfermagem teria pedido R$ 1,5 mil a paciente que aguardava por procedimento havia cinco anos. Caso está na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires)

 

Polícia Civil apura se há mais pessoas por trás de um suposto esquema de venda de vagas para cirurgias na rede pública de saúde do Distrito Federal. Os investigadores abriram inquérito após receberem denúncia contra Marlenita do Nascimento, 56 anos, técnica de enfermagem do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A servidora pública teria cobrado dinheiro para acelerar o procedimento cirúrgico de um paciente na unidade de saúde. Na quarta-feira (22/9), ela e uma conhecida, identificada como Sônia Lopes de Sousa, 44, foram presas. No dia seguinte, porém, a Justiça liberou a dupla após audiência de custódia.

 

ação que resultou na prisão em flagrante das duas mulheres partiu da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). A suspeita é de prática de corrupção passiva. As autoridades tiveram conhecimento do caso depois de a irmã de um homem que precisava de cirurgia no Hran denunciar a servidora pública. O delegado-chefe da unidade policial, João de Ataliba Neto, afirma que o paciente aguardava por uma operação de hérnia havia cinco anos. Amiga da vítima, Sônia disse que conhecia alguém que poderia ajudá-lo a conseguir uma vaga mais rapidamente.

Ela teria intermediado as conversas com a conhecida e informado que a técnica de enfermagem pediria uma “taxa” pelo serviço. “A vítima e a irmã deram seguimento às negociações, com esperança de que a servidora não cobraria nada no fim. Porém, quando Marlenita entrou em contato e disse que havia conseguido uma vaga, mas queria receber R$ 1,5 mil em troca antes de marcar, a irmã do paciente nos procurou”, detalhou João de Ataliba.

 

Após a denúncia, a polícia esteve na casa de Sônia e efetuou a prisão. Extraoficialmente, a suspeita colaborou com as investigações, confirmou o nome da técnica de enfermagem e mostrou as conversas do celular com Marlenita e com a irmã da vítima. A servidora pública foi presa e, em depoimento, as duas mulheres permaneceram em silêncio.

A liberdade concedida pela Justiça prevê condições: a dupla não pode deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias, a não ser que tenham autorização judicial; não deve mudar de endereço nem manter contato entre si. Além disso, Sônia Lopes não tem autorização para voltar ao Hran.

denúncia chegou à polícia na quarta (22/9). Até esta quinta-feira (23/9), os prints das conversas eram os elementos que a Polícia Civil dispunha sobre o caso. Os agentes descobriram que Marlenita atua no Hran há três anos e que é concursada da Secretaria de Saúde (SES-DF) desde 1995. No entanto, ainda não sabem se Sônia recebia parte dos pagamentos nem quantas pessoas teriam comprado vagas. O delegado João de Ataliba pede que eventuais vítimas da dupla procurem a 38ª DP. “(Isso) vai nos ajudar nas investigações e a ter conhecimento da dimensão do caso”, ressaltou.

Sônia confessou à polícia que pagou R$ 1,2 mil para conseguir uma cirurgia para a filha com ajuda da técnica de enfermagem, em fevereiro de 2020. Os investigadores confirmaram que a menina foi atendida após o pagamento e desconfiam que haja mais pessoas por trás do esquema, pois Marlenita não teria poder para manejar vagas sozinha. Agora, eles analisam as provas obtidas e tentarão obter novas, para elaborar o inquérito. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que acompanhará o andamento das apurações e, após a conclusão, a Promotoria de Justiça responsável poderá apresentar denúncia contra as suspeitas.

A Secretaria de Saúde comunicou, por meio de nota, que a direção do Hran desconhece a venda de vagas para realização de cirurgias no hospital e que repudia “qualquer ato ilícito praticado por parte dos servidores”. A pasta também ressaltou que os serviços prestados na rede pública são totalmente gratuitos: “Qualquer cobrança é irregular e deve ser denunciada”.

 

Paralelamente aos protocolos da Polícia Civil, foi instaurado procedimento investigativo na controladoria da pasta. “Apuradas as responsabilidades e com a confirmação da prática ilegal, a servidora sofrerá as sanções administrativas previstas em lei, que incluem a demissão”, diz o texto.

A SES-DF não respondeu se, em liberdade, Marlenita poderá voltar a trabalhar no Hran. Procurada pela reportagem, a defesa da técnica de enfermagem informou que não vai se manifestar sobre o caso, por enquanto. Já Reginaldo Melo, advogado de Sônia, respondeu que “os fatos imputados a ela não são verdadeiros” e que “ela vai provar isso no decorrer do processo”.

Inquérito no HRT

Em maio de 2019, a Secretaria de Saúde instaurou um inquérito administrativo para investigar um esquema de venda de vagas para cirurgias no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O alvo foi Ruby Lopes, supervisora da emergência do local à época. Ela prometia a pacientes que conseguiria garantir os procedimentos operatórios por um preço abaixo do cobrado na rede particular e, em troca, pedia o pagamento de taxas. Após o caso, ela foi exonerada do cargo.

Hospital Regional do Gama na mira

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que a Secretaria de Saúde apresente explicações sobre a situação do Hospital Regional do Gama (HRG). A Corte apurou que a unidade de atendimento estaria em condição “precária e com sobrecarga de trabalho para os profissionais de saúde”. O TCDF deu 10 dias para a pasta se manifestar a respeito da situação.

 

Variante Delta já causa 95% dos casos de covid-19 em São Paulo

 

Segundo estudo feito pela USP, a grande maioria dos casos de covid-19 na cidade de São Paulo é causada pela variante Delta

A maioria dos casos de covid-19 na cidade de São Paulo é causada pela variante Delta do novo coronavírus. Segundo estudo feito pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto Adolfo Lutz, 95,2% dos registros da doença na capital foram causados pela variante Delta e 4,06% pela variante Gama.

análise foi feita a partir do sequenciamento do vírus em novos casos, durante a última semana, quando foram detectados 573 infectados com a variante delta. Desde julho, quando a variante começou a circular na cidade, foram identificados 2.494 casos.
De acordo com a prefeitura de São Paulo, apesar da presença da variante Delta, o número de novos casos não tem apresentado crescimento significativo. A testagem de casos de covid-19 vem sendo feita nas unidades básicas de saúde, de pessoas que tiveram contato com infectados.

 

Também estão em funcionamento barreiras sanitárias no Aeroporto de Congonhas e nos terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara para identificar possíveis passageiros contaminados. Até o momento, 545 mil pessoas foram abordadas, com o registro 203 passageiros com sintomas respiratórios.
Já foram aplicadas 16, 9 mil doses de vacinas contra o coronavírus na cidade, o que garantiu imunização completa (com duas doses ou dose única) para 71,4% da população com mais de 18 anos.

Campanha promove exames de mamografia gratuitos na Rodoviária

 

Mulheres em situação de vulnerabilidade social, com idade a partir de 40, poderão fazer exames de detecção do câncer de mama entre 21 e 25/9

Para marcar o início da segunda fase da campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos, promovida pela Pfizer, mulheres em situação de vulnerabilidade social com essa idade poderão fazer exames gratuitos de detecção do câncer de mama entre 21 e 25 de setembro, em Brasília. Os exames serão realizados na carreta da campanha “Mulheres Amigas”, estacionada na Rodoviária do Plano Piloto, das 8h às 18h.

A ação ocorre em parceria com a ONG Américas Amigas e para participar é necessário fazer um cadastro prévio no site da instituição: www.americasamigas.org.br/mulheres-amigas-2021. A carreta ficará estacionada na plataforma F do setor Leste, térreo da rodoviária. Depois de Brasília, seguirá para a cidade de São Paulo e a região metropolitana da capital.

 

A campanha Mamografia no SUS a partir dos 40 anos pede apoio ao projeto de decreto legislativo nº 679/2019, que assegura o direito à realização da mamografia preventiva para as mulheres a partir dos 40 anos e está em tramitação na Câmara dos Deputados. Com base na portaria nº 61/2015 do Ministério da Saúde, o exame preventivo hoje está restrito, na prática, à faixa etária dos 50 aos 69 anos.

 

Sociedades médicas nacionais e internacionais recomendam a realização da mamografia a partir dos 40 anos como a forma mais eficiente para a detecção precoce do câncer de mama. O médico Gilberto Amorim, oncologista clínico da Oncologia D’Or e da Clínica São Vicente, membro dos Conselhos Científicos do Instituto Oncoguia e FEMAMA, revela que a taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil está aumentando, enquanto em outros países a queda é significativa.

 

“A idade média do diagnóstico de câncer de mama no país é de 53 anos, sendo que 40% dos casos têm menos de 50 anos, ou seja, uma parcela significativa de mulheres está fora da recomendação do Ministério da Saúde”, diz. “Se negarmos o rastreamento a essas mulheres jovens, podemos comprometer o diagnóstico precoce de milhares de brasileiras”, alerta.

Vacina da Pfizer/BioNTech é segura para crianças de 5 a 11 anos

  1. Vacina da Pfizer/BioNTech é segura para crianças de 5 a 11 anos

Resultados preliminares foram apresentados pela Pfizer a pela BioNTech; este é o primeiro estudo feito com esse grupo

 

A Pfizer e a BioNTech anunciaram que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelos dois laboratórios é “segura” para  crianças de 5 a 11 anos, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (20/9). Esta é a primeira vez que uma pesquisa é feita com esse grupo.

 

imunizante foi administrado com uma dose menor, mas gera uma reação parecida com a do grupo de 12 a 16 anos.
Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa) e a Europa já autorizaram o uso da vacina da Pfizer para maiores de 12 anos. Porém, no Brasil, na última semana o Ministério da Saúde voltou atrás e tirou a recomendação da aplicação para este grupo.
De acordo com a pasta, a vacinação para este grupo só é recomendada em adolescentes com comorbidades. Antes dessa mudança, vários estados e o Distrito Federal já tinham começado a imunização dos adolescentes.

 

Este são resultados parciais de um estudo feito com 4,5 mil crianças entre 6 meses e 11 anos nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha. A expectativa é de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda neste ano.

 

Processo seletivo para contratação de agentes de Saúde segue até terça

Processo seletivo para contratação de agentes de Saúde segue até terça

São mil vagas temporárias, sendo 500 para agente comunitário de saúde e 500 para agente de vigilância ambiental. Inscrições seguem abertas até 23h59 de terça-feira (21/9)

Processo seletivo de contratação temporária para 500 agentes comunitários de saúde e 500 agentes de vigilância ambiental seguem abertas. Interessados têm até às 23h59 da próxima terça-feira (21/9) para se inscreverem no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação. A taxa de inscrição é de R$ 42. O grau de escolaridade exigido é para quem tem o ensino médio.

 

Os aprovados terão uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e remuneração mensal de R$ 1,7 mil  (agente comunitário de saúde) a R$ 2 mil (agente de vigilância ambiental). A seleção tem validade de um ano, a contar da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por mais um ano.
No ato da inscrição, é necessário anexar comprovante de títulos e experiência profissional em conformidade com o Edital Normativo, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal em 31 de agosto. Os candidatos serão selecionados por meio de análise curricular de caráter classificatór

 

A experiência na função e a titulação contam pontos mas não são requisitos obrigatórios. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a banca organizadora pelo telefone (11) 4788-1430 ou pelo site.

Reforço

Silene Almeida, subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Saúde, destaca que a contratação dos mil agentes vai reforçar o trabalho de vigilância à saúde e no enfrentamento à pandemia. Segundo a gestora, haverá reforço substancial nas equipes de atenção primária, que atualmente tem um grande déficit de agentes comunitários de saúde, desfalcando muitas equipes.

 

Os agentes comunitários de saúde atuarão na atenção primária, fortalecendo as equipes de Saúde da Família e aproximando-as da comunidade. Para o coordenador da Atenção Primária, Fernando Erick Damasceno, esses profissionais exercem outras atividades essenciais. “Os agentes possuem funções educativas e de apoio nas atividades coletivas e práticas integrativas. E hoje, com o novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), são fundamentais para realizar o cadastro da população”, ressalta.
Já a contratação dos agentes de vigilância ambiental é estratégica para reforçar as equipes responsáveis pelas atividades extra-hospitalares e que realizam, por exemplo, as visitas domiciliares para controle de endemias, fazendo rastreamento de contato, monitoramento da rastreabilidade dos diversos tipos de cepa do novo coronavírus.
Eles também farão a coleta de dados sobre comportamentos epidemiológicos, entre outras atividades que precisam ser realizadas em campo, e servem para subsidiar o conjunto de ações em saúde, inclusive o planejamento estratégico para os próximos anos.

 

Foi aqui que pediram a vacina contra a Covid-19 para adolescentes de 15 anos e acima?!

Foi aqui que pediram a vacina contra a Covid-19 para adolescentes de 15 anos e acima?! O pedido de vocês é uma ordem! É amanhã (17), das 08h às 17h. E para adolescentes com deficiência permanente, gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto) e adolescentes em medidas socioeducativas de 12 à 17 anos. (Necessário apresentar documento de comprovação).

O local de vacinação para esses grupos é no Ginásio Poliesportivo de Novo Gama. Não esqueça de levar identidade, CPF, cartão de vacina e comprovante de residência. Uma dose de esperança para dias melhores. Vamos vencer esse vírus!

Condição social, de saúde e idade: conheça perfil das vítimas da covid-19 no DF

Condição social, de saúde e idade: conheça perfil das vítimas da covid-19 no DF

Para médicos, além de fatores como comorbidades e faixa etária, situação social da população tem influência direta sobre quantidade de mortes provocadas pela doença

Distrito Federal teve o primeiro caso da covid-19 notificado em 5 de março de 2020. Desde então, a Secretaria de Saúde confirmou 482.337 infecções e 10.245 mortes. No entanto, o novo coronavírus não atingiu com a mesma intensidade todas as regiões administrativas.

 

Áreas com mais problemas de vulnerabilidade social estão entre os locais com maior taxa de letalidade — número de mortes em relação ao total de pessoas com a doença. Quanto ao perfil das vítimas que não resistiram ao quadro, idosos e a população com algum tipo de comorbidade foram os mais afetados.

Na avaliação da taxa de letalidade, o Sol Nascente/Pôr do Sol lidera o ranking das cidades do DF, com morte de 4,81% dos infectados (leia Raio-X). Para o doutor em saúde pública e pesquisador do Observatório PrEpidemia Roberto Bittencourt, a desigualdade social agrava esse índice.
“O vírus não é democrático. Ele atinge, principalmente, as populações mais vulneráveis, que têm menos condições de se proteger, de ficar isolada. Geralmente, os locais com piores taxas de doenças coincidem com regiões mais afetadas, também, pela violência e pelo desemprego, por exemplo”, analisa.

Os dados da covid-19 são mais do que números: são nomes de parentes, amigos e colegas de alguém. Amanda Xavier, 21 anos, estudante de enfermagem e moradora de Ceilândia sofre com o vazio provocado pela doença. Entre as vidas perdidas na cidade está a de uma tia.
Elisangela Marcelina tinha 43 anos. Era casada, mãe de uma menina, além de professora de história e geografia para estudantes do ensino médio. “Muitas das vítimas da nossa região administrativa trabalham em outras cidades. E grande parte da população depende do emprego e do transporte público para sobreviver. Isso gera mais probabilidade de termos casos da covid-19”, diz Amanda.

 

O novo coronavírus pode se alojar em qualquer área do corpo e causar danos. E o rim tem um grande núcleo de vasos e receptores. Caso a pessoa tenha alguma comorbidade nessa área, isso pode agravar a situação (da covid-19)”, destaca.

Quanto aos grupos socialmente vulneráveis, a questão da insegurança alimentar pode influenciar para a ocorrência de mais infecções nas regiões onde elas vivem, segundo Werciley. “Dificilmente, essas pessoas têm uma nutrição adequada e balanceada, porque, geralmente, não têm acesso a isso. Outro fator é que elas podem ter doenças prévias, mas sem receber diagnóstico ou tratamento adequado. Esse cenário prejudica ainda mais essa população”, completa o infectologista.

 

 

 

Novo Gama começa a vacinar adolescentes de 17 anos contra covid-19

A Prefeitura de Novo Gama por meio da Secretaria de Saúde, começará a vacinar a galera de 17 anos amanhã (10), das 08h às 17h. E para adolescentes com deficiência permanente, gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto) e adolescentes em medidas socioeducativas de 12 à 17 anos. (Necessário apresentar documento de comprovação).

O local de vacinação para esses grupos é no Ginásio Poliesportivo de Novo Gama. Necessário levar identidade, CPF, cartão de vacina e comprovante de residência. Uma dose de esperança para dias melhores. Vamos vencer esse vírus!

Covid-19: ocupação de leitos em UTIs da rede pública do DF sobe em setembro

Covid-19: ocupação de leitos em UTIs da rede pública do DF sobe em setembro

Após queda da taxa na segunda metade de agosto, indicador aumentou na última semana. No entanto, vagas disponíveis também diminuíram no período, devido à desmobilização de unidades para atendimento de pacientes com outras demandas de saúde

As internações de pacientes graves com covid-19 no Distrito Federal subiram, aproximadamente, sete pontos percentuais em uma semana, após sequência de quedas verificada no mês passado. Ontem, a taxa de ocupação dos leitos em unidade de terapia intensiva (UTI) na rede pública de saúde ficou em 59,6%, contra 52,5% em 31 de agosto — menor resultado identificado desde 4 de março, início da série histórica disponibilizada no portal InfoSaúde-DF, da Secretaria de Saúde. A alta verificada nos resultados antecede a extinção do toque de recolher na capital federal e o fim das restrições de horários para funcionamento do comércio, que passam a valer nesta quarta-feira (8/9).

 

Em relação às UTIs públicas, dois meses atrás, em 7 de julho, a taxa de ocupação estava em 75,5%. Em 7 de agosto, o registro era de 58,9%, praticamente o mesmo dessa terça-feira (7/9 — leia Taxas). No entanto, a partir do último dia 18, o indicador apresentava tendência de queda — na data, o resultado foi o mais alto verificado em todo o mês passado: 68,9%.

Vale ressaltar, porém, que a taxa de ocupação é proporcional à quantidade de vagas em UTI para pessoas com covid-19. Em 7 de julho, havia 188 disponíveis, contra 173 em 7 de agosto. Na terça-feira (7/9), a rede pública de saúde do DF tinha 129 reservadas para pacientes com a doença, pois, há algumas semanas, o Executivo local tem desmobilizado leitos para atender o público com outras demandas de saúde. O Correio entrou em contato com a SES-DF, para questionar o motivo da alta nas internações e sobre possíveis medidas para diminuir o índice. Contudo, até o fechamento desta edição, a reportagem não teve retorno.

 

Circulação

Integrante de um grupo de pesquisadores que acompanha a evolução da pandemia no país, o professor Tarcísio Marciano acredita que o aumento observado nos últimos dias seja causado pela variante delta. Ele acrescenta que os índices devem continuar a subir nas próximas semanas. “Soma-se a isso a normalização quase total das atividades, como a volta das (aulas nas) escolas. E o nível de testagem do DF em crianças é baixo, muito inferior aos exames feitos em adultos — que são poucos. Temos observado mais de mil casos por dia, e a circulação do vírus está alta há algum tempo. Essa cepa é muito preocupante”, ressalta o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).

 

A taxa de transmissão da covid-19 ficou em 0,92 nessa terça-feira (7/9) — o que demonstra que cada grupo de 100 pessoas infectadas pode transmitir a doença para, em média, outros 92 indivíduos. Mesmo assim, o professor Tarcísio alerta para a possibilidade de uma terceira onda da doença atingir o DF: “É difícil prever, mas as chances são razoáveis, e as condições estão postas. As pessoas plenamente vacinadas com as duas doses ou dose única (no DF) ainda são poucas. E a taxa de ocupação das UTIs está claramente em alta. O vírus está com a faca e o queijo na mão. Quem acompanha os dados percebe o aumento dos casos”.

A capital federal acumula 476.789 infecções pela covid-19 e 10.156 vítimas da doença. A Secretaria de Saúde confirmou mais 646 pacientes e 12 mortes, na terça-feira (7/9). A média móvel de casos cresceu 34% em relação a 24 de agosto — duas semanas atrás —, e o indicador referente aos óbitos subiu 3,25%, na comparação com a mesma data. Por estar abaixo de 15%, ele demonstra estabilidade.

Para esta quarta-feira (8/9), a SES-DF espera a chegada de 43.290 imunizantes Pfizer/BioNTech. Desse total, 16.380 serão usados para continuar a vacinação de adolescentes com 17 anos. O restante será aplicado como segunda dose.

Por enquanto, 2.032.007 pessoas deram início ao esquema vacinal no DF, o que representa 78,8% da população com mais de 12 anos da capital federal — grupo apto a receber as doses. O público que completou a imunização é formado por 911.494 habitantes (35,3%).