Nova York registra aumento nas hospitalizações de crianças por covid-19

  1. Nova York registra aumento nas hospitalizações de crianças por covid-19

O Departamento de Saúde do Estado de Nova York “monitora de perto uma tendência de aumento nas hospitalizações pediátricas associadas à covid-19”, de acordo com um comunicado

Washington, Estados Unidos – As autoridades sanitárias de Nova York confirmaram um aumento nas hospitalizações de crianças infectadas pelo coronavírus, em um momento em que a Casa Branca prometeu neste domingo (26) resolver a escassez de testes de detecção.

Departamento de Saúde do Estado de Nova York “monitora de perto uma tendência de aumento nas hospitalizações pediátricas associadas à covid-19”, de acordo com um comunicado divulgado na sexta-feira.
“O maior aumento diz respeito à cidade de Nova York, com entradas [nos hospitais] que quadruplicaram” entre a semana de 5 e 19 de dezembro, disse o governo local. Metade dessa entradas corresponde a crianças menores de 5 anos, que ainda não completaram a idade para serem vacinadas.

O número de casos de covid-19 continua a aumentar dramaticamente nos Estados Unidos devido à disseminação da variante ômicron, com uma média de mais de 175.000 novas infecções por dia na última semana, de acordo com dados de domingo dos CDC, principal agência federal de saúde pública.
Neste contexto, existe uma escassez de testes de detecção de covid-19 no país, o que coincide com uma procura especialmente elevada destes testes, em particular de kits caseiros, por ocasião das férias de final de ano.

“Um dos problemas agora é que (os testes) não estarão totalmente disponíveis para todos até janeiro”, informou o Dr. Anthony Fauci, assessor da Casa Branca na luta contra a pandemia.
“Estamos abordando o problema dos testes e, em breve, isso será resolvido”, completou o epidemiologista à ABC, também reconhecendo sua frustração com a escassez.
O presidente Joe Biden anunciou na semana passada que o governo federal comprou cerca de 500 milhões de kits que serão distribuídos gratuitamente a quem precisar.
A escassez de testes tem gerado fortes críticas à Casa Branca, cuja estratégia de combate à covid-19 tem se concentrado principalmente na vacinação.

Referindo-se às características da ômicron, Fauci indicou neste domingo que trata-se de uma variante “extraordinariamente contagiosa”, mas citou
estudos realizados na África do Sul e no Reino Unido que parecem indicar que os casos são menos perigosos.

Especialistas alertam para o risco de surto de gripe no Distrito Federal

Especialistas alertam para o risco de surto de gripe no Distrito Federal

Especialistas destacam que a vacinação, o uso de máscaras e a higienização das mãos são elementos fundamentais para conter uma possível epidemia da variante H3N2 do vírus da gripe no DF e evitar a superlotação dos hospitais

Diante do surto da cepa darwin — cidade australiana onde foi identificada —, do vírus Influenza A H3N2, em outros estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Rondônia, o Distrito Federal se mantém em alerta sobre a epidemia de gripe. A Secretaria de Saúde do DF (SES) afirma que não registrou casos ou mortes pela variante neste ano, mas, no mesmo período de 2020, Brasília tinha o registro de 40 casos de Influenza e seis óbitos pela doença. Apesar do cenário de aparente tranquilidade, especialistas destacam que a vacinação contra o vírus e o uso de máscara de proteção são necessários para evitar a superlotação da rede pública de saúde na capital do Brasil.

Um dos casos diagnosticados com a cepa em São Paulo é de um morador do DF. Até a semana passada, a Secretaria de Saúde não tinha informação sobre a alta do paciente. Segundo a pasta, o H3N2 está entre os alertas epidemiológicos. Mas, a identificação da cepa da Influenza só é feita com um teste específico em casos de internação. “Não temos sistemas para descobrir o tipo de gripe de todo mundo”, explica a chefe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF), Priscilleyne Reis.

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Mesmo com a ampliação da vacinação, em julho, o DF tem cerca de 50 mil doses disponíveis e não atingiu a meta de 90% dos grupos prioritários imunizados, como crianças, gestantes, puérperas, idosos e pessoas com comorbidades. Bebês de até seis meses não podem tomar o imunobiológico. Segundo a SES, o DF recebeu cerca de 1,1 milhão de vacinas contra a Influenza, e 90,99% desse total foi aplicado, considerando toda a população e não apenas o público-alvo inicial da campanha.
Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o diretor de Vigilância Epidemiológica da SES, Fabiano dos Anjos, declarou que não é necessário criar pânico pois não estamos em surto no DF. “A população precisa continuar com os cuidados não farmacológicos, como o uso de máscara, lavar as mãos, evitar aglomerações. E, no caso de sintomas de gripes mais acentuados, procurar o sistema de saúde”, orientou o diretor. No DF, há 65 postos de vacinação contra a Influenza.

Cuidados

Para o pneumologista Ricardo de Melo, professor da área clínica da faculdade de medicina da Universidade de Brasília (UnB), o problema é que a campanha de vacinação contra a Influenza não atingiu a meta desejada. “Se as pessoas se vacinassem e continuassem com os cuidados preventivos, como o uso de máscara, a higienização das mãos e evitar locais com aglomeração, não teríamos esses surtos de H3N2 que estão ocorrendo em alguns estados”, avalia.
Ricardo assegura que existe a chance de uma epidemia de H3N2 no DF, o que pode causar superlotação de hospitais. “Em um tempo de pandemia da covid-19, ter um vírus da gripe em circulação é um fator que nos preocupa, e isso gera um aumento na internação nos hospitais”, acentua. O especialista diz que é preciso ir ao médico em caso de dor de cabeça mais forte, fraqueza, falta de apetite, coriza ou febre. “Como os sintomas são parecidos com a covid-19, é importante ir em uma unidade de saúde para buscar o diagnóstico correto”, aconselha o pneumologista.
Diretor-técnico do Grupo Sabin, laboratório de medicina diagnóstica, o hematologista Rafael Jácomo esclarece que o subtipo H3N2 compõe o mix da vacina antigripe, mas, assim como as demais variantes que aparecem sazonalmente, apresenta mutações progressivas que devem ser atualizadas anualmente. “Este é o motivo da vacina contra influenza ter indicação anual, porque a variante que vem causando os surtos observados em várias regiões do Brasil, especificamente, não constava nas vacinas da última estação (ano)”, detalha.
Rafael lembra que, para as pessoas que apresentarem sintomas da variante, o laboratório oferece o exame gratuito de Mini Painel para vírus respiratórios, que identifica, simultaneamente, os vírus da Influenza A, Influenza B, vírus sincicial respiratório e o novo coronavírus, vírus causador da covid-19. “A informação clinicamente relevante é o diagnóstico de Influenza, independentemente se A ou B, pois há opções de painéis mais complexos que identificam especificamente o subtipo H3N2, porém, não muda a conduta médica”, ressalta.

Pílula da Pfizer contra covid-19 reduz risco de morte em 89%

Pílula da Pfizer contra covid-19 reduz risco de morte em 89%

Efeito é obtido para todas as variantes do vírus quando a droga oral é administrada até o terceiro dia após o surgimento dos sintomas da doença, segundo a farmacêutica. Dados preliminares também indicam que o paxlovid evita hospitalizações

primeiro medicamento oral desenvolvido especificamente para o tratamento de covid-19 tem eficácia alta contra a variante ômicron, segundo a conclusão do estudo de fase II divulgado, ontem, pela companhia norte-americana Pfizer. O paxlovid, conforme um comunicado de imprensa, reduziu em 89% o risco de hospitalização ou morte quando tomado dentro de três dias do início dos sintomas. Esse índice foi de 88% quando a pílula foi administrada no intervalo de cinco dias. Em comparação com o grupo placebo, não houve nenhum óbito.

De acordo com os resultados, enviados à Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, o medicamento foi eficaz contra todas as variantes conhecidas do Sars-CoV-2, incluindo a ômicron. Em um teste in vitro, o nirmatrelvir, uma das substâncias ativas do paxlovid, mostrou-se um “inibidor potente da protease Omicron 3CL”, informou a Pfizer. Isso significa que ela impede a replicação viral, evitando que o micro-organismo infecte outras células. Esse resultado foi o mesmo para todas as variantes.
O estudo, que ainda não foi submetido à revisão por pares, também mostrou que, comparado ao placebo, pessoas tratadas com a droga exibiram carga viral 10 vezes menor no quinto dia da infecção. Foram incluídos 2.246 adultos na análise. “Essa notícia corrobora que nosso candidato a antiviral oral, se autorizado ou aprovado, pode ter um impacto significativo na vida de muitos, já que os dados apoiam ainda mais a eficácia do paxlovid na redução de hospitalização e morte e mostram uma diminuição substancial na carga viral”, disse Albert Bourla, diretor executivo da Pfizer. “Variantes emergentes de preocupação, como a ômicron, exacerbaram a necessidade de opções de tratamento acessíveis para aqueles que contraem o vírus, e estamos confiantes de que, se autorizado ou aprovado, esse potencial tratamento pode ser uma ferramenta crítica para ajudar a conter a pandemia.”

 

África do Sul

Ontem, a maior administradora de seguros de saúde da África do Sul publicou dados sobre o impacto inicial da variante ômicron no país, onde a cepa foi registrada pela primeira vez. Na apresentação dos dados, por meio de um comunicado à imprensa, a Discovery Health destacou que são observações preliminares, que podem se modificar à medida que a nova onda de infecções progride.
“A quarta onda impulsionada pelo ômicron tem uma trajetória mais significativa de novas infecções em relação às anteriores. Os dados nacionais mostram um aumento exponencial nas novas infecções e nas taxas de testes positivos durante as primeiras três semanas, indicando uma variante altamente transmissível, com rápida disseminação da infecção pela comunidade”, disse Ryan Noach, chefe executivo da seguradora, que atende 3,7 milhões de pessoas. Segundo ele, a cepa é responsável por mais de 90% dos novos casos de covid-19 no país.
Os dados indicam que, embora ainda seja a melhor linha de defesa, a vacina tem eficácia reduzida. Segundo a análise, pessoas imunizadas com duas doses da substância da Pfizer/BioNTech tiveram 33% de proteção contra a infecção, em relação aos não vacinados, nas primeiras semanas da quarta onda da ômicron na África do Sul. Isso representa uma queda de 80% na eficiência relativa à infecção, comparado ao período anterior.
Porém, ao mesmo tempo, os resultados indicam que a vacina foi altamente eficaz ao evitar hospitalizações, com 70% dos imunizados infectados assintomáticos ou apresentando sintomas leves. Segundo Noah, embora a proteção contra internação hospitalar tenha sido reduzida (dados pré-ômicron apontavam para 93%), o índice obtido agora é considerado “uma proteção muito boa”.

Dois homens de Brasília infectados pela Ômicron estão curados, diz GDF

 

Os homens vieram da África do Sul em um voo com destino a Guarulhos. Posteriormente, eles desembarcaram em Brasília

 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, na manhã desta segunda-feira (13/12), que os dois homens de Brasília infectados com a variante Ômicron, da Covid-19, estão curados.

Eles vieram da África do Sul em um voo com destino a Guarulhos, em São Paulo. Posteriormente, desembarcaram na capital federal. Por enquanto, estes foram os únicos casos confirmados da variante no DF.

Ministro Boris Johnson confirma 1ª morte pela Ômicron no Reino Unido
“A Secretaria de Saúde informa que os dois pacientes que testaram positivo para a variante Ômicron estão curados e não há outros suspeitos”, disse a pasta.

 

Covid-19: governador Ibaneis Rocha anuncia chegada de mais vacinas no DF

Covid-19: governador Ibaneis Rocha anuncia chegada de mais vacinas no DF

Segundo Ibaneis Rocha, 25 mil imunizantes serão usados como segunda dose (D2) e 100 mil como primeira dose (D1) de adultos acima de 18 anos a partir de quarta-feira (8/12)

 

O Distrito Federal recebeu, nesta segunda-feira (6/12), mais 125 mil vacinas contra a covid-19 da AstraZeneca. O anúncio foi feito pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Segundo o chefe do Executivo local, 25 mil imunizantes serão usados como segunda dose (D2) e 100 mil como primeira dose (D1) de adultos acima de 18 anos, que ficará disponível nos postos a partir de quarta-feira (8/12).

De acordo com Ibaneis, a remessa faz parte das tratativas da Secretaria de Saúde do DF (SES) com o Ministério da Saúde para que o DF tenha mais opções de vacinas para o público acima de 18 anos que ainda não começou ciclo de vacinação contra a covid-19.
Com o novo lote, o DF passa a ter 482 mil vacinas para aplicação de D1 na população acima de 12 anos, outras 476 mil vacinas para segunda dose e também 273 mil doses de reforço, o que totaliza 1,2 milhão de imunizantes. “Até o fim da semana, o DF deve receber a primeira remessa de vacinas da Janssen para reforço de quem já recebeu essa vacina como dose única”, publicou Ibaneis em uma rede social.

Por fim, Ibaneis destaca que, entre as diversas unidades de saúde espalhadas pelo DF com vacinas disponíveis, será inaugurado, nesta quarta-feira (8/12), o ponto fixo de vacinação contra a covid-19 na Rodoviária do Plano Piloto, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Segundo o Sesc, a Secretaria de Saúde do DF ainda não informou para quais públicos a vacinação estará disponível no novo ponto, nem se serão administradas primeira, segunda e terceira doses das vacinas.

 

 

Vacinação em alta é um dos trunfos do Brasil contra a ômicron

Vacinação em alta é um dos trunfos do Brasil contra a ômicron

Especialistas alertam que, apesar de não poder relaxar, o Brasil conta com pontos a favor que podem ajudar no combate à nova cepa

 

Quase dois anos após o início da pandemia da covid-19, o Brasil e o mundo vivem mais um momento de tensão com o surgimento da nova variante do covid. Sem ainda saber muito sobre o potencial de transmissão e letalidade da nova cepa e, ainda, se as vacinas já disponíveis perdem alguma eficácia contra a variante, os países começam a reforçar medidas de restrições para conter o impacto da ômicron, que já está presente em todos os continentes. Especialistas alertam que, apesar de não poder relaxar, o Brasil conta com pontos a favor que podem ajudar no combate à nova cepa.

Para o médico infectologista Wercilei Júnior, o avanço da vacinação é um dos trunfos do país diante da chegada dessa nova variante. O Brasil alcançou, na última semana, a marca de 90% do público-alvo vacinado com a primeira dose da vacina do novo coronavírus. No entanto, ele relembra que já foi mostrado em estudos que a eficácia dos imunizantes tem uma diminuição gradativa após seis meses da conclusão do esquema vacinal.
“Por isso, expandir a aplicação da terceira dose entra num momento muito importante, pois já estamos aumentando a qualidade das defesas das pessoas, enquanto que muitos países da Europa e da África ainda nem conseguiram chegar a uma vacinação de acima de 50% da população”, destaca. O Ministério da Saúde ampliou a aplicação da dose de reforço para toda população adulta brasileira desde novembro. A medida foi elogiada por especialistas, que acreditam que a dose de reforço ganha ainda mais importância diante da ômicron.

Quando a gente pensa em uma nova variante mais transmissível, com 32 mutações na proteína spyke, de alguma forma essas mutações podem levar a um maior escape de resposta imune entre os vacinados e quem teve a infecção prévia. Então, nesse sentido, é muito importante que, primeiro, a população tenha o esquema vacinal completo e, em segundo, tome a dose de reforço”, pondera o infectologista da Fiocruz Julio Croda, que afirma que as vacinas devem preservar a proteção para hospitalizações e óbitos.
O ministro da Saúde reforçou a importância da dose de reforço e pediu para as pessoas irem até o posto para tomar a dose adicional. “Mais de 14 milhões de brasileiros já tomaram a dose de reforço da vacina e, com isso, nós vamos nos proteger contra essa variante ômicron e contra outras variantes que possam surgir desse vírus”, disse. Além disso, Marcelo Queiroga relembrou, durante reunião de vigilância e monitoramento da ômicron no Brasil realizada na última semana, que o país já passou por uma situação parecida com a variante delta, que se tornou dominante em muitos países estrangeiros, mas no Brasil .

 

Delta

“A variante delta, que é a que causa maior problema no mundo, é a que está pressionando os sistemas de saúde na Europa. E, aqui no Brasil, não houve essa pressão. E há vários motivos para que não tenha havido, mas, sobretudo, a nossa campanha de vacinação e adesão que a população brasileira teve à campanha. Os brasileiros têm essa cultura de vacinação”, pontuou.
O epidemiologista Eliseu Alves concorda que a postura da população brasileira frente à vacinação contra a covid-19 também é um fator que favorece o país em relação à Ômicron. “A grande vantagem do Brasil de hoje é que não tem havido recusas a vacinação em número significativo, não temos tido falta de vacinas e boa parte das autoridades do país está tendo conduta cautelosa em relação à abertura”, disse.
Na última semana, estados e municípios voltaram atrás nas flexibilizações feitas neste final de ano. As festividades de ano novo e, até mesmo, do carnaval, já foram canceladas perante o medo do impacto de uma nova onda da doença. Para especialistas, essa cautela é necessária. “Apesar de todos esses aspectos positivos, não podemos ficar tranquilos, é necessária a manutenção de todas medidas de prevenção da covid-19 em relação à nova variante, que ainda sabemos pouco a respeito”, completou Alves.

Desvantagem

Apesar de possuir algumas vantagens, o Brasil ainda peca pelo atraso da tomada de decisões importantes — como a exigência do comprovante de vacinação para a entrada de viajantes no país — que podem ajudar a controlar melhor a transmissão da doença em território nacional. A recomendação de exigir a vacinação de viajantes foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de novembro e foi reforçada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na última semana. No entanto, o governo ainda não aderiu à medida.
Para o fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, a relutância do governo à medida é perigosa, já que o período de fim de ano movimenta ainda mais turistas. “Essa é uma ideia importante, mas não é nova. Ela já é praticada no mundo há algum tempo. Nós já exigimos certificado de vacina, por exemplo, contra febre amarela de qualquer viajante que venha de um país onde a doença ainda é transmitida”, exemplifica.
Uma nova deliberação sobre o assunto, que é considerado sensível pelo ministro da Saúde, será discutida hoje, em reunião prevista entre a Anvisa e os Ministérios da Casa Civil, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, e da Infraestrutura.

Dois casos da variante Ômicron são confirmados no Distrito Federal

 

De acordo com o governador Ibaneis Rocha (MDB), pacientes estão isolados e sendo acompanhados pela Secretaria de Saúde

O governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou, nesta quinta-feira (2), a existência de dois casos da variante Ômicron do coronavírus no Distrito Federal. De acordo com Ibaneis, os pacientes estão isolados e sendo acompanhados pela Secretaria de Saúde.
No estado de São Paulo, outras três pessoas estão infectadas com a nova cepa do vírus. O terceiro caso, confirmado nesta quarta-feira (1º), é de um homem de 29 anos que veio da Etiópia e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos em 27 de novembro.

Na terça-feira (30), Ibaneis Rocha anunciou que o Réveillon na Esplanada dos Ministérios e em mais cinco regiões administrativas está cancelado devido aos riscos oferecidos pela Ômicron, nova variante do coronavírus.
“Diante das recentes notícias sobre o avanço da nova variante do vírus da Covid-19, decidi cancelar as festas programadas para o Réveillon deste ano. Nós avançamos muito no enfrentamento da doença e não podemos arriscar um retrocesso nesse combate”, publicou Ibaneis no Twitter.

 

 

D1, D2 e D3: Saiba onde se vacinar contra a covid-19 no DF nesta quarta

 

Serão ao menos 41 pontos para D1 em adolescentes e 55 para primeira dose em adultos. Cobertura vacinal completa do DF atinge mais de 64% da população

Após redução dos postos de vacinação devido ao feriado do Dia do Evangélico (30/11), o Distrito Federal retoma o ritmo de aplicação dos imunizantes contra a covid-19 nesta quarta-feira (1º/12). Haverá postos de atendimento para a primeira (D1) e segunda doses (D2), além de locais de aplicação da dose extra (D3).

 

Os pontos de vacinação serão específicos para cada público. Adolescentes de 12 a 17 anos, por exemplo, poderão buscar a D1, no modelo para pedestres, em 41 locais, das 8h às 22h. Os adultos, por sua vez, receberão a D1 em 55 pontos para pedestres e um via drive-thru, também das 8h às 22h.
A D2 da CoronaVac estará disponível em 53 locais do DF, e a segunda aplicação da AstraZeneca será administrada em 43 postos. A D2 do imunizante da Pfizer/BioNtech poderá ser encontrada em 52 pontos de vacinação. Confira abaixo a lista completa dos locais de imunização.

Vacinômetro

A D1 foi aplicada em 118 brasilienses nesta terça-feira (30/11), e outros 1.091 foram vacinados com a D2. Em relação à D3, 1.061 indivíduos receberam a aplicação extra em 24 horas.

No total, o DF tem 2.283.828 cidadãos imunizados com a D1 das vacinas contra a covid-19, o que representa 74,8% da população. 1.971.701 indivíduos receberam a D2 e a vacina de dose única (DU), portanto estão com o ciclo vacinal completo, número que significa 64,6% dos habitantes da capital federal. A D3 foi aplicada em 218.319 pessoas — 7,15% dos moradores do DF.

 

OMS adverte que variante ômicron representa risco muito elevado para o mundo

 

Aumento do número de países em que foi detectada nova variante levou o G7 a convocar uma reunião de emergência.

Genebra, Suíça- A nova variante ômicron do coronavírus representa um “risco muito elevado” para o planeta, advertiu nesta segunda-feira (29/11) a Organização Mundial da Saúde (OMS), paralelamente ao aumento do número de países em que foi detectada, uma situação que levou o G7 a convocar uma reunião de emergência.

Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada”, afirmou a organização, ao mesmo tempo que destacou que até o momento nenhuma morte foi associada à mutação.
“Em função das características podem existir futuros picos de covid-19, que poderiam ter consequências severas”, acrescentou a OMS em um documento técnico, que também apresenta conselhos às autoridades para tentar frear seu avanço. No momento ainda persistem muitas dúvidas sobre a virulência e transmissibilidade da variante.

A ômicron foi identificada pela primeira vez na semana passada na África do Sul.
O país da África registrou nas últimas semanas um rápido aumento dos contágios: no domingo foram 2.800 novos casos, contra 500 da semana anterior. Quase 75% das infecções contabilizadas nos últimos dias foram provocadas pela nova variante.

Embora a ômicron não seja clinicamente mais perigosa e que os primeiros sinais ainda não sejam alarmantes, provavelmente veremos um aumento de casos devido à velocidade de transmissão”, disse o epidemiologista sul-africano Salim Abdool Karim, que prevê que o país alcançará 10.000 novos casos diários de coronavírus até o fim de semana.
Vários países já detectaram casos vinculados a esta variante, incluindo Reino Unido, Alemanha, Canadá, Holanda e Israel. E a lista aumentou nesta segunda-feira, com o anúncio de contágios em Portugal, Áustria e Escócia.

– Reunião do G7 –

Nesta segunda-feira, os ministros da Saúde do G7 (França, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido) se reunirão “para discutir a evolução da situação sobre a ômicron”, em um encontro organizado em caráter de urgência em Londres, que tem a presidência temporária do G7.
“Sabemos que estamos em uma corrida contra o tempo”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, antes de destacar que os fabricantes de vacinas precisam de “duas a três semanas” para avaliar se as vacinas existentes continuam sendo eficazes contra a nova variante.

O conselheiro do governo dos Estados Unidos para a pandemia, Anthony Fauci, afirmou que continua “acreditando que as vacinas existentes devem fornecer um grau de proteção contra casos severos de covid”.
A covid-19 já provocou 5,2 milhões de mortes no mundo desde a detecção na China em dezembro de 2019, segundo o balanço estabelecido pela AFP.
O anúncio da detecção da nova variante provocou pânico e em poucas horas muitos países, incluindo Estados Unidos, Indonésia, Arábia Saudita e Reino Unido, adotaram restrições aos visitantes procedentes do sul da África.
Estas medidas foram consideradas um “castigo” pelas autoridades sul-africanas.

 

“Com a variante ômicron detectada em várias regiões do mundo, a aplicação de restrições de viagens para a África é um ataque à solidariedade global”, declarou o diretor para a África da OMS, Matshidiso Moeti.

– Sintomas leves –

Poucos dias depois do anúncio por cientistas da África do Sul sobre a descoberta da nova variante, que tem mais mutações que as anteriores detectadas do coronavírus, o hospital Bambino Gesu de Roma conseguiu a primeira “imagem” da ômicron e confirmou que efetivamente tem mas mutações que a delta, mas isto não significa que é mais perigosa, de acordo com os pesquisadores
Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica Sul-Africana declarou à AFP que observou 30 pacientes nos últimos 10 dias que testaram positivo para covid-19 e se recuperaram sem a necessidade de hospitalização. O principal sintoma foi o cansaço.
Vários países reforçaram as restrições, inclusive com o retorno dos confinamentos, como Áustria e Holanda, onde aconteceram protestos, incluindo alguns que terminaram em confrontos violentos.

No Reino Unido, na terça-feira entrarão em vigor novas regras sanitárias, incluindo o uso de máscaras em estabelecimentos comerciais e nos transportes públicos, assim como restrições para os passageiros procedentes do exterior.

Internações por Covid em UTIs caem ao menor nível desde março de 2020

 

Dados da Sivep-Gripe mostram que as internações causadas pela doença caíram ao menor nível desde o começo da pandemia no país

O número de internações em unidades de terapia intensiva (UTI) de pacientes com Covid-19 em outubro foi o menor no Brasil desde março de 2020. No mês passado, 8.216 pessoas infectadas pelo coronavírus deram entrada em UTIs no

Em relação a setembro, houve queda de 38,7% nesse indicador. Desde junho, o número de indivíduos que precisam ficar em um hospital por causa da Covid-19 apresenta declínio. Segundo especialistas, trata-se de um reflexo do avanço da imunização.

Durante março do ano passado, quando foi notificada a primeira morte por Covid no Brasil, 8.506 pessoas foram internadas em unidades de terapia intensiva com a doença.
Os dados podem ser observados no gráfico a seguir:

As informações analisadas pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, são do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do Ministério da Saúde. O período analisado compreende desde o início da pandemia, em março do ano passado, até o fim do mês de outubro de 2021.

Após o pico registrado em abril de 2020, com 64.115 internações, hospitais e secretarias de Saúde de todo o país, impulsionados pelo avanço da campanha de imunização, começaram a relatar melhoras na quantidade de pacientes com a doença.
Há quatro dias, por exemplo, o Hospital de Clínicas de Curitiba (PR), maior unidade de saúde do estado, fechou sua última ala exclusiva para pacientes com Covid-19. Houve comemoração dos profissionais que trabalham no hospital. No Distrito Federal, uma grande rede de hospitais particulares também desmobilizou suas unidades exclusivas para pacientes infectados, no último dia 18.

As medidas foram possíveis com a redução dos casos registrados e, consequentemente, das internações de pacientes que contraíram o vírus. Na última semana epidemiológica – entre os dias 14 e 20 de novembro –, 58.312 novos casos foram computados, o menor número desde abril do ano passado.

Para Raquel Stucchi, infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a queda nas internações é positiva e reflete a capacidade de os imunizantes reduzirem as formas graves da Covid-19.

“Sem dúvida nenhuma, nossa situação é muito melhor [que antes]. E isso era o esperado com o início da vacinação. Para aqueles incrédulos com relação à vacina, essa melhora no cenário mostra que elas funcionam. É uma redução expressiva, e isso só aconteceu porque avançamos na vacinação”, explica.

A especialista, entretanto, chama a atenção para o relaxamento de medidas restritivas tomadas e a falta de testagem em massa, ação realizada por diversos países para monitorar a situação real da pandemia e que nunca foi estabelecida como se deveria no Brasil.
“Avançando na vacinação, precisávamos avançar também na testagem, que, a partir de agora, passa a ser fundamental para rastrearmos a circulação do vírus. Isso é importante para o planejamento de medidas de flexibilização e também de revacinação. Isso é importante para que o que acontece hoje com a Europa não vire uma realidade aqui”, afirma Stucchi.

O cenário descrito pela infectologista vem fazendo com que governos europeus repensem o relaxamento das restrições. O medo de uma “quarta onda” no continente fez com que Hans Henri Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, apelasse para que os mandatários voltassem a exigir o cumprimento de ações preventivas, como o uso de máscaras.

De acordo com ele, as projeções ​​mostram que, se a adesão ao equipamento atingir 95%, será possível salvar até 188 mil vidas entre as 500 mil que podem ser perdidas até fevereiro de 2022, caso o aumento das infecções pela doença seja mantido.
Na Áustria, o governo anunciou que fará um lockdown seletivo, destinado às pessoas que não tomaram vacina. Na Holanda, as restrições foram retomadas no comércio, alterando horários de funcionamento para diminuir as janelas de contágio. Na sexta-feira (12/11), a Noruega já havia anunciado medidas para controlar o vírus, que incluíram o aumento da testagem para os profissionais de saúde que não querem se vacinar e a recomendação de que os “passaportes de vacina” sejam exigidos para reuniões de pessoas nas cidades onde a situação é mais grave.
“Com certeza, temos muito o que comemorar, mas não significa, ainda, que a guerra contra o vírus terminou com uma vitória”, conclui Raquel.