Prefeitura suspende vacinação infantil após criança sofrer parada cardíaca, em Lençóis Paulista (SP)

 

De acordo com a gestão municipal, a pessoa imunizada tem 10 anos e apresentou evento adverso 12 horas depois de receber dose pediátrica da Pfizer

RIO — A prefeitura de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, anunciou na tarde desta quarta-feira a suspensão da vacinação de crianças contra a Covid-19 pelos próximos sete dias. A gestão municipal informou que a medida foi tomada após “uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca’.

Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura afirma que a criança sofreu o evento adverso “12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer”. O comunicado também afirma que a criança está estável e consciente.
De acordo com a Prefeitura, o pai relatou que a criança “apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou”. Ela foi encaminhada à rede de saúde particular para receber atendimento médico, onde foi reanimada.
A Pfizer informou, por meio de nota, que o relato de potencial evento adverso foi submetido à área de farmacovigilância da empresa, conforme estabelece o processo global da companhia.

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No texto, a Pfizer também afirma que “não há alertas de segurança graves relacionados ao imunizante”. E acrescenta que a “companhia realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos  adversos  de  seus  produtos,  mantendo  sempre informadas as  autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente”.
A Pfizer informou, ainda, que os ensaios clínicos feitos com 2.268 crianças “apresentaram respostas robustas na produção de anticorpos além de perfil de segurança favorável”. Leia a íntegra da nota da Pfizer no final do texto.

A decisão pela suspensão da vacinação foi tomada pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em reunião extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira. Na ocasião, fficou estabelecida a interrupção da aplicação de imunizante em crianças entre 5 e 11 anos por sete dias, “em livre demanda”.

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No entanto, pais e responsáveis que queiram imunizar crianças antes da Prefeitura retomar o calendário de vacinação podem ligar na Central Saúde para realizar agendamento.
O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 afirma ainda que não coloca em questão a importância da vacinação infantil. Mas que vai usar o prazo de suspensão para acompanhar e monitorar as crianças já imunizadas no município.
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“O Comitê deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais”, diz o texto.

Leia a nota da Pfizer na íntegra:
Assim que a Pfizer teve conhecimento do caso, foi submetido um relato de potencial evento adverso para a área de farmacovigilância, conforme processo global da companhia.
A Pfizer já distribuiu globalmente mais de 2.6 bilhões de doses da vacina ComiRNAty em mais de 166 países ao redor do mundo e não há alertas de segurança graves relacionados ao imunizante.
Os eventos adversos que podem ser relacionados à vacina identificados durante as fases de estudo pré e pós comercialização constam na bula do produto https://www.pfizer.com.br/bulas/comirnaty. Os órgãos de vigilância locais e internacionais competentes endossam que o benefício da vacinação segue se sobrepondo a qualquer risco.
A companhia realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos adversos de seus produtos, mantendo sempre informadas as autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente.

 

Especificamente para a vacina ComiRNAty, a fim de facilitar ainda mais o contato com a empresa e o monitoramento dos potenciais eventos adversos da vacina, a Pfizer estabeleceu um portal para comunicação de informações relacionadas a relatos de eventos adversos: https://www.pfizersafetyreporting.com/#/pt.
Pacientes que apresentem qualquer quadro de potencial evento adverso devem manter acompanhamento médico ou com serviço de saúde de referência e seguir as condutas clínicas instituídas e orientadas por tais responsáveis.
Os profissionais de saúde, incluindo os médicos, podem acessar os canais de comunicação da Pfizer para obter informações técnicas ou ter acesso a literatura médica especializada.
O imunizante demonstrou eficácia de 90,7% em estudo clínico desenvolvido especificamente para a faixa etária pediátrica (5 a 11 anos). Os ensaios de Fase 2/3 foram realizados em 2.268 crianças, nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha, e apresentaram respostas robustas na produção de anticorpos além de perfil .

Dois terços das reações adversas da vacina de covid-19 foram efeito placebo

Dois terços das reações adversas da vacina de covid-19 foram efeito placebo

Um estudo estadunidense analisou 12 ensaios clínicos de vacinas. Somados os pacientes, 22.578 receberam placebo e 22.802 receberam a vacina

Apesar de não ter efeitos muito bem compreendidos, o efeito placebo é um conhecido fenômeno de melhora de saúde física ou mental por meio de um tratamento que não tenha benefício terapêutico farmacológico. O fenômeno é comumente observado em pesquisas e com a vacinação da covid-19 não foi diferente.

Pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC, na sigla em inglês), em Boston nos Estados Unidos, compararam as taxas de reações adversas relatadas por participantes de testes da vacinação que receberam apenas remédios placebo — ou seja, que não continham a vacina real.
Na pesquisa, publicada no jornal acadêmico JAMA Network Open, foram analisados dados de 12 ensaios clínicos com vacinas da covid-19. Somados os pacientes de todos os estudos, 22.578 receberam placebo e 22.802 receberam a vacina.
Após a primeira injeção, mais de 35% dos que receberam placebo apresentaram reações adversas por todo o corpo como febre. Já os sintomas mais comuns como dor de cabeça e fadiga foram encontrados, respectivamente, em 19,6% e 16,7% dos que receberam o remédio placebo. Além disso, 16% do total de imunizados com placebo relataram pelo menos uma reação física, como dor no local da injeção, vermelhidão ou inchaço.
Para comparação, 46% dos receptores da vacina da covid-19 relataram uma reação por todo o corpo e dois terços deles relataram ao  menos uma reação no local da vacina.

Assim, é possível dizer que algumas reações da vacina são decorrentes do efeito placebo — neste caso efeito nocebo, uma vez que os participantes apresentaram efeitos colaterais desagradáveis após fazer um tratamento sem efeitos farmacológicos.
“Coletar evidências sistemáticas sobre essas respostas nocebo em testes de vacinas é importante para a vacinação covid-19 em todo o mundo, especialmente porque a preocupação com os efeitos colaterais é relatada como uma razão para a hesitação da vacina”, explica Julia W. Haas, PhD e pesquisadora do Programa de Estudos Placebo do BIDMC, e uma das autoras do estudo.
O efeito nocebo foi responsável por 76% de todas as reações adversos no grupo que recebeu a vacina e representou quase um quarto de todas as reações locais relatadas, segundo a pesquisadora.
Depois da segunda dose, as reações adversas entre os que receberam a vacina placebo caíram para 32% em sintomas pelo corpo e 12% com relatos de efeitos locais. Em contraste, os que receberam a vacina relataram mais efeitos colaterais. 61% relataram reações pelo corpo e 73% relataram reações adversas locais.
Ao todo, o efeito nocebo foi responsável por quase 52% dos efeitos colaterais relatados após a segunda dose, segundo os pesquisadores. Ainda embora não possa ser confirmada, os pesquisadores acreditam que a maior taxa de reações negativas no grupo da vacina durante a primeira dose, pode ter levado os participantes a antever mais deles na segunda dose.
“Sintomas inespecíficos como dor de cabeça e fadiga — que demonstramos ser particularmente sensíveis ao nocebo — estão listados entre as reações adversas mais comuns após a vacinação contra covid-19. Evidências sugerem que esse tipo de informação pode fazer com que as pessoas atribuam erroneamente sensações cotidianas comuns como decorrentes da vacina ou podem causar ansiedade e preocupação, tornando as pessoas hiperalertas a sentimentos no corpo sobre reações adversas, diz um dos autores da pesquisa Ted J. Kaptchuk, diretor do Programa de Estudos Placebo e Encontro Terapêutico no BIDMC e professor na Escola de Medicina de Harvard.

 

Resfriado comum pode gerar proteção contra o coronavírus, diz estudo

Resfriado comum pode gerar proteção contra o coronavírus, diz estudo

Pesquisa mostra que o organismo produz altos níveis de células T após resfriado causado por outros coronavírus mais leves

Um estudo conduzido por pesquisadores do Imperial College de Londres revela que a imunidade gerada naturalmente pelo corpo após um resfriado causado por outros coronavírus pode oferecer proteção contra a Covid-19. A descoberta foi publicada na revista científica Nature Communications nessa segunda-feira (10/1), e pode auxiliar em novas pesquisas para vacinas de segunda geração contra o coronavírus.

 

Apesar dos resultados, os especialistas advertem que não se deve contar apenas com esse tipo de proteção, e que as vacinas continuam sendo a forma mais eficiente de proteger a população e impedir casos graves. Seria um “grave erro”, dizem eles, achar que quem teve um resfriado recentemente está protegido contra a Covid-19.

Importância das vacinas

O médico Simon Clarke, da Universidade de Reading, no Reino Unido, afirma que apesar de se tratar de um estudo pequeno, ele contribui para que cientistas entendam como nosso sistema imunológico enfrenta o coronavírus, o que pode ajudar no desenvolvimento de vacinas futuras. Entretanto, os dados devem ser lidos com cautela.

“Parece improvável que todas as pessoas que morreram ou ficaram em estado grave (com Covid-19) nunca tenham tido um resfriado causado por um coronavírus. E é um grave erro achar que qualquer pessoa que tenha tido um resfriado recentemente está protegido da Covid-19”, orienta Simon Clarke.

O professor Ajit Lalvani, autor principal do estudo, concorda que as vacinas são cruciais para essa proteção.

Aprender com o que o corpo faz de correto pode ajudar em projetos de novas vacinas”, defende o professor.

As fórmulas atuais contra a Covid-19 utilizam as proteínas spike do coronavírus, que são usadas para invadir as células humanas mas podem mudar com o surgimento de novas variantes. Contudo, as células T têm como alvo proteínas internas dos vírus, que não mudam tanto com a evolução do vírus.
Segundo Lalvani, as evidências propõem que futuramente as vacinas sejam baseadas no trabalho das células-T, que potencialmente oferecem uma proteção mais ampla e duradoura contra o coronavírus.

Pesquisa do governo de São Paulo aponta que 84% dos pais querem filhos vacinados

Pesquisa do governo de São Paulo aponta que 84% dos pais querem filhos vacinados

A pesquisa aponta que a intenção de vacinar os filhos é maior entre as mulheres (89%) do que entre os homens (76%)

Pesquisa do governo de São Paulo divulgada nesta segunda-feira (10) aponta que 84% dos pais e mães do Estado vão aderir à campanha de vacinação dos filhos entre 5 e 11 anos contra covid-19. O levantamento foi feito pelo Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) na última quinta-feira, 6, com 1.127 entrevistas por telefone em todas regiões do Estado.

Entre os que pretendem vacinar os filhos, 87% residem na Grande São Paulo e 81% no interior. Segundo o Seade, diz o governo, a intenção de proteger as crianças contra a covid está diretamente ligada à percepção sobre a importância da vacinação. O levantamento aponta que 99% dos que consideram a campanha importante pretendem vacinar os filhos.
A pesquisa aponta que a intenção de vacinar os filhos é maior entre as mulheres (89%) do que entre os homens (76%). Pais e mães com esquema vacinal completo contra a covid-19 também são maioria – 91% dos que já tomaram a dose de reforço – entre os que pretendem levar os filhos aos postos de vacinação.

A adesão também é maior entre pais e mães com filhos matriculados na rede pública de ensino e atinge 91%, enquanto que o índice fica em 78% dos responsáveis por crianças matriculadas em escolas e creches particulares.
A imunização da faixa tem sido um dos temas mais criticados pelo governo federal, que tentou dificultar a vacinação de crianças ao considerar a exigência de uma prescrição médica. Contra o tema, o presidente Jair Bolsonaro (PL) já reiterou que não vai vacinar sua filha, Laura, de 11 anos, contra a doença.

Nesta semana, devem chegar as primeiras doses do imunizante da Pfizer para esse grupo etário.

Moradores do DF buscam atendimento médico em cidades Goianas do Entorno, Upas Lotadas.

Em Novo Gama o prefeito Carlinhos do Mangão chegou a responder nossa equipe de reportagem que “ O SUS é o sistema único de saúde, por que não atender, só porque o título de eleitor não é de Novo Gama, claro que com o aumento na procura de atendimento nas cidades do entorno consequentemente teremos UPAS lotadas, há espera será maior para ser atendido, vale ressaltar a importância de ter um pouco mais de paciência para o atendimento e depois não sair falando que nossas unidades hospitalares esta deixando a desejar, se observar, irá perceber que não temos ainda, digo ainda por que iremos ter, um hospital do tamanho do Hospital de Santa Maria (HRSM) ou Hospital Regional do Gama (HRG), mas temos nosso pronto socorro 24 hs  que comparado aos hospitais do DF é pequeno, mas atende a comunidade em geral,” disse o prefeito de Novo Gama.

PROCURA NO ATENDIMENTO

Moradores do DF que procuram atendimento no entorno com sintomas do H3N2 chega a informar durante o cadastro que profissionais dos Hospitais indicam atendimentos no Goiás, na procura do atendimento procuram as cidades mas próximas; Novo Gama e Luziânia-GO, Ocidental é Valparaíso de Goiás, no entorno sul são as mais procuradas conforme informou a Secretária de Saúde de Novo Gama.

Segundo a secretaria de saúde, as unidades de pronto atendimento de Novo Gama registraram o crescimento de 50% na demanda de dezembro 2021 e nos primeiros dias de janeiro 2022 em relação ao ano passado

Um levantamento feito nos prontuários (DOCUMENTO RESTRITO) ficou confirmado a alta procura nas cidades goianas por moradores do DF com gripe, sua transmissão é através de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, após a pessoa contaminada tossir, espirrar ou até falar.

SINTOMAS

Seus sintomas geralmente aparecem de forma repentina, com febre, vermelhidão no rosto, dores no corpo e cansaço. Entre o segundo e o quarto dia, os sintomas do corpo tendem a diminuir enquanto os sintomas respiratórios aumentam, aparecendo com frequência uma tosse seca.

Fonte : Radar Valparaíso

Covid-19: doses da vacina para crianças serão aplicadas no intervalo de 8 semanas

Covid-19: doses da vacina para crianças serão aplicadas no intervalo de 8 semanas

Ministério da Saúde recua e não cobrará receita para a imunização nessa faixa etária. Doses devem começar a ser aplicadas neste .

O Ministério da Saúde recuou da exigência de prescrição médica e autorizou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. De acordo com a pasta, as duas doses devem ser aplicadas no intervalo de oito semanas, superior aos 21 dias especificados na bula do imunizante da Pfizer, o único liberado até agora para essa faixa etária. Segundo a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite Melo, o maior período de intervalo provoca uma resposta imunológica melhor e previne — as raras — reações adversas.

Conforme informações do ministério, o primeiro lote de vacinas, com 1,248 milhão de doses, chegará ao Brasil no próximo dia 13. A intenção é de que a distribuição aos estados comece no dia seguinte. Até o fim do mês, o país receberá 3,7 milhões de unidades.
A pasta, no entanto, não anunciou a data do início da imunização. Pelo cronograma, o atendimento será em ordem decrescente, ou seja, de crianças mais velhas para as mais novas. A prioridade será para as que têm comorbidades ou deficiências permanentes. De acordo com estimativa do governo, há 20 milhões de crianças nessa faixa etária.

Mesmo não exigindo a prescrição, o ministério orienta que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização. A única obrigatoriedade será a presença de pais ou responsáveis no momento da vacinação, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso outra pessoa conduza a criança para o posto de vacinação, terá de portar uma carta do responsável legal autorizando a aplicação da dose.
“Não é o grupo que tem maior mortalidade, mas toda a vida é importante, principalmente das nossas crianças”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o anúncio

Dispensar a prescrição médica vai ao encontro do que era defendido pelos conselhos nacionais de secretarias estaduais de saúde (Conass) e secretarias municipais de saúde (Conasems), além da maioria dos que participaram de consulta pública aberta pela pasta.
A vacina da Pfizer destinada a crianças de 5 a 11 anos é diferentes da aplicada em adulto, conforme enfatizou Queiroga. “Essa faixa etária merece uma ênfase especial, até porque esse público precisa ser atendido por vacina específica. E essa tem dosagem equivalente a 1/3 da vacina aplicada nos adultos”, destacou. “Isso foi testado em ensaios clínicos e logrou sucesso em agências sanitárias respeitáveis a exemplo do FDA (Food and Drug Administration — dos Estados Unidos), a exemplo da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e, agora, a Anvisa atestou a segurança regulatória”, acrescentou.

A autorização de vacinação para crianças ocorre em meio à resistência do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados à imunização dessa faixa etária. Antes de liberar, o ministério criou mecanismos que postergaram a decisão sobre a aplicação dos imunizantes, com a criação de consulta e audiência pública sobre o tema, que já havia sido autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 16 de dezembro e chancelado por especialistas e pela experiência internacional.
Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas que participou da consulta pública foi contrária à obrigatoriedade de prescrição. (Com Agência Estado)

 

 

 

 

 

EUA batem recorde mundial com mais de 1 milhão de casos diários de covid-19

  • EUA batem recorde mundial com mais de 1 milhão de casos diários de covid-19

No momento em que a variante ômicron atinge fortemente o país, a universidade também registrou 1.688 mortes em 24 horas

Os Estados Unidos registraram mais de um milhão de casos de coronavírus nas últimas 24h, um número diário que ainda não havia sido relatado em nenhum lugar do mundo durante a pandemia, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins.

Concretamente, o país registrou 1.080.211 novos casos em 3 de janeiro.
No momento em que a variante ômicron atinge fortemente o país, a universidade também registrou 1.688 mortes em 24 horas, um dia depois do dr. Anthony Fauci, principal assessor do governo nesta pandemia, declarar que o aumento de casos de covid-19 nos Estados Unidos é “quase vertical”.
A variante ômicron, a mais contagiosa até agora, representou cerca de 59% dos positivos registrados nos Estados Unidos na semana que terminou em 25 de dezembro, segundo dados do governo.
Fauci disse que o caso da África do Sul, onde esta variante foi detectada pela primeira vez no final de novembro e os casos dispararam ao mesmo ritmo que diminuíram em questão de semanas, dava certa esperança.

As taxas de mortalidade e hospitalizações nos Estados Unidos foram muito menores nesta onda do que nas anteriores.
O país registrou 9.382 mortes de covid-19 nos últimos sete dias, 10% a menos que na semana anterior.
Nos últimos sete dias, o país registrou 3,4 milhões de casos, uma média de 486.000 por dia, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.
O recorde anterior de casos diários nos Estados Unidos era de 258.000, alcançado na semana de 5 a 11 de janeiro de 2021.

 

Governo deve receber 3,7 mi de vacinas da Pfizer para crianças ainda em janeiro

Dados do IBGE mostram que o Brasil tem 20,5 milhões crianças entre 5 e 11 anos, ou seja, haveria como aplicar a primeira dose em toda essa faixa etária até março

O Brasil deve receber 3,7 milhões de vacinas infantis da Pfizer contra a covid-19 no mês de janeiro. Até o fim do primeiro trimestre, 20 milhões de doses chegarão ao País, no total, de acordo com fontes do governo ouvidas pelo Estadão/Broadcast.

Dados do IBGE mostram que o Brasil tem 20,5 milhões crianças entre 5 e 11 anos, ou seja, haveria como aplicar a primeira dose em toda essa faixa etária até março. Já a quantidade a ser recebida em janeiro seria suficiente para imunizar, por exemplo, todas as crianças de 11 anos (2,8 milhões, segundo o instituto).
Apesar de haver uma audiência pública marcada para amanhã para discutir o tema, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira, 3, que a vacinação deve começar na segunda quinzena deste mês.
Segundo o Estadão/Broadcast apurou, a ideia é dar a primeira dose nesse intervalo e a segunda no segundo trimestre, quando uma nova remessa de 20 milhões de unidades do imunizante deve ser recebida.
A vacina para crianças tem dose menor do que a de adulto, cerca de 1/3, e é fornecida em frascos diferenciados. A vacinação deverá ser feita seguindo, inicialmente, critérios de comorbidade e, em seguida, de idade, do maior para o mais novo.

A primeira remessa, com 1,248 milhão de doses, deve chegar ao País no dia 13 de janeiro. Mais 1,248 milhões de unidades são esperadas para 20 de janeiro e outras cerca de 1,2 milhão até o fim do mês.
Em novembro, o Estadão/Broadcast antecipou que o governo negociava essa quantidade de imunizantes para a faixa etária, já se antevendo a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O fornecimento foi incluído em um contrato já assinado com a Pfizer e condicionado, à época, à aprovação da agência.
O tema, no entanto, enfrenta resistência do presidente Jair Bolsonaro e de apoiadores, o que levou o Ministério da Saúde a criar empecilhos, como uma consulta pública e a audiência marcada para amanhã.
Queiroga hoje chegou a dizer que o Brasil será “um dos primeiros países a distribuir a vacina para crianças que os pais desejem fazer”. A vacinação contra a covid-19 em crianças, porém, já está permitida em pelo menos 31 países de quatro continentes. O imunizante já começou a ser aplicado em países como Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Chile, China e Colômbia.

Na sexta-feira, 31, o Ministério da Saúde afirmou em nota que sua recomendação é “pela inclusão da vacinação em crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização das Vacinas Contra a covid-19”.
“No dia 5 de janeiro, após ouvir a sociedade, a pasta formalizará sua decisão e, mantida a recomendação, a imunização desta faixa etária deve iniciar ainda em janeiro”, informou a pasta.
A aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos está autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro. O Ministério da Saúde, no entanto, ainda não anunciou publicamente um cronograma para a imunização deste público até o momento.
Antes do Natal, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou o prazo para o governo federal se manifestar sobre a atualização do Programa Nacional de Imunização (PNI) para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a covid antes da volta às aulas no primeiro semestre de 2022. A resposta poderá ser enviada até quarta-feira, 5 – o período inicial era de 48 horas.
Em meio à indefinição do cronograma da vacinação das crianças, o Ministério da Saúde criou uma consulta pública para manifestação da sociedade civil sobre a imunização na faixa etária dos 5 aos 11 anos. O instrumento, criticado por especialistas, foi fechado neste domingo, 2.
A Saúde realiza nesta terça-feira, 4, uma audiência pública sobre o tema. Representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) participarão da reunião.
A vacinação das crianças é um tema que enfrenta dura resistência do presidente Jair Bolsonaro e de sua base ideológica. Bolsonaro entrou em conflito com técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após dizer que divulgaria os nomes dos servidores que autorizaram a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos.
O presidente afirmou também que as mortes de crianças por covid não justificam a adoção de uma vacina contra a doença e informou que não vai imunizar sua filha Laura, de 11 anos.
Início das aulas
Especialistas alertam que as crianças deveriam ser vacinadas antes do início do ano escolar, mas revelam apreensão com o prazo curto – na maioria dos Estados, as aulas presenciais começam em fevereiro. Com isso, na visão dos epidemiologistas, as crianças vão voltar às aulas apenas com a primeira dose aplicada, ou seja, sem a imunização completa.

“Dá para iniciar a vacinação, mas será muito difícil conseguir vacinar todas, pois são cerca de 20 milhões de crianças, lembrando que a proteção ideal é feita com duas doses com intervalo mínimo de 21 dias”, lembra a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde de 2011 até 2019.
Ethel Maciel, epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), concorda. “As crianças vão conseguir tomar apenas a primeira dose. Nós deveríamos ter iniciado a campanha em dezembro”, opina.
As crianças vão voltar às aulas sem a imunização completa mesmo que o processo seja rápido, como explica o infectologista Julio Croda. “Após a chegada das vacinas, a logística de distribuição para os Estados e daí para os municípios leva uma semana. Esse seria o prazo para começar a vacinar as crianças”, diz o professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). “Vamos começar a vaciná-las, mas vai ser bem difícil concluir o processo”, opina.
Além do prazo apertado, os especialistas mostram preocupação com a falta de uma campanha de mobilização. Para Carla Domingues, distribuir as vacinas e esperar a demanda espontânea da população não são ações suficientes. “A gente não tem uma comunicação forte do governo falando que são vacinas seguras e eficazes. Por outro lado, existem fake news que propagam a não vacinação. Isso também tem de ser avaliado no impacto da vacinação nas crianças”, alerta.
Julio Croda usa a expressão “desafio da comunicação” para argumentar que as medidas propostas pelo governo federal, como a necessidade de consentimento da mãe e do pai e de prescrição médica são empecilhos para a vacinação. “Isso não foi exigido para nenhuma vacina do PNI (Programa Nacional de Imunizações).
Também não foi necessário para vacinar os adolescentes contra covid, considerando que são menores de idade. Isso vai dificultar o acesso”, prevê.

Número de casos de influenza sobe para oito no Distrito Federal

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) divulgou, nesta segunda-feira (3/1), um aumento no número de casos confirmados da gripe H3N2. Até o momento, a capital do país registrou oito casos do vírus causador da influenza, sendo três de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmados, como influenza A H3N2, e cinco não subtipados.

Desse total, cinco pessoas precisaram de internação hospitalar. Segundo a pasta da Saúde, o número de casos da doença tem se mantido dentro do esperado.

 

“A vigilância da influenza no Brasil e no Distrito Federal ocorre por meio do exame RTq-PCR de secreção de Swab nasofaríngeo para pesquisa do vírus, realizado em unidades sentinelas de Síndrome Gripal (SG) e nos casos hospitalizados por SRAG, que devem ser notificados no Sivep-Gripe”, explica a enfermeira Cleidiane Carvalho, da área técnica de influenza da Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar.

Testagem no DF

As amostras coletadas nos pacientes com quadro de SRAG hospitalizados na rede pública do DF são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Alguns hospitais da rede particular também fazem o exame, ou podem encaminhar as amostras para processamento no Lacen.
O DF conta com oito unidades que realizam a testagem por amostragem de casos com sintomas gripais, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde: UBS 2 Asa Norte, UBS 12 Ceilândia, UBS 1 Paranoá, UBS 5 Planaltina, UBS 12 Samambaia, UBS 1 Santa Maria, UPA Núcleo Bandeirante e Hospital Brasília.

De acordo com a SES, o tratamento para a influenza é o mesmo: muita hidratação, repouso e boa alimentação. O uso de fosfato de oseltamivir, mais conhecido como Tamiflu, é indicado somente para pacientes com casos clínicos agravados, quando orientados pelo médico. O medicamento é entregue nas unidades básicas de saúde mediante receita.

Campanha de vacinação

Os postos de saúde retomaram, nesta segunda-feira (3/1), a campanha de vacinação contra o vírus influenza. As doses estão disponíveis para toda a população acima de 6 meses. A imunização atingiu 90,99% da cobertura vacinal, segundo a Secretaria de Saúde. Até o momento, no entanto, os principais grupos prioritários não atingiram a meta de 90%.

A secretaria reforça que a vacinação é a forma mais eficaz para prevenir a infecção pelo vírus da influenza, causador da gripe. O imunizante garante proteção contra os vírus influenza A H1N1 e H3N2 e influenza B. De acordo com a pasta, o DF recebeu cerca de 1,1 milhão de vacinas.

 

 

Recorde mundial de casos de covid-19 por ômicron; OMS alerta para risco ‘ muito elevado’

Recorde mundial de casos de covid-19 por ômicron; OMS alerta para risco ‘ muito elevado’

A pandemia de covid-19 registrou um recorde de casos no mundo nos últimos sete dias, devido à variante ômicron, altamente contagiosa e que representa um risco “muito elevado”

A pandemia de covid-19 registrou um recorde de casos no mundo nos últimos sete dias, devido à variante ômicron, altamente contagiosa e que representa um risco “muito elevado”, aletrou nesta quarta-feira(29) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com 935.863 novos casos por dia em média na última semana,segundo o balanço da AFP elaborado com base em informações oficiais, o vírus circula, atualmente, a uma velocidade sem precedentes.
O número é consideravelmente maior que o recorde anterior, registrado entre 23 e 29 de abril, com 817.000 casos diários em média, e representa uma alta de 37% na comparação com a semana antecedente.

“O risco global relacionado com a nova variante de preocupação ômicron permanece muito elevado”, alertou a OMS em seu relatório epidemiológico semanal.
O documento destaca que o número de casos dobra a cada “dois a três dias”.

Segundo seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o “tsunami” criado pela circulação simultânea das variantes delta e ômicron está levando “os sistemas de saúde à beira do colapso”.
A maioria das novas infecções foi registrada na Europa, onde vários países anunciaram novos recordes históricos na terça-feira.

Novos recordes de casos

Na França, 208.000 novos casos de covid-19 foram registrados nas últimas 24 horas, não muito atrás dos Estados Unidos, onde na terça-feira foi registrada uma média semanal recorde de 265.427 casos diários, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.
A Dinamarca é hoje o país do mundo com mais casos novos em relação à sua população: superou nesta quarta-feira seu recorde absoluto ao registrar 23.228 novas infecções em 24 horas. A incidência dinamarquesa significa que mais de um em 60 habitantes apresentou resultado positivo na semana passada.

No Reino Unido, 130.000 casos adicionais foram relatados na terça-feira na Inglaterra e no País de Gales. Uma campanha massiva de vacinação de reforço já aplicou doses suplementares a 57% dos maiores de 12 anos. De acordo com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, 90% dos pacientes com covid-19 internados em terapia intensiva não receberam a terceira dose.
Na Espanha, onde quase 100 mil foram atingidos, o governo anunciou que na segunda-feira vai reduzir a quarentena de dez para sete dias para pessoas infectadas pela necessidade de encontrar um equilíbrio entre “saúde pública” e “crescimento econômico”, disse o presidente Pedro Sánchez.
O aumento de contágios chegou à América Latina e Caribe, onde a epidemia parecia estar em retrocesso há algumas semanas. No momento, os contágios se aceleram na região, que acumula 47 milhões de infecções e quase 1,6 milhão de mortes.
A propagação coincide com o aumento de casos da variante ômicron no Panamá, Colômbia, Chile, Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela, México, Cuba e Equador.

Na Argentina, os casos se multiplicaram por seis desde o início do mês.

Novas restrições

A variante ômicron parece provocar menos hospitalizações que a delta, até então dominante, de acordo com os primeiros estudos. Alguns cientistas destacam, contudo, que o maior número de contágios pode anular a vantagem de uma variante menos perigosa.
Com uma pandemia novamente em aceleração, os governos tentam encontrar um equilíbrio entre o controle da propagação e a contenção dos danos econômicos.
A Finlândia proibiu a entrada de viajantes estrangeiros não vacinados. Suécia, Dinamarca e Áustria exigem que os viajantes não residentes apresentem testes negativos e o comprovante de vacinação. A França limitará a validade do “passaporte sanitário” às pessoas vacinadas.

 

Além disso, o governo francês anunciou o recurso obrigatório do teletrabalho “sempre que possível” e o fechamento das casas noturnas por mais três semanas.
A Alemanha implementará novas restrições, incluindo a limitação das reuniões a dez pessoas entre vacinados, e a apenas duas, entre não vacinados, assim como o fechamento de casas noturnas e eventos esportivos sem a presença de torcedores.
A China, que enfrenta um foco epidêmico a 40 dias dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, determinou o confinamento de dezenas de milhares de pessoas na terça-feira. Depois que a cidade de Xi’an (norte) entrou em um “lockdown” rigoroso na semana passada, dezenas de milhares de residentes de um distrito da cidade de Yan’an, a 300 quilômetros de Xi’an, iniciaram o confinamento na terça-feira.
A pandemia de covid-19 provocou mais de 5,4 milhões de mortes no mundo desde dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais. A OMS acredita, no entanto, que o número real pode ser entre duas e três vezes superior a este total.

 

Desde o início da pandemia, mais de 282 milhões de casos foram registrados oficialmente.