Vacinação em Valparaíso de Goiás, saiba onde e quando ser imunizado

 

Campanha de imunização acontece de segunda a sábado.

A vacinação é a forma mais eficaz de frear a contaminação e o surgimento de novas variantes da Covid-19 (Novo Coronavírus). Por isso, é muito importante estar em dia com todas as doses da imunizante.
A terceira dose já pode ser aplicada na população geral para aqueles que são maiores de 18 anos, após 4 meses da 2ª dose, e para os imunocomprometidos de 12 a 17 anos de idade, 02 meses após a 2ª dose.
O Ginásio Poliesportivo do Jardim Oriente atende a faixa etária de 5 até os 17 anos e também os que possuem comorbidades.
Anote aí
Em Valparaíso a vacinação acontece de segunda a sexta-feira de 8h30 às 16h30 e no sábado de 8h30 às 13h.
Documentação
Para garantir a sua primeira, segunda ou terceira dose, não se esqueça de apresentar o documento de identidade, CPF, comprovante de residência e cartão de vacina.
Serviço:
Campanha de Vacinação contra Coronavírus
Local: Ginásio Poliesportivo do Jardim Oriente
Dias e horários: Segunda a sexta (8h30 às 16h30)/Sábado (8h30 ás 13h)

Fonte : Acessória de comunicação prefeitura Municipal Valparaíso de Goiás

Queiroga confirma dois casos da variante “deltacron” no Brasil

Queiroga confirma dois casos da variante “deltacron” no Brasil

Ministro da Saúde indicou que variante, que é conhecida como uma junção da delta com a ômicron, requer monitoramento

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta terça-feira (15/3), que o Brasil já tem dois casos da variante deltacron do novo coronavírus, sendo um no Amapá e outro no Pará. A variante, que é conhecida como uma junção das variantes já conhecidas delta e ômicron, não havia sido confirmada no país até o momento.

“Nosso serviço de vigilância genômica já identificou dois casos (da deltacron) no Brasil. Um no Amapá, outro no Pará. E nós monitoramos todos esses casos, isso é fruto do fortalecimento da capacidade de vigilância genômica no Brasil”, informou Queiroga aos jornalistas na entrada do ministério.
Apesar de indicar que a variante querer o monitoramento da pasta, o ministro disse que “as autoridades sanitárias estão aqui para, diante dessas situações, tranquilizar a população brasileira”.

 

“As medidas são as mesmas e, se eu tivesse que indicar uma medida, é a aplicação da dose de reforço. Aplicar a dose de reforço é importante”, ressaltou o ministro.
Na segunda-feira (14/3), o Ministério da Saúde informou que um levantamento realizado pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 (Secovid) apontou que apenas 37,81% do público acima de 18 anos, ou seja, 60,5 milhões de brasileiros, tomou a dose de reforço do imunizante contra a covid-19.

O reforço da vacina só é recomendado para o público adulto e é considerado fundamental para prevenir infecções, hospitalizações e óbitos pela doença.

Quarta dose da vacina contra covid-19 será necessária, diz CEO da Pfizer

Quarta dose da vacina contra covid-19 será necessária, diz CEO da Pfizer

Executivo da farmacêutica destacou que a vacina perde eficácia contra infecções com o tempo e, por isso, será necessário mais uma dose do imunizante

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse, neste domingo (13/3), que será necessário uma quarta dose da vacina contra a covid-19. Em entrevista ao programa Face The Nation, da TV americana CBS, Bourla explicou que apesar de a terceira dose ser bastante eficaz contra mortes e hospitalizações, ela ainda não consegue impedir infecções.

“A proteção que estamos recebendo da terceira dose é boa o suficiente. Na verdade, muito boa para diminuir hospitalizações e mortes, mas não é tão boa contra infecções”, afirmou. “Da maneira que vimos, é necessário uma quarta dose”, disse.
Bourla destacou que isso acende o alerta sobre a possibilidade de surgimento de variantes que eventualmente possam escapar da proteção oferecida pelas vacinas. “Muitas variantes estão surgindo e a ômicron foi a primeira a conseguir escapar, de maneira habilidosa, da proteção imunológica que estamos dando”, destacou.
Albert Bourla ainda afirmou que a farmacêutica está trabalhando na elaboração de uma vacina que combata todas as variantes e que tenha eficácia de pelo menos um ano. “Estamos trabalhando de forma diligente nisso, não só para fazer uma vacina que atue contra todas as variantes, incluindo a ômicron, mas também que garanta proteção por pelo menos um ano”, disse.
No Brasil, imunossuprimidos com mais de 12 anos estão autorizados a tomar a quarta dose da vacina desde fevereiro. Entram nesse grupo transplantados, pessoas que vivem com HIV, em tratamento para câncer ou que usam medicamentos imunossupressores. Todos os maiores de 18 anos devem tomar a terceira dose ou o reforço.

 

Paciente transplantado com coração de porco morre dois meses após procedimento

Paciente transplantado com coração de porco morre dois meses após procedimento

O americano Daivid Bennett, de 57 anos, recebeu transplante inédito; não se sabe se o corpo rejeitou o órgão

 

Morreu na tarde da última terça-feira (8/3), no Centro Médico da Universidade de Maryland, o primeiro humano a substituir um coração defeituoso por um de porco geneticamente modificado em uma operação inovadora. Ele faleceu dois meses após o transplante.

 

  1. David Bennett tinha 57 anos e morava em Maryland, nos Estados Unidos. Ele era portador de doença cardíaca grave e concordou em receber o coração experimental de porco após ser rejeitado em várias listas de espera para receber um coração humano.
    Ainda não se sabe se o corpo de Bennet rejeitou o órgão estranho. “Não havia nenhuma causa óbvia identificada no momento de sua morte”, disse uma porta-voz do hospital.
    Servidores do hospital afirmaram não poder comentar mais sobre a causa da morte, porque os médicos ainda não realizaram um exame completo. Eles planejam publicar os resultados em uma revista científica revisada por pares.
    Bartley Griffith, o cirurgião responsável pelo transplante, disse que a equipe do hospital ficou “devastada” com a perda de Bennett. “Ele provou ser um paciente corajoso e nobre que lutou até o fim”, disse o médico. “O senhor Bennett tornou-se conhecido por milhões de pessoas em todo o mundo por sua coragem e firme vontade de viver”, completou Griffith.

Butantan: estudos em vacina única contra gripe e covid têm bons resultados

Testes preliminares mostraram que o imunizante produz anticorpos tanto contra o vírus da gripe quanto contra o coronavírus

Após assinar um novo contrato com o Ministério da Saúde para a venda de 10 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 CoronaVac, o Instituto Butantan confirmou que entregará o montante ao governo federal nesta quinta-feira (17/2). As vacinas foram compradas pela pasta para agilizar vacinação infantil em todo o país.

 

Nós entregaremos a totalidade das 10 milhões de doses que já saem amanhã (17) para os depósitos do Ministério da Saúde. O contrato foi assinado e, portanto, a liberação será imediata. Neste momento, estamos nos preparando para fazer esta entrega amanhã de manhã”, explicou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.
A aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes a partir de 6 anos de idade (não imunocomprometidas) foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro. A partir do aval do órgão regulador, o Ministério da Saúde incorporou o imunizante na campanha de vacinação de crianças e adolescentes. Na terça (15), a pasta oficializou a compra dos 10 milhões de unidades.
Segundo a pasta, além das novas doses, outros 105 milhões foram adquiridos e distribuídos pelo governo federal. No Brasil, a vacina é produzida pelo Butantan em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac.
Na semana passada, o Ministério da Saúde também assinou com a Pfizer um novo contrato para aquisição de mais 2 milhões de doses da vacina pediátrica da farmacêutica. Com a adição das unidades, a pasta já adquiriu 22 milhões de imunizantes da Pfizer destinados ao público pediátrico de 5 a 11 anos.

Ritmo lento

Até o momento, a campanha de vacinação infantil brasileira contra a covid-19 conseguiu atingir apenas 4,3 milhões de crianças. Isso significa que o Brasil imunizou apenas 20% do público-alvo — jovens de 5 a 11 anos — um mês após o início da aplicação. O Ministério da Saúde almeja vacinar 20 milhões deste público.
No último final de semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediu aos pais e responsáveis que levem as crianças para tomar o imunizante. O pedido foi feito durante um ato de vacinação infantil contra a covid-19 em Maceió (AL).

Covid, influenza ou dengue? Confira como diferenciar os sintomas

 

Especialista alerta para importância do diagnóstico correto, uma vez que os sintomas de cada uma devem ser controlados de maneira diferente

No início do ano, tradicionalmente, os casos de dengue aumentam por conta das condições ambientais. Neste 2022, os vírus da dengue, da influenza e a subvariante Ômicron do coronavírus estão presentes no cenário epidemiológico brasileiro.

As infecções provocadas pelos três vírus têm alguns sintomas parecidos e podem confundir as pessoas. De acordo com o infectologista Fernando de Oliveira, médico do Hospital Santa Catarina – Paulista, os sintomas comuns às três doenças são: dor no corpo, fadiga e febre.

“Essas enfermidades apresentam sintomas parecidos e, muitas vezes, os quadros são leves e autolimitados, o mais importante é evitar a automedicação e monitorar os sinais no corpo nas primeiras 48h”, comenta o infectologista.

Prevenção

Para a dengue, a prevenção é feita com o controle da proliferação de mosquitos, evitando o acúmulo de água parada, com a retirada de materiais como garrafas PET, latas e pneus de áreas externas. Além disso, é recomendado utilizar repelentes à base de DEET, Icaridina e IR 3535.

Já para a influenza e Covid-19, as medidas de prevenção estão relacionadas aos hábitos de higiene das mãos, ao uso de máscaras com a cobertura total do nariz e da boca e ao distanciamento social. Ademais, a vacina para as duas doenças respiratórias ajuda a prevenir complicações mais graves decorrentes dos quadros.

Principais sintomas

Influenza: febre, dor de garganta, calafrios, perda de apetite, irritação nos olhos, vômito, tosse, dores no corpo, dor de cabeça e diarreia.
Covid-19: febre, espirro, fadiga, dor de garganta, coriza, dores no corpo, dor de cabeça, falta de ar, diarreia, vômito, perda do olfato ou paladar, calafrios e perda de apetite.

Dengue: febre, náuseas, vômito, manchas na pele, dores no corpo, dor nas articulações, dor de cabeça, fraqueza, dor nos olhos e manchas no corpo.

Diferenças entre as doenças

A dengue costuma causar dor atrás dos olhos e aparecimento de manchas pelo corpo, enquanto a influenza e a Covid-19 causam complicações respiratórias, como dor de garganta, coriza e tosse. No entanto, em algumas situações, apenas exames laboratoriais podem dar o diagnóstico final.

Quando procurar atendimento médico?

Recomenda-se procurar atendimento médico na presença de sinais de piora, como dificuldade para respirar, aumento dos batimentos cardíacos, febre constante, presença de sangramentos, sonolência excessiva, vômitos frequentes e dores abdominais contínuas.

“É importante ficar atento a esses sinais, especialmente para as pessoas que têm risco de evoluir de forma grave ou possuem algumas comorbidades, idade avançada, gestantes e portadores de condições imunocomprometidas como câncer e transplantes”, alerta o infectologista.

Tratamentos

Não existe um tratamento único para estas doenças, mas medicamentos como antitérmicos, analgésicos e anti-histamínicos são utilizados para amenizar os sintomas.

Para os casos de Covid-19 e influenza, não é recomendado o uso frequente de corticoides e, para dengue, anti-inflamatórios são desaconselhados.
Além da ingestão de líquidos, o repouso é fundamental na recuperação do paciente – que não deve tomar medicamentos sem prescrição médica.
Para tranquilizar a população, o especialista reforça o aviso de que não existe contraindicação da vacina de Covid-19 para os indivíduos que tiveram dengue e, apesar de improvável, existe a possibilidade de contrair Covid, influenza e dengue ao mesmo tempo.

 

 

Após sete semanas em alta, número de mortes causadas pela Covid-19 volta a cair no Brasil

Gráfico que mostra a quantidade de casos está na descendente desde o início de fevereiro, um sinal de que a terceira onda, impulsionada pela Ômicron, está perdendo força

Brasil repete o que se viu no mundo: mortes caem semanas após redução de casos

Após quedas seguidas no número de casos de Covid-19 registrados no Brasil, a semana encerrada no sábado (19) mostrou que as mortes, enfim, começaram a perder força.
Segundo o painel de acompanhamento da pandemia do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), caiu 7% a quantidade de óbitos entre os períodos de 6 a 12 de fevereiro (6.246) e 13 a 19 do mesmo mês (5.832).
Foi a primeira redução em sete semanas, desde o intervalo entre 19 e 25 de dezembro de 2021, quando o número de mortes passou de 670 para 681.
A terceira onda da pandemia de Covid-19 no país foi motivada pela variante Ômicron, que se alastra mais facilmente, mas que mata na maior parte das vezes pessoas que não se vacinaram.
Como o número de imunizados no Brasil é alto – acima de 70% da população já tomou duas doses ou a aplicação única da Johnson –, a Ômicron, diziam os especialistas, fatalmente faria subir o número de casos, mas o de óbitos não acompanharia essa escalada na mesma proporção.
Como ocorre em vários países do mundo, principalmente os da Europa, ambos os dados (casos e mortes) também teriam prazo de duração curto por causa da imunidade atingida por meio das vacinas ou da doença.
Na comparação das duas últimas semanas, voltou a diminuir o total de casos. Entre 6 e 12 de fevereiro foram 952.470. Nos sete dias seguintes, 741.884 (22% menos).
Em três semanas, a quantidade de doentes desabou 44%. Entre 23 e 29 de janeiro, as 27 unidades da Federação somaram 1.305.447 testes positivos, o auge do número de infecções desde o início da pandemia no Brasil.

Médica brasileira em Israel: “Maioria dos pacientes graves não se vacinou”

 

Com o avanço da variante ômicron, o país chegou a ter mais de 100 mil novos casos e 90 mortes registradas num único dia, entre o final de janeiro e o início de fevereiro deste ano

Israel passa por seu pior momento desde que a pandemia de covid-19 começou: com o avanço da variante ômicron, o país chegou a ter mais de 100 mil novos casos e 90 mortes registradas num único dia, entre o final de janeiro e o início de fevereiro deste ano.
Nas ondas anteriores, os números mais elevados tinham sido de 11 mil novas infecções (em setembro de 2021) e 64 mortes (em janeiro de 2021) em 24 horas. Os dados são do Our World In Data, site que compila estatísticas sobre a pandemia.

Mas o que explica esse cenário na nação que teve uma das campanhas de vacinação contra a covid-19 pioneiras e mais bem-sucedidas?
Para a médica brasileira Julie Schleifer, que atua na linha de frente em Israel desde o início da pandemia, a atual situação do país pode ser explicada por uma série de fatores, a começar pela parcela da população que ainda não completou o esquema vacinal — dos pouco mais de 9,2 milhões de cidadãos israelenses, 5,1 milhões tomaram as três doses.
“Pelo que observamos na prática e nos dados oficiais, a grande maioria dos pacientes graves não estão vacinados”, relata.
Em conversa com a BBC News Brasil, Schleifer relata sua experiência ao longo desses últimos dois anos e lista os aprendizados obtidos durante a pandemia.

Experiência inesperada

A médica brasileira, de 41 anos, conta que teve contato com um paciente que estava com covid logo no início da pandemia, lá em março de 2020.
“Com isso, precisei ficar em isolamento imediatamente, pois nem existiam muitos exames à disposição”, diz.
“Como tinha acesso a um computador no meu quarto, uma das diretoras do local onde trabalho pediu que eu fizesse o monitoramento remoto das pessoas com covid, que à época eram isoladas em hotéis. Imagina, naquele início víamos 150 pacientes e achávamos um absurdo”, lembra.

Schleifer trabalha para a Clalit Health Services, um dos quatro “planos de saúde” disponíveis em Israel. No país, todos os cidadãos são obrigados a ter um seguro médico.
A Clalit atende cerca de 4,5 milhões de pessoas, praticamente metade da população israelense, informa a especialista.
“Essa primeira tarefa, de entrar em contato com os pacientes, fez com que eu desenvolvesse uma experiência com a covid que poucos profissionais tinham naquele momento”, relata.
Com isso, a brasileira virou uma das diretoras da resposta à pandemia da empresa. Ela supervisiona a porção norte de Israel, uma das oito zonas em que os serviços de saúde são divididos no país.
Ela e sua equipe acompanham cerca de 800 mil indivíduos, numa faixa territorial que abrange a cidade de Tel Aviv e chega até as cercanias de Haifa.
“Nós fazemos ligações telefônicas, conferimos as informações dos pacientes com covid, vemos se eles precisam de algum antiviral, se podem receber alta…”, exemplifica.

Um tsunami causado pela ômicron

Para Schleifer, os últimos dois anos comprovaram que a covid pode sempre surpreender.
“Parece que o coronavírus traz uma nova surpresa. A cada onda, descobrimos algo novo, que não tínhamos visto até então”, destaca.
A exemplo do que ocorre em várias partes do planeta, Israel também foi afetado pela variante ômicron. Os números de casos, hospitalizações e óbitos registrados recentemente ultrapassam, de longe, o que ocorreu em outros períodos de crise por lá, especialmente nos meses de setembro de 2020 e janeiro de 2021.

 

“Quando surgiram as primeiras notícias da ômicron e se especulava sobre a possibilidade de termos 80 mil infectados por dia, pensávamos que era impossível atingir um número tão alto”, conta a médica.
“Pois passamos dos 100 mil novos casos diários no final de janeiro.”
“E devemos considerar que Israel é um país relativamente pequeno. Portanto, ter mais de 70 mil diagnósticos diários representa um desafio para o sistema de saúde, mesmo que uma proporção menor dos pacientes tenha complicações”, complementa.
A partir de fevereiro, os registros de novas infecções voltaram a cair — no dia 2/2, foram feitos 62 mil diagnósticos de covid em Israel.
O mesmo efeito, porém, ainda não foi observado nas mortes pela doença, que continuam a subir, ainda que a taxa de óbitos em relação ao número de novos casos seja proporcionalmente menor do que ocorreu nas ondas anteriores.

Israel, inclusive, chegou a figurar entre os países com a maior mortalidade por milhão de habitantes nessas primeiras semanas de 2022.
“Sabemos que há um descompasso de alguns dias nas curvas de casos e mortes. Esperamos, portanto, que os óbitos comecem a diminuir em breve”, analisa a especialista.

O poderio das vacinas

Schleifer aponta que o estrago só não foi maior graças à vacinação contra a covid. E isso fica claro quando ela cita os dados oficiais do Ministério da Saúde de Israel.
“Em pessoas com mais de 60 anos, temos 375 pacientes graves que não se vacinaram a cada 100 mil habitantes. Entre os vacinados, esse número cai para 31 pacientes por 100 mil”, calcula a médica.
Ou seja: na população mais velha de Israel, o risco de complicações pela covid é 12 vezes mais alto entre quem não tomou as três doses do imunizante.
“Já naqueles com menos de 60 anos, essa taxa fica em 5 pacientes por 100 mil entre não vacinados e 1,5 entre os vacinados”, completa.
Embora Israel tenha sido pioneiro na distribuição e na aplicação dos imunizantes contra a covid, e inclusive liderou as discussões sobre a necessidade de uma terceira dose, os números de novos vacinados cresceram mais lentamente no segundo semestre de 2021 e no início de 2022.
Para ter ideia, 62% dos israelenses tinham recebido ao menos uma dose em julho do ano passado. Agora em fevereiro, esse índice está em 72%.

A médica brasileira avalia que o país deveria ter feito campanhas de comunicação mais direcionadas e adaptadas a algumas parcelas da população.
“Nós vemos que algumas pessoas são mais resistentes às vacinas e outras camadas tiveram uma alta taxa de contaminação logo no início da pandemia, como os judeus ultraortodoxos”, cita.
“Outro dia estava conversando com um médico árabe e ele me relatou que, dentro da comunidade, existe uma hierarquia familiar que respeita muito a decisão de avôs e avós. Portanto, se os mais velhos resolvem não se vacinar, ninguém abaixo deles naquela família vai tomar as doses”, continua.
“Seria interessante ter campanhas mais dirigidas, para tirar as dúvidas que cada um desses grupos apresenta”, sugere.

Perspectivas e aprendizados

A médica brasileira conta que as demais medidas restritivas, como a proibição de aglomerações e o uso de máscaras, estão em discussão atualmente em Israel.
“Temos o green pass, que é válido para quem tomou a terceira dose ou teve covid e se recuperou. Esse documento é exigido para entrar em muitos lugares, como restaurantes e shoppings. Também se recomenda o uso de máscaras em locais fechados”, conta.
“Mas agora, com tanta gente infectada pela segunda vez, o green pass parece perder um pouco de sentido, mas ainda não há uma decisão se ele será mantido ou abandonado.”

Schleifer vê outra mudança significativa que começou a acontecer recentemente: muitos pacientes com covid que antes precisavam ficar em hospitais agora são tratados em casa, com monitoramento à distância.
“O sistema de saúde de Israel conseguiu se estruturar para deixar o paciente em sua comunidade. Ele fica internado em casa, mas sob os cuidados de médicos e enfermeiras, que fazem o acompanhamento pela internet”, detalha.
“Isso foi uma solução para não sobrecarregar ainda mais os hospitais.”
Com tantas alterações no conhecimento sobre a doença e nas formas de prevenção e tratamento, a médica brasileira torce para que a evolução natural do vírus faça com que ele fique menos perigoso num futuro próximo.
“Espero que a gente não seja surpreendido com uma nova variante do coronavírus ainda mais perigosa e contagiosa”, conta.
“Mas essa pandemia nos mostrou que precisamos ser flexíveis e dinâmicos, especialmente quando o assunto é saúde e educação. Pode ser necessário mudar os planos, adaptar e criar novas condições de acordo com a realidade.”
“A covid nos pregou um baita susto e espero que a gente aprenda com todos os erros para estarmos melhor preparados para a próxima crise de saúde que aparecer”, finaliza.

 

 

 

 

 

 

Covid-19: DF encerra domingo com 100% na ocupação de leitos de UTI para adultos

Covid-19: DF encerra domingo com 100% na ocupação de leitos de UTI para adultos

De acordo com o portal InfoSaúde, da Secretaria de Saúde do DF, não há nenhum leito disponível para adultos na rede pública

Após atingir a ocupação máxima de leitos de UTI (neonatal, pediátrico e adulto) na sexta-feira (4/2), o DF voltou a ter ocupação máxima em leitos de UTI para adultos (100%) neste domingo (6/1). De acordo com o portal InfoSaúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), há ainda 38 pessoas esperando por um leito de UTI na fila.

 

Segundo a pasta, em última atualização às 19h25 de domingo (6/1), dos 117 leitos disponibilizados para covid-19, sejam eles para adultos, pediátricos e neonatal, há apenas seis vagos (quatro pediátricos e dois neonatal). De todas as unidades públicas do GDF para saúde, portanto, não há nenhum leito disponível para adultos. Na rede privada, dos 149 leitos, 125 estão ocupados, sendo 22 leitos disponíveis para adultos e um para pediátrico. O DF não divulga o balanço da evolução de número de casos e óbitos por covid-19 nos fins de semana.

Curto circuito em hospital

O Hospital do Gama, que aguarda a liberação de nove leitos de UTI para covid-19, passou por um curto circuito na madrugada de sábado (5/1). Segundo a pasta de saúde, a parede da sala de espera do setor de radiologia do hospital causou um ínicio de fumaça, mas sem ocorrência de fogo. A secretaria reiterou que não houve necessidade de remanejamento de pacientes ou interrupção no atendimento no hospital. A sala de radiologia passará por uma perícia e posteriormente reparo e manutenção.

Covid-19:Procurador vê indícios de superfaturamento de contrato da prefeitura de Valparaíso com firma investigada

 

O Procurador de Contas, Regis Gonçalves Leite, representou contra o governo de Valparaíso de Goiás, que tem como chefe prefeito Pábio Mossoró (MDB), de Valparaíso de Goiás, denúncia de suposto superfaturamento na compra dos insumos para combate à Covid-19.

Por População Ativa

01/02/2022 às 11h36

 

O que chama a atenção é que os contratos feitos com preços abusivos, foram celebrados com dispensa de licitação e provavelmente foi pago com os 30 milhões enviados para o combate a Covid-19.

A empresa é uma velha conhecida do MP e já foi alvo de outras operações em outras cidades como Formosa. Segundo relatório, os indícios foram encontrados nas compras de medicamentos.

Ante o exposto, este Ministério Público de Contas, faz as primeiras colocações exigências de penalidades ao gestor de Valparaiso Mossoró que sejam requisitado, no prazo regimental, sob pena de multa, ao Prefeito do Município de Valparaíso de Goiás, senhor Pabio Correia Lopes, e à responsável pelo controle interno municipal, senhora Luci Oliveira da Silva Carvalho, a apresentação de toda a documentação relativa às dispensas de licitação e aos respectivos contratos nos
400.758/2020 e 400.760/2020, celebrados com a empresa Pro-Saúde Distribuidora de
Medicamentos EIRELI-ME, bem como aos contratos nos 400.759/2020 e 400.809/2020,
celebrados com a empresa Doctormed Equipamentos e Produtos Hospitalares LTDA; de imediato com urgência e prioridade que também seja conferido prazo ao Prefeito e à ex-secretária Municipal de Saúde, Alyane Teixeira Ribeiro Oliveira, agora chefe de gabinete do prefeito para que justifiquem os preços fixados nos contratos retrocitados.

Ainda o Procurador de Contas dos Municípios destaca que a contratação direta, com a prática, injustificada, de preços superiores aos verificados no mercado, montante estimado por este Parquet na ordem de R$ 149.450,00 (cento e quarenta e nove mil, quatrocentos e cinquenta reais), pode caracterizar a inobservância das formalidades legais para a dispensa de licitação, bem como a prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo ou antieconômico, infrações puníveis com multa (art. 47-A, VIII e XXI, da LOTCM), sem prejuízo de demais sanções legais e da necessária reposição das quantias pagas a maior.
Pede deferimento ao TCM.

Segundo Regis Gonçalves Leite, os itens analisados totalizam a quantia de R$ 602.400,00 (seiscentos e dois mil e quatrocentos reais), conforme os preços e quantidades descritos nos contratos.
Da citada quantia, levantamento feito por ele apurou-se uma parcela de possível sobrepreço no valor de R$ 149.450,00 (cento e quarenta e nove mil, quatrocentos e cinquenta reais), ele alega tomando-se como parâmetros a média ponderada de preços apresentada pelo BPS e a mediana dos preços constante do Painel de Preços do Ministério da Economia, considerando-se apenas as contratações públicas realizadas durante o período da pandemia do Covid-19.

Relatos do levantamento, Ministério Público de Contas, diz que evidencia a prática de preços superiores aos de mercado, a aquisição
do medicamento Giclazida 60MG, contratado pelo Município pelo valor unitário de R$ 3,73 (três reais e setenta e três centavos), ao passo que o maior preço unitário, para o mesmo item, listado pelo BPS, foi de R$ 1,86 (um real e oitenta e seis centavos), enquanto a mediana de preços do Painel de Preços do Ministério da Economia é de R$ 1,56 (um real e cinquenta e seis centavos).Do mesmo modo, o medicamento amitriptilina (Cloridrato) 25 MG foi adquirido pelo Município pelo preço unitário de R$ 0,21 (vinte e um centavos), valor díspar em relação à média ponderada apresentada pelo BPS, de R$ 0,03 (três centavos), e dissonante também da média apresentada pelo Painel de Preços do Ministério da Economia, calculada em R$ 0,07 (sete centavos). Apenas nesse item contratado, constatou-se possível sobrepreço estimado em R$ 42.000,00 (quarenta e dois mil reais).

Foi requisitado, no prazo regimental do Tribunal, sob pena de multa, ao Prefeito
do Município de Valparaíso de Goiás, senhor Pabio Correia Lopes, e à responsável pelo
controle interno municipal, senhora Luci Oliveira da Silva Carvalho, a apresentação de
toda a documentação relativa às dispensas de licitação e aos respectivos contratos nos
400.758/2020 e 400.760/2020, celebrados com a empresa Pro-Saúde Distribuidora de
Medicamentos EIRELI-ME, bem como aos contratos nos 400.759/2020 e 400.809/2020,
celebrados com a empresa Doctormed Equipamentos e Produtos Hospitalares LTDA;
seja conferido prazo ao Prefeito e à Secretária Municipal de Saúde,
Alyane Teixeira Ribeiro Oliveira, para que justifiquem os preços fixados nos contratos.

Prejuízo público

Segundo os técnicos, a lista de mercadorias compradas por um preço maior do que o praticado inclui, principalmente, remédios que também a uma outra denúncia no Tribunal sobre as compras de Álcool em gel..

Desde o início da pandemia, em março 2020, a Prefeitura de Valparaíso não deu a transparência dos 30 milhões enviados pelo Governo Federal ao município para investir na Saúde, sendo que até hoje não temos uma única UTI com centenas de mortes, com a reestruturação hospitalar seria feito com planejamento o trabalho de prevenção e combate à doença.

Entramos em contato com a ex-secretária de saúde e atual chefe de gabinete do prefeito Alyane Ribeiro, para saber que ela teria a dizer sobre está situação, até o fechamento da matéria não tivemos retorno.

Não conseguimos contato com a empresa mencionada, nem com Prefeito Pábio Mossoró.