Reunião entre Vladimir Putin e Donald Trump foi encerrada sem acordos sobre cessar-fogo na Ucrânia e outras pautas
A cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, para discutir um possível cessar-fogo na Ucrânia, terminou nesta sexta-feira (15/8) após quase três horas de reunião. Este foi o primeiro encontro bilateral entre os dois desde que Trump retornou à Casa Branca, em janeiro, e ocorreu em uma base militar norte-americana em Anchorage, no Alasca.
Após o fim da reunião, durante coletiva de imprensa, Putin e Trump demonstraram divergências em seus discursos e deixaram claro que não chegaram em um acordo comum de cessar-fogo.
“Concordo com o presidente Trump, como ele disse hoje, que, naturalmente, a segurança da Ucrânia também deve ser garantida. Naturalmente, estamos preparados para trabalhar nisso. Gostaria de esperar que o acordo que alcançamos juntos nos ajude a aproximar esse objetivo e abra o caminho para a paz na Ucrânia”, declarou o líder russo.
Em contrapartida, mesmo Trump afirmando que as chances de chegarem até um acordo são grandes, ele deixou claro a necessidade de ligar para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, além de também conversar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Tivemos uma reunião extremamente produtiva e muitos pontos foram acordados. Restam apenas alguns, e alguns não são tão significativos. Nós fizemos um progresso grande… Ainda não alcançamos o acordo, mas temos uma boa chance de chegar à paz””, declarou.
Plano de Trump não saiu do papel
Antes mesmo de assumir a presidência, o presidente dos EUA promete encerrar a guerra na Ucrânia, mas até agora as negociações ainda não avançaram.
Os principais pontos que têm travado um possível cessar-fogo, ou o fim definitivo da guerra, são exigências impostas pelo governo russo. Entre eles, o reconhecimento de territórios ucranianos conquistados pela Rússia desde o início da guerra, e o afastamento da Ucrânia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A conversa entre Trump e Putin começou por volta das 16h30 (pelo horário de Brasília).
Simbolismo e estratégia política
O encontro no Alasca carregou simbolismo histórico: o território foi vendido pela Rússia aos EUA no século 19 e fica próximo ao território russo, distante do campo de batalha.
Trump, por sua vez, busca projetar a imagem de “presidente da paz”. Desde o retorno à Casa Branca, alterna críticas e elogios a Putin e Zelensky.
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Ataque a Putin
Momentos antes de iniciar a reunião, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, foi surpreendido por uma pergunta direta de um jornalista presente, que o questionou se ele “pararia de matar pessoas”, referindo-se aos ataques frequentes ao território ucraniano.
Putin, visivelmente surpreso, franziu o rosto e gesticulou, indicando que não entendeu ou não ouviu o que havia sido dito. A cena ocorreu minutos antes do início da cúpula. O encontro foi batizado pelo governo norte-americano de Busca pela Paz.
No recurso, os advogados pedem que Moraes reconsidere a medida. Caso isso não ocorra, solicitam que o caso seja submetido com urgência à apreciação do plenário físico do STF.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu nesta quarta-feira (6) da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados.
No recurso, os advogados pedem que Moraes reconsidere a medida. Caso isso não ocorra, solicitam que o caso seja submetido com urgência à apreciação do plenário físico do STF.
No recurso, os advogados afirmam que a mensagem de Bolsonaro dirigida por vídeo a apoiadores que estavam em Copacabana, no Rio de Janeiro, restringiu-se a expressões genéricas e não houve reiteração de afirmações que possam ser consideradas infrações penais. Para a defesa, a domiciliar representa uma antecipação de pena.
“Não há qualquer espaço para analisar esta frase como uma afirmação criminosa, afinal se nem saudar o público ele pode, então está proibido de se manifestar, o que se traduz em censura, da mesma forma que a prisão se traduz numa preocupante antecipação de pena, mesmo antes da apresentação da defesa final”, escreveram.
Os advogados alegam que Bolsonaro não pode ser responsabilizado por atos de outras pessoas e rebateram a afirmação de Moraes de que a Justiça não é tola. “Todos sabemos que a Justiça não é tola, mas quando tratamos de direito penal e direito processual penal estamos no campo da responsabilidade subjetiva – o que, não seria necessário dizer, demanda prova e indícios concretos que o alvo dacautelar decidiu desrespeitar o Judiciário”, escreveram
Aliados de Bolsonaro mantêm plenário fechado e ameaçam votação de isenção de IR
A defesa apontou ainda que “não parece razoável punir com prisão” Bolsonaro porque “saudou uma multidão em que algumas pessoas se faziam acompanhar de bandeiras americanas”.
Após a manifestação da defesa, o ministro Alexandre de Moraes deve pedir que a Procuradoria-Geral da República analise o caso. Na sequência, o relator deve submeter o pedido para análise dos ministros da Primeira Turma.
Decisão apontou reincidência e ‘conduta dissimulada’
A prisão domiciliar de Bolsonaro foi decretada por sucessivas violações das determinações judiciais já em vigor. Ele estava obrigado a cumprir recolhimento noturno, usar tornozeleira eletrônica e não manter contato com investigados.
Segundo Moraes, o ex-presidente participou, ainda que indiretamente, das manifestações realizadas no domingo (3), utilizando redes sociais de aliados — incluindo as de seus filhos parlamentares — para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal” e apoio a “intervenção estrangeira no Judiciário”.
O ministro classificou a conduta de Bolsonaro como “ilícita e dissimulada”, com uso de material pré-fabricado e reiterada tentativa de coagir o Supremo. A decisão menciona:
Vídeos e publicações preparados previamente para circular em atos;
Chamadas de vídeo, incluindo uma com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante manifestação em São Paulo;
Imagem publicada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mostrando o pai ao telefone durante protesto no Rio;
Tentativa de apagar postagens, como fez o próprio Flávio, na tentativa de ocultar provas de infração.
“A Justiça é cega, mas não é tola”, escreveu Moraes. “E não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico.”
Réu por tentativa de golpe
Bolsonaro já é réu em ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já pediu sua condenação por crimes que somam até 44 anos de prisão, como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa
COMUNICADO: INTERRUPÇÃO TEMPORÁRIA NO ATENDIMENTO DO CADASTRO ÚNICO
O Cadastro Único informa que na próxima sexta-feira, dia 8 de agosto, não haverá atendimento na unidade, em razão de uma atualização programada do sistema. A medida é necessária para garantir a melhoria contínua dos serviços prestados.
As atividades serão retomadas normalmente na segunda-feira, dia 11 de agosto, no horário habitual de funcionamento.
Reforçamos ainda que, uma vez por mês, a unidade do Cadastro Único permanecerá fechada para atendimento ao público, sempre com o objetivo de realizar manutenções técnicas e atualizações no sistema.
Essas pausas são fundamentais para assegurar a qualidade, segurança e eficiência do atendimento oferecido à população e serão informadas com antecedência.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte informou ter adotado providências imediatas após receber, na noite de sexta-feira (1), a denúncia.
De acordo com a SEAP, a suposta agressão teria sido cometida por policiais penais que estavam de plantão na unidade prisional onde Igor está custodiado. O ex-atleta também foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para realizar exame de corpo de delito.
A Polícia Civil vai investigar o caso. A Corregedoria do Sistema Prisional também foi acionada e informou que adotará todas as medidas necessárias, dentro de suas atribuições.
INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA DE ALUGUEL SOCIAL EM VALPARAÍSO DE GOIÁS SÃO PRORROGADAS ATÉ 15 DE AGOSTO
Benefício da AGEHAB oferece R$350 mensais para famílias que pagam aluguel; ainda há vagas disponíveis
A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, em parceria com o Governo de Goiás e a Agência Goiana de Habitação (AGEHAB), informa que as inscrições para o Programa Aluguel Social foram prorrogadas até o dia 15 de agosto. A extensão do prazo ocorre devido à não cobertura total das vagas disponíveis.
O Programa Aluguel Social oferece um auxílio financeiro mensal no valor de R$350, pago diretamente às famílias durante o período de 18 meses, com possibilidade de prorrogação em casos específicos. A iniciativa visa proporcionar mais dignidade e segurança habitacional às famílias em situação de vulnerabilidade, permitindo que aluguem um imóvel com mais tranquilidade.
Requisitos principais para participar:
– Estar cadastrado no CadÚnico;
– Residir no município há, no mínimo, três anos;
– Não possuir imóvel próprio.
As famílias que desejam se inscrever devem verificar os requisitos e o processo de inscrição no site oficial do programa ou entrar em contato com a Agência Goiana de Habitação (AGEHAB). É importante que os interessados confiram os documentos necessários e sigam as orientações para garantir que a inscrição seja realizada corretamente e dentro do prazo estendido.
Como se inscrever:
As inscrições podem ser feitas diretamente pelo site ou aplicativo da AGEHAB: aluguelsocial.agehab.go.gov.br
Quem tiver dificuldade em realizar a inscrição online pode procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social, no bairro Céu Azul, onde uma equipe está disponível para oferecer suporte presencial durante o processo.
A Secretaria Municipal de Cultura, Juventude e Igualdade Racial realizou, nesta quinta-feira (26), uma audiência pública para ouvir as demandas dos artistas e agentes culturais de Luziânia, com foco na aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc. O encontro aconteceu no Centro de Convenções da cidade e contou com a presença do secretário de Cultura, Wilkens Monteiro, do deputado federal Rubens Otoni, de representantes de coletivos culturais e demais fazedores de cultura.
O principal objetivo da audiência foi coletar informações e propostas que servirão como subsídio para a elaboração do Plano de Aplicação de Recursos (PAR), que deverá ser enviado ao Ministério da Cultura até o dia 31 de agosto de 2025.
A consulta esteve disponível até ontem e pôde ser acessada por pessoas físicas, jurídicas e coletivos culturais, por meio do preenchimento de um formulário online. A ferramenta foi utilizada de forma democrática e transparente, fortalecendo a participação social e aproximando a gestão pública da realidade do setor cultural.
“Com a consulta pública da PNAB 2025, reafirmamos nosso compromisso com a escuta ativa da sociedade. Queremos que todos os fazedores de cultura participem desse processo de construção coletiva”, destacou o secretário Wilkens Monteiro.
Já o prefeito Diego Sorgatto reforçou a importância da iniciativa: “A cultura é um instrumento de transformação social e merece espaço, escuta e investimento. Estamos trabalhando para garantir que os recursos da Lei Aldir Blanc cheguem a quem realmente faz a cultura acontecer em Luziânia”, afirmou.
Um cisne negro morreu no zoológico de Goiânia e, segundo a Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp), a partir desta segunda-feira (9) o local ficará fechado para o público até que a causa da morte seja confirmada. O resultado do exame pode levar até 10 dias úteis, e a prefeitura investiga se a morte pode ter sido causada pela gripe aviária.
Bolsonaro admitiu ter recebido um conselheiro do Departamento de Estado. O ex-presidente disse que o encontro foi em 6 de maio
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou, em depoimento à Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (5/6), que esteve em reunião com uma autoridade dos Estados Unidos no Brasil, mas não quis mencionar o assunto tratado aos interrogadores.
Os esclarecimentos de Bolsonaro à PF foram prestados no âmbito do inquérito que apura a suposta atuação do filho e deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos EUA, para constranger autoridades brasileiras, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro foi questionado pelos investigadores “como ocorreram os contatos com parlamentares e/ou membros do governo norte-americano” para tratar de temas relacionados ao STF e às eleições de 2022. O ex-presidente respondeu que não fez contato com nenhuma autoridade norte-americana a respeito de sanções. No entanto, fez um complemento na resposta.
“Recebeu o Conselheiro Sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos para Hemisfério Ocidental, Ricardo Pita, no dia 06.05.2025”, diz trecho do depoimento prestado à PF. Ao ser questionado sobre os temas tratados na reunião, disse “que foi uma conversa de teor reservado”.
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Bolsonaro nega contato com Eduardo para debater sanções
O ex-presidente afirmou ainda aos policiais da PF que não fez contato com o filho Eduardo com o objetivo de tratar a respeito de sanções para autoridades brasileiras.
Bolsonaro também foi indagado se teria feito a entrega de documentos ou dossiês com informações da atuação do STF, da Procuradoria Geral da República (PGR) e das investigações da própria PF em relação a procedimento judiciais criminais. Ele negou.
O ex-presidente foi chamado à PF por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O objetivo foi esclarecer os aspectos do financiamento da permanência de Eduardo nos EUA. Bolsonaro afirmou ter enviado R$ 2 milhões ao filho. O parlamentar brasileiro tem afirmado que o Brasil estaria, supostamente, passando por uma restrição nos direitos fundamentais e liberdades.
Eduardo nos EUA
As articulações de Eduardo Bolsonaro na terra de Donald Trump tiveram como resposta mais significativa, até o momento, uma manifestação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que adimitiu estar atento a uma suposta prática de “censura generalizada” no Brasil.
“Isso está sendo analisado agora. E há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio a respeito de possíveis sanções às autoridades brasileiras.
Uma lamborghini avaliada em mais de R$ 1 milhão ficou destruída após pegar fogo na Avenida 136, em Goiânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas. O vídeo mostra o fogo consumindo o carro que estava estacionado na rua (assista acima).
O incêndio aconteceu no sábado (31). Os bombeiros informaram que a equipe teve que abrir a tampa dianteira, desconectar os cabos, para garantir que nenhuma faísca fosse gerada. A corporação informou que não tem informações sobre as causas do acidente.
Segundo o relato dos bombeiros, boa parte do veículo estava destruída quando eles chegaram ao local e ainda havia fogo na estrutura do carro. A equipe gastou cerca de 1 mil litros de água para extinguir o incêndio, informou a corporação.
A decisão determinou também que Maria Socorro seja afastada cautelarmente do Juizado de Infância e Juventude de Goiânia até o término do PAD. A juíza deve ser designada para atuação em outra vara. O julgamento foi presidido pelo ministro Luís Roberto Barroso, em sessão plenária virtual na sexta-feira (16).
Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) esclareceu que o processo mencionado tramita sob sigilo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), motivo pelo qual não é possível a emissão de comentários sobre o caso. Porém, enfatizou que “as magistradas envolvidas possuem trajetória reconhecida no âmbito do Poder Judiciário goiano, com atuação pautada pela responsabilidade e compromisso com a prestação jurisdicional”.
O g1 não obteve o contato da defesa das magistrada até o momento da publicação da reportagem.
Magistradas vão responder processo administrativo por decisões envolvendo aborto em adolescente — Foto: Reprodução/O Popular-Reprodução/Mídias Sociais
Representação
A abertura do procedimento disciplinar atendeu a representação feita pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABDJ), em julho de 2024, que denunciou violação de direitos de meninas vítimas de violência sexual. O advogado Vítor Albuquerque, que é secretário executivo da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, afirmou que o afastamento da juíza Maria do Socorro do juizado da infância e juventude, enquanto responde ao processo disciplinar, se mostra medida importante.
“Principalmente por já ter demonstrado parcialidade em situações que envolva aborto legal em crianças e adolescentes”, ressaltou.
Albuquerque afirmou que o CNJ vem ouvindo a sociedade e respondendo às violações de direitos praticadas com o pretexto religioso, apesar de o problema ser mais profundo. O advogado destacou que em todos os casos de violência perpetrada com uso de decisão ilegal de negativa de autorização para aborto legal, as vítimas são crianças em situação de violência e vulnerabilidade. “Então são violentadas novamente pelo Estado, de forma perene e impiedosa”, pontuou.
A legislação brasileira autoriza o aborto em três situações: quando a vida da gestante está em risco, quando a gravidez é resultado de estupro, e quando o feto é anencéfalo, ou seja, quando ele possui uma grave malformação congênita com ausência total ou parcial do cérebro, incompatível com a vida.