Ex-número 2 da Casa Civil foi demitido pelo então presidente Jair Bolsonaro, que considerou voo com dinheiro público “imoral”
Candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP) escolheu Vicente Santini, ex-secretário-adjunto da Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro, como suplente de sua chapa. Santini foi exonerado pelo então presidente após usar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar à Índia.
Santini utilizou voos da FAB para acompanhar comitivas do governo em viagens oficiais à Suíça e à Índia. Na viagem à Índia, estava na condição de ministro em exercício, porque o então titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, estava de férias.
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À época, Bolsonaro ficou irritado com o uso da aeronave e afirmou que Santini poderia ter viajado em voo comercial. Embora a FAB e a Casa Civil tenham informado que o voo cumpria as disposições legais, Bolsonaro classificou o uso do jato como “imoral”.
Após a exoneração, Santini foi nomeado para outro cargo na Casa Civil, como assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da pasta.
Santini declarou R$ 41,5 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Ele atua como um dos coordenadores campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto




