Sem CNH e com drogas no carro, motorista perdeu o controle e atropelou mulher de 59 anos em ciclofaixa no Arapoanga (DF)
O motorista foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (2/6), após atropelar e arrastar a vítima na região do Arapoanga. Ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), recusou o teste do bafômetro e afirmou ter consumido drogas e medicamento controlado antes de dirigir. No veículo, foram apreendidos comprimidos de Rohypnol e uma substância com características semelhantes à maconha.
De acordo com a decisão judicial, o juiz entendeu que estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da custódia cautelar, considerando a gravidade do caso e os elementos reunidos na investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Com isso, Erick permanecerá preso enquanto o inquérito segue em andamento.
Durante o interrogatório, o motorista afirmou ter antecedentes por roubo, tráfico de drogas e adulteração de placa de veículo. Questionado sobre a quantidade de droga utilizada, disse não saber quanto ingeriu e afirmou fazer uso de maconha “porque o deixa calmo”.
Ao longo do depoimento, ele pediu para responder ao caso em liberdade e afirmou que poderia permanecer à disposição da polícia durante todo o dia, desde que não fosse preso.
Sobre a dinâmica do acidente, o homem alegou que a vítima teria corrido em direção ao veículo e que trafegava em baixa velocidade, entre 25 km/h e 30 km/h. “Ela tava a pé e eu tava vindo para entrar no Arapoanga. Então, ela tava indo, não sei para onde… acho que ela tava indo na padaria, só que ela correu para cima do meu carro”, afirmou.
Rotina de caminhadas
A vítima foi atingida enquanto fazia sua caminhada matinal e passava por uma ciclofaixa na Quadra 7, em Arapoanga (DF). Elcina mantinha o hábito diário de caminhar até a academia comunitária da região, saindo de casa, nas proximidades do Paraíso do Sono, e seguindo até o local. Foi justamente no trajeto de retorno que ela acabou sendo atingida por um carro desgovernado que invadiu a ciclofaixa na manhã desta terça-feira (2/6), morrendo ainda no local.
Descrita pela família como uma mulher ativa e alegre, Elcina era aposentada e tinha a costura como um de seus principais hobbies. “Ela era uma pessoa muito boa, todo mundo gostava dela. Muito jovem para a idade dela. Amava a vida, amava sorrir, amava viver”, disse a sobrinha Nancy Rodrigues.
A família atribui o caso à imprudência do motorista e pede justiça. “Ela estava apenas fazendo a sua caminhada e um irresponsável fez isso com ela”, afirmou a parente.




