O distrital enviou o documento junto com federal Reginaldo Veras, alegando suspeita de exercício irregular de autoridade de Estéfane Sampaio
A ação de Estéfane levou os autores da representação a pedirem apuração de possível uso indevido de prerrogativas parlamentares por alguém ainda não diplomado e/ou empossado, conduta que pode configurar usurpação de função pública e desacato.
Ainda de acordo com o documento entregue ao MPDFT, a publicação do vídeo nas redes sociais teria desencadeado uma onda de violência digital e discurso de ódio, com comentários contendo ofensas morais e incentivos explícitos a agressões físicas e ataques armados contra educadores.
A representação, que foi endereçada ao procurador-geral do MPDFT, aponta ainda que a exposição gerou um risco concreto à integridade da comunidade escolar.
O Metrópoles entrou em contato com a deputada eleita Estéfane Sampaio, que disse não ter tomado conhecimento formal sobre a representação, mas comentou que está com a “consciência muito tranquila”.
“Sei que meu posicionamento foi muito coerente com o que defendo e com o que quem confiou em mim espera do meu mandato. Porém, representação precisa ser formal, então, vou aguardar o teor”, pontuou.
“Abuso de não autoridade”
Durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa (CLDF), na tarde desta terça-feira (20/10), Gabriel Magno lamentou o ocorrido no CED 6 do Gama e criticou a atitude da parlamentar.
“Uma recém-eleita deputada distrital, no abuso de sua ainda não autoridade, invadiu a escola para tentar constranger o diretor, professores e servidores do local, com a falsa alegação de que estavam promovendo doutrinação e perseguição ideológica contra um estudante”, afirmou.




