Magno pede apuração ao MPDFT sobre atuação de Estéfane em escola do Gama

O distrital enviou o documento junto com federal Reginaldo Veras, alegando suspeita de exercício irregular de autoridade de Estéfane Sampaio

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) e o deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) apresentaram ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), nesta terça-feira (20/10), uma Notícia de Fato, com pedido de medidas cautelares, contra a parlamentar recém-eleita Estéfane Sampaio (Republicanos).
A medida ocorreu após o episódio em que a republicana foi até o Centro Educacional 6 do Gama pedir a transferência de um aluno que estaria sofrendo uma suposta “perseguição ideológica”.
O documento solicita a apuração urgente, motivada por acusações de perseguição político-ideológica, suspeita de exercício irregular de autoridade e graves ameaças em redes sociais.
Nessa segunda-feira (19/10), Estéfane esteve na instituição afirmando que estaria realizando uma fiscalização. A distrital eleita divulgou um vídeo da ação nas redes sociais, afirmando que um estudante de 16 anos “foi perseguido na escola por se declarar de direita”.
“Contabilizaram faltas injustas, a professora colocava fone de ouvido e o ignorava quando pedia para ir ao banheiro e, se fosse, ela lhe dava uma advertência. Isso é só parte do que acontecia com esse garoto de 16 anos, simplesmente porque um dia falou para um colega que votaria no Flávio [Bolsonaro] e a professora escutou”, completou a deputada.

A ação de Estéfane levou os autores da representação a pedirem apuração de possível uso indevido de prerrogativas parlamentares por alguém ainda não diplomado e/ou empossado, conduta que pode configurar usurpação de função pública e desacato.

Ainda de acordo com o documento entregue ao MPDFT, a publicação do vídeo nas redes sociais teria desencadeado uma onda de violência digital e discurso de ódio, com comentários contendo ofensas morais e incentivos explícitos a agressões físicas e ataques armados contra educadores.

A representação, que foi endereçada ao procurador-geral do MPDFT, aponta ainda que a exposição gerou um risco concreto à integridade da comunidade escolar.

O Metrópoles entrou em contato com a deputada eleita Estéfane Sampaio, que disse não ter tomado conhecimento formal sobre a representação, mas comentou que está com a “consciência muito tranquila”.

“Sei que meu posicionamento foi muito coerente com o que defendo e com o que quem confiou em mim espera do meu mandato. Porém, representação precisa ser formal, então, vou aguardar o teor”, pontuou.

“Abuso de não autoridade”

Durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa (CLDF), na tarde desta terça-feira (20/10), Gabriel Magno lamentou o ocorrido no CED 6 do Gama e criticou a atitude da parlamentar.

“Uma recém-eleita deputada distrital, no abuso de sua ainda não autoridade, invadiu a escola para tentar constranger o diretor, professores e servidores do local, com a falsa alegação de que estavam promovendo doutrinação e perseguição ideológica contra um estudante”, afirmou.

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