Aliados de Flávio Bolsonaro tentam transformar a classificação de PCC e CV em desgaste político para o governo Lula em uma área sensível: o combate ao crime organizado. No Planalto, a avaliação é que a medida já era esperada e atende sobretudo à política antidrogas de Trump e ao público interno americano.
A decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas está sendo explorada politicamente por Flávio Bolsonaro (PL), que tenta apresentar a medida como uma vitória de sua agenda de segurança pública e, ao mesmo tempo, constranger o governo Lula (PT), que tem posição contrária a esse tipo de enquadramento.
O anúncio foi feito um dia após o senador e pré-candidato se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo Flávio Bolsonaro, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. Tudo isso em meio ao escândalo revelado envolvendo as relações do senador com Daniel Vorcaro.
Durante a entrevista, Valdemar Costa Neto, justificou a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à casa de Vorcaro, após a prisão domiciliar do banqueiro, como uma tentativa de obter o restante do dinheiro para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
De acordo com apuração do blog junto a fontes da Polícia Federal, investigadores devem analisar se a suposta abordagem de Flávio Bolsonaro ocorreu de fato, como relatado por Valdemar na entrevista, e em que circunstâncias.
A avaliação entre investigadores é que as declarações precisam ser verificadas no contexto das apurações já em andamento envolvendo o entorno de Vorcaro.




