A van que se envolveu no acidente que provocou a morte de cinco estudantes na rodovia GO-518, entre os municípios de Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, não estava autorizada a realizar transporte escolar entre cidades. A irregularidade foi constatada durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O veículo era originalmente vinculado ao Fundo Estadual de Saúde de Goiás e havia sido cedido ao município de Sanclerlândia. Mesmo assim, estava sendo utilizado para transportar alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar (CEPMG) 5 de Janeiro. A tragédia ocorreu na noite de segunda-feira (1º) e também deixou outros sete estudantes feridos.
De acordo com a Agência Goiana de Regulação (AGR), a van não possuía cadastro para o transporte intermunicipal de passageiros, exigência obrigatória para esse tipo de serviço. Além disso, o veículo não estava registrado como transporte escolar no sistema do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO).
Embora circulasse com identificação de transporte escolar, a van permanecia registrada em nome do Fundo Estadual de Saúde de Goiás. Conforme informações do boletim de ocorrência, o veículo havia sido disponibilizado pela Prefeitura de Sanclerlândia, enquanto o motorista, de 70 anos, recebia pagamento diretamente dos pais dos estudantes.
Os condutores da van e do caminhão envolvido na colisão foram ouvidos pela polícia logo após o acidente. As investigações também irão apurar as condições dos veículos, se os estudantes utilizavam cintos de segurança e outros fatores que possam ter contribuído para a ocorrência.
Cinco estudantes perderam a vida no acidente.




