Agora, exame deverá identificar mais duas patologias: agamaglobulinemia ou hipogamaglobulinemia e adrenoleucodistrofia (ALD)
Com a aprovação, o texto, de autoria do parlamentar Eduardo Pedrosa (União Brasil), determina que a triagem neonatal – exame obrigatório que identifica doenças metabólicas, genéticas, infecciosas e imunológicas ainda nos primeiros dias de vida — passe a incluir a procura por mais duas patologias: agamaglobulinemia ou hipogamaglobulinemia e adrenoleucodistrofia (ALD).
A agamaglobulinemia é uma imunodeficiência primária decorrente de mutação em um gene localizado no cromossomo X. A condição aumenta o risco de infecções graves, como artrite infecciosa e bronquiectasia — dilatação irreversível dos brônquios —, além de elevar a probabilidade de alguns tipos de câncer.
Já a adrenoleucodistrofia (ALD) é uma doença genética rara que afeta majoritariamente homens. Os sintomas costumam surgir somente alguns anos após o nascimento, geralmente no início da vida escolar, e podem incluir demência, perda de visão e audição, dificuldades motoras e insuficiência adrenal.
Para Eduardo Pedrosa, a atualização busca “potencializar a detecção precoce e o tratamento oportuno”, além de ampliar o número de doenças rastreadas e reduzir custos ao sistema público de saúde por meio de intervenções preventivas.
Apreciado pelo Plenário da CLDF, o projeto segue agora para sanção do chefe do Executivo local.



