Criminosos utilizam nome, endereço e informações de produtos comprados por brasileiros para aplicar o “golpe das blusinhas”


“Fiz uma compra pela Shein e paguei todos os valores cobrados. Ontem, veio a atualização no meu pedido que o meu produto já se encontrava em rota de entrega em minha cidade. Porém, hoje, às 4h40, recebi uma mensagem de um contato com nome Krish, em nome da iMile Delivery, de que minha compra tinha sido taxada e que eu precisaria pagar mais R$ 37, caso contrário meu produto seria leiloado”, relatou uma moradora de Ourinhos (SP), no Reclame Aqui.
Outra cliente da e-commerce reclamou: “Está tendo um vazamento de dados das compras da Shein. Recebi um e-mail em nome da empresa iMile com meu nome e endereço pedindo pra eu fazer um pix. Revejam a forma de segurança da empresa”.
Uma moradora de Brasília (DF) contou que também teve os dados vazados da Shein e recebeu a cobrança indevida. “Vazamento de dados após compra na Shein com entrega pela iMile: dados expostos, estou recebendo mensagem no meu Whatsapp privado, cobrando uma taxa para pagamento, onde claramente não são vocês das empresas iMile e Shein. O que é muito preocupante, como conseguiram pegar meus dados como meu endereço, meu número telefônico, meu nome completo?”, questionou.
O secretário do Consumidor do Distrito Federal, Gilvan Máximo, alertou que esse tipo de exigência de pagamento é ilegal. “A cobrança de imposto de importação ou de taxa alfandegária sobre produtos nacionais ou nacionalizados é ilegal, ou seja, é cobrança indevida, tentativa de enganar o consumidor”, disse. O gestor orientou as vítimas a registrarem a reclamação no Procon.
Condenação
A dona da Shein, Zoetop, já foi condenada nos Estados Unidos a pagar US$ 1,9 milhões por vazamento de dados de 39 milhões de clientes da plataforma. As informações dos compradores foram roubadas em 2018.
A reportagem acionou a Shein e a iMile, citada pelos consumidores, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.



