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Petrobras deve reduzir preço dos combustíveis na próxima semana, diz Prates

Petrobras deve reduzir preço dos combustíveis na próxima semana, diz Prates

Presidente da Petrobras antecipa que preços dos combustíveis podem cair na semana que vem após revisão da empresa. “Não vamos perder venda, teremos preço atrativo para clientes”, avisou

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a companhia deve anunciar na próxima semana a nova estratégia comercial de preços dos combustíveis. “Paridade internacional não existe. O que existe é paridade de importação. Não vamos perder venda, teremos preço atrativo para clientes”, defendeu.

“Semana que vem vamos falar de preço. Há chance de reajuste na semana que vem, de fazer uma avaliação em alguns combustíveis. Mas não vou dar spoiler”, disse Prates, durante entrevista coletiva sobre os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano.

Ele afirmou ainda que a “Petrobras vai seguir o critério de estabilidade de preços frente à volatilidade internacional”. E destacou que haverá atratividade para o cliente.

“Não haverá uma abdicação das vantagens da empresa como ter refino e produção no Brasil. Não precisamos ter uma maratona de 118 reajustes de combustíveis como em 2017. Vamos continuar seguindo a competitividade interna em cada mercado que participamos e a referência internacional” apontou.

Os preços serão ajustados em equilíbrio entre o mercado internacional e a competitividade no país, destacou Prates, que entende a medida como fundamental para a competitividade da companhia.

“Seguimos comprometidos em praticar preços em equilíbrio com o mercado que garantam a competitividade da empresa sem perder a participação de mercado em cada área de influência das refinarias. Nos últimos 100 dias, o diesel caiu 23% nas refinarias, a gasolina caiu 4% e o gás natural caiu 19%”, ressaltou o presidente da empresa.

VÍDEO: Gás de cozinha está em falta na refinaria, é Distribuidoras já limitam venda de botijões por clientes

O Gás de cozinha está em falta na refinaria, é Distribuidoras já limitam venda de botijões por clientes

A procura pelos botijões de 13 quilos aumentou nos últimos dias em Valparaíso de Goiás.

A política de desinvestimento para preparar a Petrobras para a priva­tização já começou a provocar desa­bastecimento do gás de cozinha em várias regiões.

Os donos de revendedoras afirmam que ainda não há a falta do produto na cidade e que as distribuidoras estão conseguindo atender a demanda, mesmo com muita dificuldades.

Segundo eles, as vendas do botijão de gás de cozinha aumentaram nos últimos dias por conta da dificuldade nas refinarias.

Com medo de começar a faltar na cidade, muitos Valparaíso foram em busca do produto. Porém, em algumas cidades da Região Metropolitana do Entorno Sul de Brasília (GO), o botijão de gás de cozinha já estava em falta. Em Novo-Gama, por exemplo, no início da semana os moradores não estavam mais achando o produto em praticamente nenhum lugar.

Na terça-feira (13), o nosso site População Ativa entrou em contato, por telefone, em dois estabelecimentos, que confirmam a falta do botijão de gás de cozinha por conta dos fornecedores.

Em Valparaíso, as revendedoras estão vendendo o produto más de forma limitada. Enquanto que as vendas diárias giravam em torno de 40 a 50 botijões por dia, atualmente elas vendem entre 20 a 30 unidades diariamente.

Apesar do aumento nas vendas, os donos dos estabelecimentos afirmam que as distribuidoras não estão conseguindo repor os estoques quase que diariamente e regram para evitar a falta. Eles acreditam ainda que as vendas devem diminuir um pouco nos próximos dias e se estabilizarem. Os revendedores contam que toda esta situação foi causada deste Outubro, aumentando o risco de faltar no mercado isso, consequentemente aumenta o consumo do gás de cozinha pelas famílias.

O proprietário de um estabelecimento Dias Gás no Céu Azul, João Paulo, afirma que em sua loja o aumento nas vendas está em torno de 40%. Ele disse que, está difícil com medo de faltar gás, o botijão de gás de cozinha pode ficar escasso, “Estamos tendo vários atrasos na entrega a dias, e ficamos sem o produto por algumas vezes. Era para chegar ontem pela manhã segunda-feira (12), mas chegou hoje, acaba que aumenta os meus gastos… tenho que pagar a diária de um motorista para ficar na fila aguardando com caminhão, um de dia, outra a noite, e esta é a rotina desde sexta-feira para cá”, disse.

O comerciante conta ainda que moradores de outras cidades vão chegar um momento que virão para Valparaíso porque não irão encontrar o produto onde moram. “Esses dias recebi um cliente que mora em Ocidental e ele disse que lá não tinha encontrado botijão de gás de cozinha em lugar nenhum. Daí ele levou três, pois comprou para alguns familiares também”, diz.

Já em um estabelecimento no bairro Ipanema em Valparaíso, segundo um funcionário, as vendas do botijão de gás de cozinha, de 13 litros, estão limitadas a duas unidades por cliente. “A procura aumentou bastante por conta da falta e para não começar a faltar o dono limitou a venda”, disse.

Já em relação aos preços os comerciantes disseram que o botijão de 13 quilos está sendo vendido a R$ 109 na cidade. Na semana passada, a Petrobras anunciou a redução no preço gás de cozinha (GLP) em 5%.

Petrobras reduz preço da gasolina em 6,1% e do diesel em 8,2%

Petrobras reduz preço da gasolina em 6,1% e do diesel em 8,2%
Medida é válida a partir desta quarta-feira (7/12). Preço médio da gasolina nas refinarias passará de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro. No caso do diesel A, preço de venda do litro passará de R$ 4,89 para R$ 4,49

A Petrobras anunciou, nesta terça-feira (6/12), nova redução de preços dos combustíveis vendidos nas refinarias. A partir de amanhã, o preço da gasolina sofrerá redução de 6,1%, passando de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, redução de R$ 0,20 por litro. No caso do diesel A, o preço médio da venda do litro passará de R$ 4,89 para R$ 4,49, uma redução de R$ 0,40 por litro, ou 8,2%.

A última redução do preço da gasolina ocorreu em 2 de setembro deste ano. Agora, deverá haver pressão internacional ocasionada pela decisão da União Europeia de impor um limite de preço de US$ 60 por barril para o petróleo russo. Além disso, há oferta limitada no mercado, uma vez que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, incluindo a Rússia, estão mantendo suas cotas de produção de petróleo inalteradas.

 

Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço do gás de cozinha para refinarias

  • Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço do gás de cozinha para refinarias

Medida é válida a partir de quinta-feira (17/11), quando o GLP passará de R$ 3,7842/kg para R$ 3,5842/kg, uma redução de R$ 0,20 por quilo do produto. Com isso, o preço do botijão de 13 quilos passa a custar R$ 46,59, R$ 2,60 a menos

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (16/11) a redução de 5,2% no preço do gás de cozinha vendido nas refinarias. A medida é válida a partir desta quinta-feira (17/11), quando o GLP passará de R$ 3,7842/kg para R$ 3,5842/kg, uma redução de R$ 0,20 por quilo do produto. Com isso, o preço do botijão de 13 quilos passa a custar R$ 46,59, ou R$ 2,60 a menos.

A nota da companhia enviada ao mercado informa que a redução acompanha a evolução dos preços de referência, uma vez que a companhia “busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

O tema é motivo de preocupação para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vez que a redução dos preços da estatal é fundamental para o equilíbrio econômico. Entre as medidas previstas pelo petista, estaria a necessidade de retirar o preço do gás de cozinha da política de paridade de preços internacionais (PPI), que também abrange a gasolina e o diesel.

A última mudança no preço do gás de cozinha foi realizada pela Petrobras em 22 de setembro, com a redução em 6% no preço médio do GLP vendido às distribuidoras, na sucessão de reduções ocorridas no período anterior.

Variação
O preço do gás de cozinha subiu na última semana, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Levantamento do órgão mostrou que o preço médio botijão de 13 quilos de GLP ao consumidor subiu 0,5%, de R$ 109,86 para R$ 110,42, entre os dias 6 e 12 de novembro.

DF só tem estoque de gasolina para 3 dias; litro chega a R$ 5,59

DF só tem estoque de gasolina para 3 dias; litro chega a R$ 5,59

Fechamento das estradas provoca aumento do preço de gasolina no DF, além do desabastecimento de etanol anidro e, por isso, da gasolina.

Com o fechamento das estradas, promovido por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), a semana do brasiliense começou com alta dos combustíveis e possível racionamento de gasolina. Em alguns postos, o preço mudou nesta terça-feira (1º/11), o mais alto encontrado pela reportagem foi o litro a R$ 5,59.

Quanto à limitação de quota de combustível por dia, Paulo Tavares, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicombustíveis-DF), disse ser uma medida necessária já que a carga de etanol anidro, usado para compor a mistura da gasolina comum, não chegou aos postos da capital nessa segunda-feira (31/10), devido aos bloqueios nas pistas. O estoque de etanol anidro só tem capacidade para durar por 7 dias, enquanto que o da gasolina, apenas três.

Se não houver liberação das estradas até quinta-feira (3/11), a capital do país viverá, novamente, um cenário de desabastecimento, segundo o Sindicombustíveis-DF.

Bloqueio em rodovias ameaça abastecimento, diz Sindicombustíveis-DF.

Foi  pesquisada os preços em diferentes regiões administrativas. A gasolina comum varia de R$ 4,89 a R$ 5,39, no débito, e de R$ 4,89 a R$ 5,59, no crédito.

Posto Nenen’s (Taguatinga Centro) — R$ 4,89 (débito e crédito)

Posto Shell (Águas Claras, Q. 107 Lote 13) — R$ 5,39 (débito e crédito).

Posto RPM (Samambaia) — R$ 5,39 (débito) e R$ 5,49 (crédito)

Posto Céu 070 (BR 070) — R$ 5,39 (débito) e R$ 5,59 (crédito)

Brasal Combustíveis (SIA) — R$ 5,39 (débito) e R$ 5,49 (crédito)

Posto Jarjour (Asa Norte) — R$ 5,50 (débito e crédito)

As manifestações de bolsonaristas ocorrem desde o fim das eleições. Os protestos continuam a ocorrer em BRs que cortam o Distrito Federal e Entorno. Entre elas, ao menos cinco amanheceram com pontos de bloqueio.

O clima em várias rodovias é de hostilidade, com barricadas, ataques a profissionais da imprensa e, também, a policiais que tentam liberar as pistas.

Pelo fato de não aceitarem o resultado do pleito e atacarem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), democraticamente eleito presidente do Brasil para os próximos quatro anos, os apoiadores do candidato derrotado nas urnas têm fechado total ou parcialmente diversas estradas.

Projeto para segurar o preço dos combustíveis será votado nesta segunda

Projeto para segurar o preço dos combustíveis será votado nesta segunda

Senado se prepara para votar o projeto de lei que estabelece o teto de 17% na arrecadação de ICMS dos estados. É a primeira etapa de uma negociação com os governadores, que temem perder recursos para áreas como saúde e educação

Está marcada para a tarde de hoje, no Senado Federal, a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que está sob relatoria do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O texto é a aposta do governo federal para baratear o custo dos combustíveis, já que limita o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 17% e enquadra combustíveis, energia elétrica, transportes e telecomunicações como bens essenciais. A proposta também prevê compensações financeiras aos estados pela possível perda de arrecadação, mas é limitado os entes federados que não possuem débitos com a União. Até o momento, o Poder Executivo reservou mais de R$ 32 bilhões para fazer os abatimentos.

Desde a segunda-feira passada, senadores, governadores e secretários estaduais de Fazenda intensificaram as negociações sobre os termos da proposta. Ao anunciar a intenção de compensar os estados que reduzirem o ICMS dos dos combustíveis, por meio de uma medida provisória, o governo de Jair Bolsonaro (PL) aumentou a pressão sobre os governadores e, por extensão, ao Senado Federal.
Apesar da oferta do Planalto e do avanço das negociações no Congresso, os governadores estimam perdas de R$ 115 bilhões se a redução do ICMS for adiante. Já o governo federal avalia que as Unidades da Federação vão perder cerca de R$ 65 bilhões.

“Os governadores continuam com muitas críticas porque entendem que vão ter redução de receita expressiva. Falam que vão perder R$ 115 bilhões. O governo federal, através da Secretaria do Tesouro, fala que as perdas são na ordem de 65 bilhões. Por isso, o governo federal e a Câmara dos Deputados acreditam que os estados podem suportar as perdas”, opinou Fernanda Bezerra. Ele tem nas mãos o pacote de medidas elaboradas para superar o impasse: as propostas de emenda constitucional (PECs) dos combustíveis (PEC 16/22) e dos biocombustíveis (PEC 15/22).
Com o texto da PEC 16, o governo oferta R$ 29,6 bilhões para os entes federados, sob condição de zerar o ICMS do diesel, do Gás Natural Veicular (GNV) e do gás de cozinha. Já a PEC 15 propõe reposições financeiras para quem reduzir o imposto no etanol para pelo menos 12%. Nesse texto, não há imposição aos estados para redução de alíquota, mas dá aos governos a opção de zerar as tarifas em troca do ressarcimento.

Fundo de estabilização

Apesar de os governadores não terem tratado diretamente da PEC dos combustíveis nas reuniões mais recentes com o relator Fernando Bezerra e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a proposta não atende à preferência dos estados.
Há um consenso entre governadores de que a melhor opção seria a criação de uma conta de equalização do preço dos combustíveis. O presidente do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda, Décio Padilha, argumenta que a medida é adotada em diversos países, inclusive os de economia liberal, como a Inglaterra. Ele questiona o porquê do mecanismo não ser adotado no Brasil.
Interlocutores dos governadores no Senado Federal, entre eles o próprio presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), corroboram o entendimento de que a melhor opção para abater a alta do diesel seria a conta de equalização, proposta no PL 1472 de relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN), aprovado no Senado no começo do ano.
Na semana passada, Pacheco procurou manifestar a preocupação dos estados. “Será que é só isso (estabelecer limite do ICMS)? Ou não seria possível estabelecer que esses dividendos astronômicos da Petrobras sejam revertidos para a sociedade na equalização do preço dos combustíveis. Em relação a esse ponto, o Senado se desincumbiu de criar essa conta de equalização no PL 1472”, afirmou o presidente do Congresso durante evento na sexta-feira, quando ocupou em exercício a presidência da República.

O PL 1472 foi aprovado no Senado em fevereiro junto a outra proposta, o PLP 11/2020, de origem na Câmara, que criou um período de transição para a monofasia — cobrança de uma tarifa fixa do ICMS — na qual o preço do diesel e do biodiesel são definidos pela média dos últimos 60 meses, indo até 31 de dezembro de 2022. A proposição define que a alíquota será fixada por unidade de medida, com valor sobre o volume líquido, e não sobre o preço do produto.
No Senado, o texto foi relatado pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN). O petista também foi relator da conta de equalização, defendia por governadores, mas a matéria não é do agrado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
A situação gerada em torno dos combustíveis expõe a diferença de postura entre os dois líderes do Congresso. Enquanto Lira cobra medidas drásticas para capitalizar Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, Pacheco desponta no debate como moderado e conciliador, de olho em eleições majoritárias futuras.
Os perfis diferentes contrastam as decisões. Pacheco não pressionou Lira para avançar com o PL 1472, mas foi instado pelo chefe da Câmara a avançar com o PLP 18 e a PEC dos Combustíveis. Com o altíssino preço da gasolina e do diesel, um embargo sobre as propostas do governo seria uma medida popular.

No governo, o clima para aprovação das propostas é de otimismo. Apesar da insatisfação por parte dos governadores, o relator Fernando Bezerra afirmou que há um clima de compreensão e disse que o texto deve ser aprovado.
Na avaliação do líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), há um clima favorável também para a aprovação da PEC dos Combustíveis, que também deve ser votada nesta semana. Segundo Portinho, mexer nos impostos é a única forma do governo federal frear a alta da gasolina e do diesel e abater o impacto da alta na população. O senador rechaçou eventuais possibilidades de congelamento dos preços.
“A redução do governo do Pis/Cofins e Cide já reduz o preço em cerca de 10%. No Rio, por exemplo, o ICMS vai reduzir pela metade e, se os estados que quiserem zerar o ICMS, terá impacto ainda maior. Sem dúvidas vai chegar na ponta, mas em percentual, o que se sinaliza é redução drástica dos impostos. A Petrobras possui uma política econômica de capital misto, e o governo não vai mexer nessa política de mercado. A gente viu, lá atrás, que isso não deu certo com a Dilma”, disse Portinho ao Correio.
Mas há senadores que criticam o movimento do governo. Eles entendem que o prazo de vigência estipulado pela PEC — entre 1º de julho de 31 de dezembro de 2022 — é notoriamente eleitoreiro. Para o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), a medida constitui um “estelionato eleitoral”, pois o alardeado benefício para a população acabará no primeiro dia de 2023.

“O governo federal diz que tem 29,6 bi para dar para governadores que resolverem baixar para zero o ICMS, mas só até 31 de dezembro. Meu Deus, isso é estelionato eleitoral! Isso é um fundão eleitoral para reeleição. E quando chegar 1º de janeiro? Volta tudo ao que era antes?”, questionou o senador.

Bolsonaro sobre margem de lucro da Petrobras: “Está gordíssima, obesa”

Bolsonaro sobre margem de lucro da Petrobras: “Está gordíssima, obesa”

O presidente voltou a criticar, na noite de ontem (11), o lucro da estatal, e defendeu que a Petrobras poderia reduzir sua margem de lucro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a margem de lucro da Petrobras. Em entrevista na noite de quarta-feira (11/5) ao Balanço Geral de Maringá, após discurso na 48ª edição da Expoingá, o chefe do Executivo disse que a estatal está “gordíssima, obesa”.

“A Petrobras está gordíssima, está obesa! Poderia, sim, o seu Conselho e diretores reduzir a margem de lucro. A margem de lucro deles é na casa de 30%, já as outras petroleiras estão no máximo em 15%”,apontou.

Bolsonaro ainda comentou a exoneração de Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia, alegando apenas que “foi a pedido”. O presidente se disse “a favor que a Petrobras, assim como as demais petroleiras do mundo todo reduzam sua margem de lucro”. Ele repetiu que os números de lucro da estatal é um “estupro” à população.
“Falei semana passada: O Brasil pode quebrar se a Petrobras continuar agindo dessa maneira. Repito: é um estupro o preço do combustível no Brasil tendo em vista essa Petrobras que só pensa em lucro e mais nada além disso aí. E eu não tenho poderes para mexer em preço de combustível. Lamento o que está acontecendo que atrás disso vem inflação. O povo perdeu poder de compra por causa daquela política do “fique em casa””, alegou, citando ainda como causa do aumento dos produtos a guerra no Leste Europeu.

Na semana passada, a Petrobras divulgou o lucro líquido da estatal no primeiro trimestre deste ano: R$ 44,561 bilhões. O valor é 3.718% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
“Petrobras, você é Brasil! Ou quem está aí dentro não pensa no seu país? O povo está sofrendo bastante com o preço do combustível”, acrescentou, pedindo “patriotismo” por parte da petrolífera.
“Eu espero que a brasilidade, o patriotismo se faça valer nesse momento. O que está em jogo é o Brasil“, concluiu.
Ontem, o chefe do Executivo substituiu o almirante Bento Albuquerque por Adolfo Sachsida, ex-chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. É uma tentativa do presidente de se livrar do ônus do aumento dos combustíveis, que a cada dia pesa mais no bolso dos brasileiros em meio ao seu projeto de reeleição.
Além disso, o projeto de gasodutos defendido pelo Centrão, que custará R$ 100 bilhões, foi outro fator que contribuiu para a saída de Bento, que se posicionou contrário à implementação da medida.

Petrobras anuncia novo aumento de 8,8% no diesel para distribuidoras

Petrobras anuncia novo aumento de 8,8% no diesel para distribuidoras

Na prática, o combustível que antes custava R$ 4,51, por litro, vai passar a custar R$ 4,91 a partir desta terça-feira (10/5). Segundo a Petrobras, o preço do diesel não era reajustado há 60 dias

A Petrobras anunciou um novo reajuste de 8,8% no preço do diesel para as distribuidoras de combustíveis nesta segunda-feira (9/5). Na prática, o combustível que antes custava R$ 4,51, por litro, vai passar a custar R$ 4,91. Segundo a estatal, o preço do diesel não era reajustado há 60 dias e o novo valor já passa a valer a partir desta terça-feira (10).

“Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto”, afirma em nota. Os valores da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP) foram mantidos.

Segundo a empresa, a nova alta é devido ao balanço global impactado de diesel, que teve uma redução de oferta em relação à demanda e aos estoques globais abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões fornecedoras.
Esse desequilíbrio, segundo a nota, resultou na elevação dos preços do diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, diz a nota.