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Defesa Civil avalia risco de queda de viaduto perto do aeroporto

Defesa Civil avalia risco de queda de viaduto perto do aeroporto
Informações preliminares do CBMDF dão conta de que parede de contenção do viaduto apresenta rachaduras. Trânsito na área está bloqueado

O viaduto que dá acesso ao Aeroporto de Brasília, na DF-025, passa por avaliação da Defesa Civil do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), nesta terça-feira (31/1). As equipes avaliam a possibilidade de queda da estrutura.

O viaduto que dá acesso ao Aeroporto de Brasília, na DF-025, passa por avaliação da Defesa Civil do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), nesta terça-feira (31/1). As equipes avaliam a possibilidade de queda da estrutura.

o engenheiro da Defesa Civil Leão Teixeira afirmou que o restante da estrutura — além da parede — do viaduto está fora de risco.

“O viaduto, em si, está totalmente íntegro. Tem bom estado de conservação, não apresenta qualquer tipo de problema. O problema está, de forma pontual, na cortina de concreto entre o talude e a ponte”, detalhou.

O viaduto fica sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Para a avaliação, a área está isolada, e o trânsito na área, temporariamente interditado.

“Devido aos episódios de chuva forte naquela região, nas últimas semanas, a interdição tem objetivo de [permitir uma] avaliação preventiva da estrutura da obra de arte especial, realizada pela equipe técnica especializada do órgão”, comunicou o DER-DF, em nota.

Censo do IBGE: a polêmica sobre tamanho da população que pode tirar dinheiro de municípios, inclusive cidade do Entorno como Novo Gama

Censo do IBGE: a polêmica sobre tamanho da população que pode tirar dinheiro de municípios, inclusive cidades do Entorno como Novo Gama

Com Censo atrasado, IBGE estimou população brasileira em 207 milhões, mas técnicos do próprio instituto criticam a metodologia utilizada. Devido à população menor, 702 municípios esperam perder R$ 3 bilhões em repasses da União e prometem ir à Justiça

No apagar das luzes de 2022, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou uma nova projeção para a população brasileira: 207,8 milhões de habitantes.

O dado — uma estimativa feita a partir do Censo ainda inacabado de 2022 —, chamou a atenção por ser mais de 7 milhões inferior à projeção populacional de 215 milhões de habitantes, feita pelo próprio IBGE, com base na última edição do Censo, de 2010.

O número menor do que a projeção já era esperado, devido à pandemia, à migração de brasileiros para o exterior e à gradativa redução no número de nascimentos. O fato de a projeção estar 12 anos distante do último Censo e de não ter sido realizada uma contagem populacional prevista para 2015, também contribuem para a discrepância entre os números.

Mas, após a publicação do dado, técnicos do IBGE afirmam que o número pode estar subestimado e revelam que sua divulgação foi controversa dentro do próprio instituto.

Como a população do Brasil cresceu 45 vezes em 200 anos — e agora envelhece em ‘ritmo asiático’
“Fizeram uma conta de padaria com base no que já está feito no Censo, mas o método é bem duvidoso, teve bastante discordância sobre isso”, relata um técnico do IBGE que conversou com a BBC News Brasil sob condição de anonimato.

“Isso é uma invenção, nenhum país no mundo faz o que eles fizeram”, diz outro técnico.

“Vejo com muita preocupação. Primeiro, porque foi uma metodologia que nunca foi aplicada em lugar nenhum do mundo. É aquilo que a gente chama de uma jabuticaba”, afirma.

“E pior: estão usando duas metodologias diferentes para tratar entes federados, que são os municípios, de mesmo porte populacional. Então vai ter município que o resultado dele é o Censo e município que o resultado é uma estimativa. Ninguém vai ficar satisfeito e isso vai gerar ações na Justiça”, acrescenta este segundo técnico.

“Então há um aspecto legal insustentável e um aspecto metodológico também muito frágil.”

Cimar Azeredo, presidente interino do IBGE, afirma que as críticas não procedem, que o instituto tem muita transparência em seus processos, seguindo à risca os princípios fundamentais das estatísticas oficiais.

Ele afirma ainda que os dados foram discutidos com os técnicos, submetidos a uma comissão consultiva composta de 13 membros e que são a melhor informação possível, se comparada com os dados populacionais projetados a partir do Censo anterior, por apresentarem maior grau de acuidade.

Menos dinheiro para municípios
Poderia ser apenas uma discordância entre visões técnicas distintas, mas a contagem populacional tem consequências práticas. Isso porque municípios que perdem população passam a receber menos dinheiro do governo federal.

Ao fim de todos os anos, por obrigação legal, o IBGE encaminha ao TCU (Tribunal de Contas da União) a relação da população de cada um dos municípios brasileiros. Os dados são usados para calcular as quotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o ano seguinte.

Ao fim de todos os anos, IBGE encaminha ao Tribunal de Contas da União a relação da população de cada um dos municípios brasileiros.
Pelas regras do fundo, Estados e Distrito Federal recebem 22,5% da arrecadação do IR (Imposto de Renda) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Esse valor então é distribuído aos municípios, de acordo com o número de habitantes.

O repasse é estabelecido com base em faixas populacionais e as diferentes faixas têm direito a valores maiores quanto maior a população.

Assim, se um município perde população e, com isso, muda de faixa, ele acaba perdendo recursos. Isso afeta particularmente os municípios menores, que têm populações pequenas demais para gerar arrecadação própria e têm no FPM sua principal fonte de receita.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que 702 municípios perderão recursos com base na estimativa populacional da prévia do Censo, somando mais de R$ 3 bilhões. Os Estados com mais municípios impactados são Bahia (99), Minas Gerais (83) e São Paulo (72).

Por que municípios vão à Justiça
Em anos em que não há Censo, o IBGE envia ao TCU, para o cálculo das quotas do fundo, a população dos municípios com base na projeção populacional. Em 2022, no entanto, com o Censo ainda incompleto, o instituto optou por uma imputação a partir dos dados parciais da pesquisa.

Aglomeração de pessoas em bloco de Carnaval na Av. Paulista, em São Paulo
Getty Images
Em anos que não há Censo, IBGE envia ao TCU a população dos municípios com base em projeção. Em 2022, com o Censo ainda incompleto, optou por uma imputação a partir dos dados parciais da pesquisa
A CNM argumenta que os municípios estão protegidos por uma lei (Lei Complementar 165/2019) que, na interpretação da entidade, determinou o congelamento dos coeficientes do FPM para perdas até a finalização do Censo.

O texto da lei, contudo, não fala explicitamente em “finalização”, mas apenas “até que sejam atualizados com base em novo censo demográfico”. O TCU considerou que o IBGE enviou informações com base no novo Censo e, por isso, recalculou as quotas do fundo, com perdas para os municípios que tiveram redução de população.

Por discordar dessa interpretação, a CNM está recomendando que todos os municípios afetados recorram no TCU. Alguns deles já contestam a decisão do órgão na Justiça, tendo recebido liminares favoráveis, segundo a entidade representativa.

“O governo não fez a recontagem populacional em 2015, não fez o Censo em 2020 e 2021. Foi fazer agora, de maneira muito claudicante. Isso soa para nós como uma irresponsabilidade total do governo, que não cumpre a lei”, diz Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.

“Já temos liminares suspendendo isso daí [a decisão do TCU] e olha a confusão que vão armar no Brasil. A cada município que tiver uma liminar concedida, será necessário recalcular a quota dele e de todos os demais. Uma quota de um município mexe em toda a estrutura do Estado inteiro”, alerta Ziulkoski.

A BBC News Brasil pediu um posicionamento ao TCU quanto às críticas da CNM. O tribunal respondeu que “eventuais contestações que vierem a ser apresentadas pelos municípios ao Tribunal de Contas da União serão naturalmente avaliadas pela Corte, como ocorre em todos os anos, nos termos de sua Lei Orgânica e do seu regimento interno. Esses questionamentos serão analisados somente em relação ao cálculo e não às estatísticas utilizadas, que são da competência do IBGE e, por definição legal, o TCU não possui qualquer ingerência.”

O atraso no Censo que levou a esse imbróglio
Programado para acontecer em 2020, o Censo teve de ser adiado por conta da pandemia de covid-19. Em 2021, sofreu novo adiamento, por falta de orçamento — mais de 90% da verba prevista foi cortada na tramitação da lei orçamentária no Congresso.

Censo perde 90% da verba e IBGE diz que corte torna pesquisa inviável
Agente do censo usando boné e colete do IBGE, além de máscara de proteção e face shield contra o coronavírus
Acervo IBGE
Programado para 2020, o Censo teve de ser adiado devido à pandemia. Em 2021, sofreu novo adiamento, por falta de orçamento
Após determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), o governo federal liberou R$ 2,3 bilhões para realização da pesquisa, 26% menos que os R$ 3,1 bilhões inicialmente previstos.

Técnicos e ex-presidentes do IBGE alertaram à época que o valor seria insuficiente, mas a diretoria do instituto — então sob a presidência de Susana Cordeiro Guerra, indicada de Paulo Guedes para o cargo — tomou medidas como reduzir o questionário e seguiu com o Censo assim mesmo.

A pesquisa em campo teve início em agosto de 2022, com previsão de ir até o fim de outubro. Com dificuldade para contratar recenseadores devido à baixa remuneração, o término da coleta foi adiado para o começo de dezembro, depois para o fim do ano, novamente para janeiro e, agora, o instituto já cogita esticar a pesquisa até fevereiro.

Diante dos sucessivos adiamentos, o IBGE chegou ao fim de 2022 — quando tem a obrigação legal de encaminhar ao TCU a relação da população de todos os municípios brasileiros — sem os números finalizados do Censo. Com cerca de 84% da população recenseada até 25 de dezembro, o órgão de pesquisa optou por divulgar uma “prévia do Censo”, estimativa feita a partir dos dados já coletados.

‘207 milhões é pouco’, diz demógrafo
Não são apenas os técnicos do IBGE que questionam os 207 milhões de habitantes divulgados pelo instituto na prévia do Censo. O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE, também considera o número baixo e avalia que o resultado pode sinalizar problemas de cobertura do Censo.

Para embasar sua opinião, Eustáquio cita os dados de nascimentos e óbitos do Ministério da Saúde. Entre agosto de 2010 e julho de 2022, período de referência entre os dois Censos, nasceram 34,4 milhões de crianças e morreram 16 milhões de pessoas, o que resulta em um crescimento vegetativo da população de 18,3 milhões, diz o demógrafo.

Como a população em 2010 era de 190,8 milhões, conforme a edição do Censo daquele ano, seriam 209 milhões de pessoa em 2022, considerando apenas o crescimento vegetativo.

O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves considera 207 milhões um número baixo para a população brasileira e avalia que resultado pode sinalizar problemas de cobertura do Censo
O número da população poderia ser menor do que isso, caso houvesse uma migração significativa de brasileiros para o exterior, diz Eustáquio. Mas, embora muitos brasileiros tenham deixado o país no período, particularmente para Europa e Estados Unidos, também teve muita gente entrando, como os venezuelanos, cuja presença elevou a população de Roraima em 41% em 12 anos, por exemplo.

Por esse mesmo cálculo, que considera fecundidade, mortalidade e migração, o demógrafo observa que a população de 2010 também pode ter sido subestimada e poderia ser mais próxima de 194 milhões. Assim, com o crescimento vegetativo de 18 milhões, a população em 2022 poderia ser mais próxima de 212 milhões.

“Então, o que eu esperava para esse Censo é algo entre 209 milhões e 212 milhões de habitantes. Cheguei a escrever artigo dizendo que de jeito nenhum ia chegar em 215 milhões, principalmente depois da pandemia, que aumentou o número de óbitos e diminuiu o de nascimentos”, afirma. “Mas 207 milhões é pouco.”

O segundo técnico ouvido pela BBC News Brasil sob anonimato faz cálculo semelhante.

Usando dados de nascimentos e óbitos do registro civil, e dados migratórios da Polícia Federal de entradas e saídas no país, ele chega a 212 milhões de habitantes estimados para 2022.

“Ou seja, 207 milhões está muito abaixo. Algo entre 211 milhões e 213 milhões me parece muito mais razoável”, diz o técnico.

Para o professor aposentado da Ence/IBGE, o problema da prévia do Censo é ainda mais grave em nível municipal.

Ele cita o exemplo de Porto Alegre, que tinha 1,409 milhão de habitantes no Censo de 2010, 1,492 milhão em uma estimativa feita pelo IBGE em 2021 e, agora na prévia do Censo 2022, teve sua população estimada em 1,404 milhão, abaixo do Censo de 2010.

Outro exemplo é São Gonçalo (RJ), que em 2010 tinha 999,8 mil habitantes, 1,1 milhão na estimativa de 2021 e 929 milhões na prévia do Censo.

“Isso está na cara que está errado, porque o crescimento vegetativo de São Gonçalo foi de 35,7 mil pessoas no período, então a população já deveria estar acima de 1 milhão. Isso só não seria verdade se tivesse uma migração enorme de São Gonçalo para outros municípios, mas não conheço nenhuma evidência que mostre isso”, observa Eustáquio.

“Evidentemente tem problema de cobertura nesse negócio”, opina o demógrafo.

Novo Gama é um município brasileiro do estado de Goiás. 119 649 hab. Sua população, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), antes era  de 119 649 habitantes.

Com novo senso o município de Novo Gama foi para  97.976, mil habitantes,  uma cidade das que mais cresce do Entorno Sul de Brasília.

Procurado pela nossa equipe o prefeito Carlinhos do Mangão ( PL),  disse está inconformado com esses números e que isso não existe, ” Como que Cidade de Novo-Gama reduziu o número de habitantes é só olhar antes e hoje o tanto que a cidade cresceu vamos recorrer à justiça,  esse dados só prejudica nossa cidade ” diz o gestor municipal.

O que diz o IBGE
“Tínhamos duas opções: divulgar as estimativas de 2022 ou os dados do Censo. Estamos falando de uma estimativa que tinha como referência o Censo de 2010. Quando você se afasta muito desse Censo, a tendência vai perdendo qualidade”, afirma Cimar Azeredo, presidente interino do IBGE, que assumiu o cargo após a exoneração de Eduardo Rios Neto, com a mudança de governo.

Cimar Azeredo usando boné e colete do censo durante coletiva de imprensa do IBGE
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Antes diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo assumiu a presidência do instituto interinamente, após a exoneração de Eduardo Rios Neto, com a mudança de governo
“Além do que, o método prevê uma contagem no meio da década, que não aconteceu, o que enfraquece essa estimativa. Por isso foi tomada a decisão, já que estávamos com o Censo praticamente concluído, de imputar os dados, como fazemos em todo Censo [com a parcela da população que não pôde ser recenseada]. Utilizamos uma metodologia nova, recomendada por um estatístico da comissão consultiva, e que já vínhamos implementada há meses”, diz Azeredo, em entrevista à BBC News Brasil.

“O IBGE, por orientação metodológica, tem que escolher o melhor número para entregar ao TCU. O melhor número, sem dúvida, avaliado inclusive pela Comissão Consultiva do Censo, é o número da prévia do Censo.”

O presidente interino diz que o IBGE está muito tranquilo com os questionamentos dos municípios, porque isso acontece sempre que um município perde população.

“O fato de se ter atrasado não prejudica em nada a qualidade desse Censo”, diz Azeredo. “Vamos entregar o melhor Censo que esse país já teve.”

Perda de qualidade do Censo 2022
Diferentemente de José Eustáquio e dos técnicos do IBGE, o demógrafo Ricardo Ojima, ex-presidente da Abep (Associação Brasileira de Estudos Populacionais) e professor da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), não se surpreendeu com os 207 milhões de habitantes divulgados pelo IBGE em 28 de dezembro.

“A grande questão é que o número de nascimentos e o número médio de filhos por mulher vêm caindo mais rápido do que os cenários que se colocam para o futuro”, diz Ojima. “Isso contribui para que o ritmo de crescimento da população seja cada vez menor a cada ano.”

Recenseador entrevsitando homem e mulher através de janela em casa de tijolos aparentes
Acervo IBGE
Atraso no Censo prejudica qualidade dos dados coletados, avalia o demógrafo Ricardo Ojima, da UFRN
Ele defende a opção do IBGE por divulgar a prévia do Censo. “Não faria sentido não utilizar as coletas em municípios onde a cobertura já estava concluída ou muito avançada. A grande questão são as localidades onde falta muita gente [ser recenseada], mas a combinação da informação coletada com estimativa, eu penso que seja uma informação segura”, avalia.

Ojima, no entanto, discorda da avaliação do presidente do IBGE de que o atraso não prejudica em nada a qualidade do Censo.

“Afeta com certeza, não necessariamente em termos de volume da população, que é um dado menos complexo, mas para a qualidade das informações das características da população”, diz.

Isso porque o Censo tem uma data de referência para as perguntas: 31 de julho de 2022 — por exemplo, o recenseador pergunta: “Quantas pessoas moravam nesse domicílio em 31 de julho de 2022?”. Assim, quanto mais distante dessa data, pior a memória das pessoas e mais eventos que distorcem os dados acontecem, como mudanças de endereço e migrações.

“Se você demora seis, sete, oito meses, a informação vai se perdendo. Isso é muito ruim, prejudica a qualidade das informações”, avalia o professor da UFRN.

O melhor Censo que o país já teve?
Wasmália Bivar, economista e ex-presidente do IBGE (2011-2016), avalia que o imbróglio em torno da prévia do Censo e o atraso da pesquisa são uma espécie de “tragédia anunciada”.

“A equipe técnica do IBGE cansou de falar que para realizar o Censo, num país de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e com uma projeção à época de 211 milhões de habitantes, era preciso um orçamento suficiente. Afinal de contas, a maior parcela do orçamento do Censo é para colocar o recenseador na porta do domicílio, treinado, equipado e com todos os sistemas testados e aprovados”, diz Wasmália.

Protesto de recenseadores em Salvador, 1º de setembro de 2022
Divulgação
Capitais como Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Brasília registraram protestos de recenseadores, que também aconteceram em cidades menores
“O que a direção fez? Cortar o questionário sem uma discussão com os técnicos, justificando o corte de orçamento da ordem de 30%. Foi muita inexperiência e uma tentativa de ignorar o que os técnicos estavam falando. Então certamente o orçamento insuficiente é o fator mais importante”, avalia a ex-presidente do IBGE.

Ela critica o argumento do IBGE de que a dificuldade de contratar recenseadores se deveria a um “mercado de trabalho muito aquecido”, lembrando que o país tem quase 40% de trabalhadores na informalidade e 23 milhões de ocupados subutilizados. Além disso, lembra Wasmália, em 2010, com um mercado de trabalho muito mais favorável e em ano de eleição (evento que gera milhares de empregos temporários), esse problema não aconteceu.

“O corte orçamentário tornou a remuneração dos recenseadores muito aquém do que mesmo um mercado de trabalho bastante precário estava oferecendo. Isso se combinou com falhas de pagamento, que gerou uma desconfiança, isso foi parar na redes sociais e muitos desistiram. Eles acabaram contratando um número insuficiente e pouco motivado de recenseadores.”

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Segundo Cimar Azeredo, a previsão era de contratação de 180 mil recenseadores, mas o IBGE conseguiu chegar no máximo a 120 mil.

Questionada se é possível de fato o IBGE “entregar o melhor Censo que esse país já teve”, como promete o presidente do instituto, Wasmália se mostra descrente.

“Impossível nessas condições, com o orçamento, o número de recenseadores, o prazo que teve. Com todas as falhas de sistema de pagamento, de gestão, da ausência de publicidade. É impossível. Mas tenho certeza de que a equipe que está lá, que veste a camisa, que se compromete com a instituição, vai tentar que esse não seja o pior Censo que o país já fez.”

 

Por falta de saneamento básico Mulher é arrastada pela enxurrada durante chuva em Valparaíso de Goiás; vídeo

Mulher é arrastada pela enxurrada durante chuva em Valparaíso de Goiás; vídeo

Água carrega a moradora por alguns metros até que um grupo de pessoas que estava mais a frente consegue segurá-la.

Uma mulher foi arrastada pela enxurrada durante a forte chuva que caiu em Valparaíso de Goiás na quarta-feira (13), no Entorno do Distrito Federal (assista acima). O comerciante Cleiton Lobo contou que filmava o temporal quando registrou a queda da moradora por acaso.

“Se não fosse por moradores para ajudá-la, ela tinha sido levada”, relatou o comerciante.

O vídeo foi gravado de dentro do carro em que ele estava, no setor Chácaras Anhanguera. As imagens mostram que a mulher cai na calçada de uma avenida comercial e é levada rapidamente pela força da água.
A enxurrada carrega a moradora por alguns metros até que um grupo de pessoas que estava mais a frente consegue segurá-la. Segundo o comerciante, a mulher não se feriu.

 

A maior festa religiosa de Novo-Gama de volta com a realização da Via Sacra nesta Semana Santa

A maior festa religiosa de Novo-Gama de volta com a realização da Via Sacra nesta Semana Santa

A encenação da Paixão de Cristo ocorre tradicionalmente na região do Morro da cidade de Novo-Gama(GO), a  peça revive os últimos dias de Jesus, sua morte e ressurreição em uma encenação única no mundo. 

Via Sacra de Novo, uma das mais tradicionais do  Entorno Sul de Brasília, acontece em uma das cidades mais antiga da região, há 26 anos desde a sua emancipação política,  já consta no calendário turístico do município. O evento volta agora após 2 anos de  pandemia da covid-19.

O evento conta com 250 pessoas encenando, e dezenas  trabalhando na parte técnica, e deve atrair um público de quase 25 mil    pessoas, segundo os organizadores.

Realização; Grupo Via Sacra Novo-Gama,  Secretaria Municipal de Cultura,  e Prefeitura Municipal de Novo Gama.

Este ano, o evento será realizado apenas na Sexta-feira da Paixão, dia (15), Nesta sexta-feira a partir das 16h00.

Derrubadas no Setor Cana do Reino, em Taguatinga, geram conflito com moradores

 

Derrubadas no Setor Cana do Reino, em Taguatinga, geram conflito com moradores

Equipes do governo iniciaram a demolição das casas enquanto moradores asseguravam que o terreno era particular

 

Equipes da Secretaria de Proteção à Ordem Urbanística (DF Legal), acompanhadas de policiais militares e tratores, demoliram áreas e lotes do condomínio JK Ville — onde moram cerca de 300 famílias —, na área conhecida como Cana do Reino, perto de Vicente Pires e ao lado da BR-001. As famílias moradoras do local, na tentativa de impedir a entrada dos agentes, incendiaram pneus e paus na via e o trânsito foi interditado.

Os residentes da área afirmam que a propriedade é privada e foi comprada, não invadida. No local, os advogados defendiam que os agentes de demolição começaram a derrubada sem apresentar documentos legais para tanto. Por sua vez, o DF Legal informou que está cumprindo uma decisão judicial do juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que, segundo a nota do órgão, visa combater ocupações irregulares na região.
Raul Júnior, 43, presidente da associação dos moradores do local e que também mora na área, conta que os residentes fizeram tudo de boa fé e não são invasores. “Nós compramos um sonho e estamos vivendo essa realidade. Brasília inteira teve partilhamento ilegal de solo e foi nisso que nós caímos. Isso não é terra pública, é particular, nós compramos. Semana passada já derrubaram sete casas aqui, tudo sem apresentar documentos”, compartilha.
Além disso, Raúl também critica a abordagem policial, que tirou crianças na base da força, usou bombas de efeito moral e gás de pimenta. Para dispersar as pessoas e abrir espaço para a chegada dos tratores, os agentes fizeram uso das ferramentas e assustaram os moradores, que eram vistos chorando e em desespero.
A DF Legal informou em comunicado que a ação na região se dá pelo local ser objeto de grileiros e, nas palavras do juiz de direito que emitiu a decisão judicial, com “a gravíssima denúncia de formação de milícias, uma das formas mais socialmente daninhas de crime organizado”. Segundo levantamento prévio do parcelamento ilegal, a previsão de lucros dos grileiros com a venda dos lotes irregulares é de R$ 62 milhões.

A advogada Lívia Carolina Soares Dias de Medeiros, uma das representantes dos moradores, defendeu os residentes e adicionou outra crítica aos policiais. “Aqui não tem bandido, são só famílias que querem exercer seu direito de moradia. Eles (policiais) chegam violentos e truculentos, mesmo sem apresentar nenhum documento”, diz.
A primeira ação, realizada na semana passada, resultou em sete casas demolidas. Ainda assim, a DF Legal informa que não tem o número exato de edificações que foram removidas, uma vez que a operação ainda está em curso.

Superintendência de Trânsito e transporte de Valparaíso sinaliza em frente o colégio municipal do Distrito Jardins Céu Azul

Caos, confusão, e colisões agora está sinalizado em frente ao Colégio municipal Céu Azul Valparaíso os condutores de veículos que estacionar ao lado esquerdo da via estará sujeito a ser multado

O Departamento e Superintendência de Trânsito de Valparaíso de Goiás, colocou placas de sinalização metros de sinalização horizontal são 05 placas de sinalização vertical no bairro Céu Azul em frente ao colégio municipal.

As ferramentas foram implantadas com o objetivo organizar o fluxo de circulação, proporcionando maior segurança para os usuários em seus deslocamentos, este via que já foi palco de várias colisões, um grande problema mais que nunca tinha sido resolvido caos total.

Segundo a pasta o trabalho da equipe de sinalização implantado pela Superintendência tem como pilar o plano de circulação, que busca diminuir pontos de conflitos, como este da avenida principal do Céu Azul, aumentar a segurança nas vias de trânsito e aumentar a visibilidade e fluidez nas vias principais de Valparaíso.

Agora vamos acompanhar, uma vez que a via de sentido único fica congestionada devido os pais de alunos de rede de ensino público municipal, da 1° Etapa do Colégio municipal e principal do Distrito Jardins Céu Azul QD 14, área especial….. Além do local ser de grande fluxo, o altos índices de acidentes e grande ao longo dos anos, as equipes de engenharia diz que vão priorizar o tráfego nas imediações de escolas, visando oferecer melhores condições de travessias.

O comerciante Antônio vulgo ” Tatu ” disse que acha que agora vai melhorar ” quero parabenizar toda equipe de trânsito, já registrei vários acidentes neste local, esperamos que melhore” disse o mesmo que precisa da fiscalização atuar com trabalho ostensivo neste local para os pais de alunos terem mais consciência em não estacionar.

Em contato com nossa equipe falamos com Superintendente de Trânsito e transporte Antônio César, que disse ” temos conhecimento deste problema, chegou um vídeo para mim sobre esta situação, de  emediato ao tomar conhecimento a nossa equipe de trânsito foi até o local sinalizar, nossos agentes mesmo com um efetivo menor do que a demanda vamos fazer um trabalho educativo conscientizando os condutores de veículos a não estacionar do lado esquerdo em frente à escola,  caso ao contrário será penalizado” disse o agente político.

 

Observando-se o grande gargalo desta avenida principal de sentido único, são os pais de alunos que deixa seus veículos estacionado do lado esquerdo gerando um grande engarrafamento. Agora só poderá estacionar do lado direito se não achar uma vaga vai até o estacionamento da praça central do Céu Azul que fica ao lado do órgão de ensino.

Novo-Gama saiu na frente a primeira cidade do Entorno que flexibiliza uso de máscaras em ambientes abertos a partir de hoje

O Governo de Novo-Gama(GO) publicou, em edição extra do Diário Oficial do município ( PMNG), o decreto que desobriga o novogamense de usar máscaras de proteção facial em todo território municipal. A regra, agora, vale tanto para locais abertos quanto locais fechados. A medida tem efeito imediato.

Odocumento, assinado pelo  Prefeito Carlinhos do Mangão (PL-GO), também revogou outras restrições, flexibilizando as regras de biossegurança em diversos espaços da cidade. Transporte público,  órgãos públicos,  Bares, boates, restaurantes e casas noturnas não precisam mais cumprir os protocolos adotados em 2020, no início da pandemia, como higienizar cardápios e disponibilizar álcool em gel para os consumidores.

Também houve mudança nas regras que dizem respeito à presença de clientes em supermercados, igrejas . A partir de agora, quem optar praticar alguma atividade que estava restrita presencialmente poderá permanecer sem máscaras durante as atividades.

O mesmo decreto reduz, a partir de hoje, a necessidade de distanciamento entre as mesas em restaurantes, bares e centros gastronômicos. A atualização permite a diminuição do espaçamento de dois para um metro. Outra novidade do documento é que aulas coletivas em academias também estão liberadas.

 

Governo de Novo-Gama anuncia a Reforma da feira do produtor e dá 90% de desconto em débitos de feirantes com município

O prefeito Carlinhos do Mangão assinou um Projeto de Lei de autoria do poder Executivo que concede desconto de 99% nos juros e multas das taxas dos anos anteriores, e parcelamento dos anos anteriores. Além de 75% de desconto das taxas do ano de 2022 dos boxes da Feira do Produtor Rural – FEPRAL.

Semanas com muitas novidades aos feirantes local,  que também além do desconto para quitar seus débitos,  também terão um conforto melhor através da iniciativa do Prefeito Carlinhos do Mangão (PL),  para a obra de reforma da Feira do produtor rural.

O contrato N° 14/2022 foi assinado pelo prefeito Mangão, a Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano, Sr Ricardo de Souza,  por outro lado pela  empresa ALPHA,  representada pelo Sr. Elvis Jhonny e o responsável pela Empresa  .

O próximo trâmite será a ordem de serviço que dará início a obra que tem como objetivo melhorar a logística dos feirantes em um lugar mais moderno e agradável, também para os usuários da mesma.

A partir deste mês de março, cidadãos  pequenos produtores que têm dívidas com a Prefeitura de Novo-Gama podem quitá-las à vista com 99% de desconto ou parcelá-las. As oportunidades fazem parte do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) 2022, iniciativa da prefeitura que oferta aos inadimplentes as maiores vantagens da história neste tipo de ação como parte do pacote de retomada econômica delineado para mitigação do impacto da pandemia da Covid-19. Os benefícios vão vigorar .

Para o prefeito Carlinhos do Mangão esta é uma oportunidade que a Prefeitura está disponibilizando. “Esta é uma excelente oportunidade para o feirante sanar seus débitos. As condições apresentadas foram bem vantajosas e a Prefeitura foi até seu limite para facilitar a vida do contribuinte. Não poderíamos ficar indiferentes em relação ao momento econômico”, afafirma

E primeira vez desde a emancipação política do município, que um governo valoriza o cartão postal de Novo-Gama,  dando o devido valor aos comerciantes da feira.

Segunda-feira terá sol aberto e chuvas isoladas no DF

 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), haverá, ainda, registros de chuva localizada, durante a tarde, e as manhãs serão marcadas pela sensação de frio, com predomínio de muitas nuvens ao longo da semana

A segunda-feira (21/2) no Distrito Federal deve contar com aberturas de sol, mesmo que isoladas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o brasiliense deve ver aberturas de sol ao longo do dia, mas a chuva deve cair em alguns pontos do DF. A mínima durante a manhã foi de 18ºC, e a tarde deve alcançar 29ºC. Já a umidade relativa do ar varia entre 45% e 95%.

Nos próximos dias, a previsão não muda. Segundo o meteorologista Olívio Bahia, a última semana do mês deve contar com aberturas de sol, mesmo que isoladas. De acordo com o especialista, haverá, ainda, registros de chuva localizada no Distrito Federal, durante a tarde, e as manhãs serão marcadas pela sensação de frio, com predomínio de muitas nuvens.
“Devemos ver um predomínio maior de nuvens, o sol aparece mais vezes e ainda há condição para ocorrer pancadas de chuva durante a tarde, em pontos localizados do DF”, explica o meteorologista. De acordo com o especialista, em todos os dias do mês de fevereiro houve registro de chuvas e, em alguns pontos, a média mensal de chuva já foi ultrapassada. É o caso do Gama, que até as 18h deste domingo (20/2), fez o maior registro, de 294mm. Na região, choveu 61% a mais da média esperada, que é 183mm

Em seguida, vem o Sudoeste, com 208,6mm, da 14% a mais da média. Já as regiões de Águas Emendadas e Paranoá não ultrapassaram o valor. “Em Águas Emendadas choveu 92,8%, 51% do esperado para o mês. No Paranoá, 130,4%, que representa 71% do esperado”, explica Olívio.
Segundo o meteorologista, mesmo chovendo bem em boa parte do DF, as precipitações não estão bem distribuídas. “Isso é normal. Diferente do que imaginamos, a chuva não é geral, ela cai em pontos específicos. Às vezes há uma nuvem mais carregada em determinado local, e em outro ponto não. Como não há um forte sistema atuando na cidade, é comum ver esse comportamento de chuvas isoladas”, diz.

Olívio diz, ainda, que as precipitações não são alarmantes. “O período de chuva foi bem generoso, choveu bem a ponto de encher os reservatórios. Mas tem ano que chove mais, outro menos. A própria natureza se encarrega disso. Ainda temos sete dias para fechar o mês, mas a expectativa é que a chuva se mantenha em pontos isolados”, reitera

 

Censo de 2022 começa em 1º de agosto, anuncia IBGE em Valparaíso de Goiás

Censo de 2022 começa em 1º de agosto, anuncia IBGE em Valparaíso de Goiás

Previsão é que os agentes visitem 70 milhões de domicílios de todo o Brasil até outubro

Por População Ativa

08/02/2022 às 15:03

O Censo Demográfico de 2022 já tem data para começar: dia 1º de agosto deste ano. A informação foi divulgada no dia (25), do mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão federal vinculado ao Ministério da Economia e responsável por organizar a consulta, que ocorreu pela última vez no país em 2010.

A princípio, o início da coleta de dados estava previsto para 1º de junho. A data, no entanto, foi modificada, em virtude da troca de banca examinadora que realizará o concurso e selecionará 206 mil funcionários temporários em todo país para a realização da pesquisa.

Serão selecionados cerca de 183 mil recenseadores, os funcionários que vão de porta em porta em busca das entrevistas, para coleta de dados, e 23 mil agentes censitários, que desempenham função de supervisores.

Já a coleta de dados acontecerá de 22 de agosto a 22 de outubro, em Valparaíso de Goiás.

Na manhã desta terça-feira, 8 de fevereiro, o Poder Executivo Municipal, participou junto do Poder Legislativo Municipal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Reunião de Planejamento e Acompanhamento do Censo 2022.

O Censo Demográfico deste ano está previsto para ocorrer de 22 de agosto a 22 de outubro, ao todo serão 3 meses de coleta de dados. O município de Valparaíso de Goiás contará com 2 pontos de coleta. Uma equipe formada por 143 recenseadores e 19 supervisores (CCS, ACM e ACS).

Com a agenda de hoje, o IBGE objetivou informar autoridades e representantes da sociedade sobre o Censo Demográfico 2022, reforçar a importância do trabalho para o planejamento público e privado e divulgar dados que servirão como base para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Durante o teste, o instituto experimentou alguns protocolos que serão implementados durante a consulta oficial, por causa da pandemia de Covid-19. Entre eles, o uso de máscaras e e de escudos faciais. A consulta ocorre a cada dez anos e deveria ter sido realizada em 2020, mas foi adiada por causa da pandemia. Em 2021, não ocorreu por indisponibilidade orçamentária.