Caso Mariana Ferrer: STF analisa constrangimento de vítima de estupro em audiência

Análise começa nesta sexta (20) em sessão virtual. STF analisa se há repercussão geral em recurso apresentado

Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta sexta-feira (20/3), um recurso apresentado no caso da influenciadora Mariana Ferrer. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

No recurso, a influencer narra que, na audiência em que foi ouvida como vítima em um processo por estupro, sofreu sarcasmo, ironia, ofensas, humilhações e insinuações sexuais “do mais baixo nível” por parte do advogado de defesa do acusado. Ela argumenta que a situação ocorreu sem a intervenção do juiz, do promotor de Justiça e do defensor público, “o que violaria o princípio constitucional da dignidade humana.”

Mariana pede a anulação da sentença que absolveu o acusado no caso.

STF analisa repercussão geral

O STF irá examinar, em plenário virtual, se o caso atende aos critérios da repercussão geral, ou seja, se apresenta questões relevantes do ponto de vista social, político, econômico ou jurídico e se a controvérsia ultrapassa os interesses das partes envolvidas.

Se a repercussão geral for reconhecida, o mérito do recurso irá a julgamento pelo Plenário, em data a ser marcada, e o STF fixará uma tese que deverá ser seguida em causas semelhantes nas outras instâncias da Justiça.

Relembre o caso

Mariana acusou um empresário de drogá-la e estuprá-la em 2018 no Café de La Musique, em Florianópolis (SC). O homem foi absolvido em um processo polêmico. Mariana recorreu ao STJ alegando nulidade da audiência de instrução e julgamento, na qual foi humilhada. As imagens da ocasião, divulgadas na época pelo The Intercept Brasil, geraram revolta e levaram à advertência do juiz Rudson Marcos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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