Investigações indicam que técnicos de enfermagem teriam provocado mortes de pacientes e se referiam aos casos como “alta celestial”

As investigações sobre a morte de três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, apontam que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo teria agido por irritação e falta de paciência com pacientes que exigiam maior atenção da equipe médica. O entendimento é do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que classifica a motivação dos crimes como torpe e extremamente reprovável.

De acordo com a denúncia, Marcos demonstrava incômodo principalmente com pacientes obesos e aqueles que demandavam cuidados mais intensivos no dia a dia. As técnicas de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, também denunciadas no caso, teriam conhecimento da motivação e, segundo o Ministério Público, não adotaram qualquer medida para impedir as ações. “Eles agiram para matar”, afirmou o promotor Bernardo de Urbano Resende.

Os três profissionais respondem judicialmente pelas mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Os fatos teriam ocorrido entre os dias 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025, no hospital particular localizado em Taguatinga.

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o uso da expressão “alta celestial” pelos acusados para se referir à morte dos pacientes. Conforme a denúncia, o termo era empregado como uma forma de se referir ao desfecho fatal das vítimas.

Ainda segundo a ação aceita pela Justiça do Distrito Federal, após as duas primeiras mortes, os denunciados teriam mantido a conduta criminosa. “Obtendo sucesso em eliminar as duas primeiras vítimas, os réus deram continuidade à obstinação pela morte, pela ‘alta celestial’”, registra um trecho do documento judicial.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *