Suspeita de integrar esquema de vendas fraudulentas pela internet é presa após investigação da PCDF

Uma mulher de 25 anos foi presa na sexta-feira (12), em Cuiabá (MT), por suspeita de participação em um grupo criminoso que aplicava golpes por meio de anúncios falsos de produtos na internet. A prisão ocorreu durante a Operação Degelo, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT).

As investigações apontam que a organização criminosa copiava anúncios legítimos de venda de produtos, principalmente geladeiras usadas, e alterava os dados de contato dos vendedores. Dessa forma, os compradores acreditavam estar negociando diretamente com os proprietários dos itens e efetuavam pagamentos via Pix por mercadorias que nunca eram entregues.

Na maioria dos casos, o golpe era descoberto apenas quando as vítimas se dirigiam ao endereço informado para buscar o produto. Ao chegarem ao local, constatavam que o verdadeiro proprietário não havia recebido qualquer valor e desconhecia completamente a negociação.

Segundo a PCDF, já foram identificados 56 registros de ocorrência no Distrito Federal relacionados ao esquema investigado. No entanto, os investigadores acreditam que o número de pessoas prejudicadas possa ser significativamente maior.

As apurações também revelaram um padrão de atuação do grupo, que concentrava os anúncios em produtos de varejo, especialmente eletrodomésticos usados. Para a polícia, a escolha desses itens sugere que os criminosos direcionavam os golpes a consumidores em busca de preços mais acessíveis, muitos deles em situação de maior vulnerabilidade financeira.

A investigação teve início após uma série de denúncias registradas no Distrito Federal e já permitiu identificar parte dos integrantes da associação criminosa. A mulher detida foi indiciada pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Se condenada pelos delitos, as penas máximas somadas podem chegar a 11 anos de prisão.

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