Gabriel Nicolas Wiezel, de 26 anos, foi indiciado por estelionato. Ele está preso preventivamente desde o dia 24 de abril. O g1 procurou a defesa dele, que não respondeu às tentativas de contato.
Foi indiciado por estelionato o dentista Gabriel Nicolas Wiezel, de 26 anos, de Maringá, no Norte do Paraná. Mais de 100 pessoas registraram boletins de ocorrência contra ele, denunciando golpes que geraram prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões às vítimas, segundo o delegado Fernando Garbelini.
Gabriel está preso preventivamente desde o dia 24 de abril. Ele atuava como responsável técnico de uma clínica odontológica na cidade.
De acordo com o delegado, até o momento 60 vítimas foram interrogadas. Conforme os depoimentos, foi possível apurar que as principais vítimas eram idosos e que Gabriel agiu de três maneiras durante a aplicação dos golpes.
“Essa foi uma primeira fase, pois a prisão dele está vinculada a esse inquérito e tinhamos que finalizar, devido ao prazo legal de conclusão. Neste primeiro inquérito, nós ouvimos 40 vítimas, como testemunhas, funcionários, forncedores, sócios. Também há um segundo inquérito, onde já ouvidos mais 20 vítimas”, explicou o delegado.
O delegado afirmou que, em um dos métodos, Gabriel aplicava o golpe no momento em que os pacientes realizavam o pagamento pelo atendimento. Segundo as vítimas, ao entregar o cartão de crédito ao dentista, ele cobrava valores superiores aos informados.
Outras vítimas informaram à polícia que pagaram por tratamentos que não foram executados por Gabriel.
Em outros dois casos, o dentista chegou a fazer empréstimos nos nomes das vítimas. Um paciente informou que voltou à clínica para questionar o valor da cobrança. Contudo, o dentista mentiu que cancelaria o valor e fez um empréstimo de R$ 10 mil em nome da vítima.
“Uma vitima veio essa semana e falou que teve problema relacionado a cobrança duplicada no cartão. Mas, quando chegou lá na semana passada, o dentista pediu o celular dela para fazer o cancelamento da compra do cartão pelo aplicativo, mas acabou fazendo um empréstimo da conta bancaria dela e, em seguida, transferiu o valor para a conta da clínica”, explicou Garbelini.
O delegado informou que vai continuar ouvindo as vítimas e novas denúncias podem ser feitas na Delegacia de Estelionato em Maringá.



