Bolsonaro admitiu ter recebido um conselheiro do Departamento de Estado. O ex-presidente disse que o encontro foi em 6 de maio
Os esclarecimentos de Bolsonaro à PF foram prestados no âmbito do inquérito que apura a suposta atuação do filho e deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos EUA, para constranger autoridades brasileiras, em especial o Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro foi questionado pelos investigadores “como ocorreram os contatos com parlamentares e/ou membros do governo norte-americano” para tratar de temas relacionados ao STF e às eleições de 2022. O ex-presidente respondeu que não fez contato com nenhuma autoridade norte-americana a respeito de sanções. No entanto, fez um complemento na resposta.
“Recebeu o Conselheiro Sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos para Hemisfério Ocidental, Ricardo Pita, no dia 06.05.2025”, diz trecho do depoimento prestado à PF. Ao ser questionado sobre os temas tratados na reunião, disse “que foi uma conversa de teor reservado”.




Bolsonaro nega contato com Eduardo para debater sanções
O ex-presidente afirmou ainda aos policiais da PF que não fez contato com o filho Eduardo com o objetivo de tratar a respeito de sanções para autoridades brasileiras.
Bolsonaro também foi indagado se teria feito a entrega de documentos ou dossiês com informações da atuação do STF, da Procuradoria Geral da República (PGR) e das investigações da própria PF em relação a procedimento judiciais criminais. Ele negou.
O ex-presidente foi chamado à PF por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O objetivo foi esclarecer os aspectos do financiamento da permanência de Eduardo nos EUA. Bolsonaro afirmou ter enviado R$ 2 milhões ao filho. O parlamentar brasileiro tem afirmado que o Brasil estaria, supostamente, passando por uma restrição nos direitos fundamentais e liberdades.
Eduardo nos EUA
As articulações de Eduardo Bolsonaro na terra de Donald Trump tiveram como resposta mais significativa, até o momento, uma manifestação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que adimitiu estar atento a uma suposta prática de “censura generalizada” no Brasil.
“Isso está sendo analisado agora. E há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio a respeito de possíveis sanções às autoridades brasileiras.



